17 Again

8 Capítulo 8


Notas iniciais
Oie pessoas lindas, maravilhosas que ainda acompanham essa bagaça. Boa leitura pra vcs!

– Quem é o cara? Você conhece? – Santana espreitava junto a Sugar, encostada na parede enquanto assistiam Brittany conversar com seu encontro.

– Não sei. Parece legal. Pelo menos é bonito. – comentou a ruiva, quando Brittany voltava para sala com flores na mão, as duas adolescente disfarçavam, fazendo qualquer coisa.

– Sugs, pode pôr na água pra mim. – entregou o buquê para a filha que saiu para fazer o que mãe pediu.

– Sério. Flores? – comentou Santana debochada.

– O que? Toda mulher gosta. – Brittany retrucou vestindo o casaco e pegando a bolsa.

– Qual é, vai sair com esse cara. Aposto que ele nem chega aos pés da tia Sant. – a latina falou cruzando os braços mimada.

– Ah, e o que você tem com isso?

– Eu só.. Não quero que se magoe. – Santana falava seguindo a loira – Ele não me parece alguém de compromisso. – Brittany a olhou de cenho franzido e depois balançou a cabeça.

– Ok, isso já foi estranho o suficiente. To indo. – Brittany se pôs na direção da porta – Tchau Sugs. – gritou saindo acompanhada do cara que esperava na porta.

– Tá bem. Só não se divirtam e estejam em casa antes da meia noite. – Santana gritou da porta, recebendo um olhar de repreensão da loira.

– O que eu perdi? – Sugar perguntou aparecendo do lado da morena.

– Pega o casaco, vamos sair. – Santana pediu e Sugar a olhou confusa

– Como assim?

– Não vai mesmo deixar o mané sair com sua mãe, vai? – Sugar ficou pensativa, antes de responder.

– É, ele é um mané, vamos nessa.

A ruiva foi pegar o casaco, ao mesmo tempo Marley desceu as escadas correndo enquanto Kitty buzinava com o carro parado em frente à casa.

– Onde é que você vai? – Santana perguntou vendo a menina passar que nem um furacão.

– Na festa da Bree. – gritou correndo para dentro do carro da namorada.

Xx

Santana e Sugar observavam o restaurante do lado fora sentadas no carro da latina. As duas estavam ali a mais de meia hora, apenas esperando o momento certo para intervir no encontro de Brittany. Santana não ia deixar ninguém tirar Brittany dela!

– Então... – Sugar puxou assunto – Porque estamos mesmo fazendo isso?

– Porque queremos impedir você de ganhar um novo papai. – a morena respondeu sem desgrudar os olhos do restaurante.

– Hum. Eu não quero ganhar um novo papai. – sussurrou pra sí mesma – Mas e você porque faz isso? – Santana a olhou sem saber o que responder.

– É...Hum...É... – coçou a nuca desviando da ruiva – Porque eu quero te ajudar. – desconversou sorrindo forçada para a outra, que assentiu sem mesmo acreditar.

Voltaram a atenção para os dois jantando animadamente, enquanto sorriam e jogavam conversa fora. O cara colocou a mão por cima da de Brittany, que não pareceu reclamar, mas Santana ficou furiosa e esta seria sua deixa.

– Agora é a hora, vamos nessa. – Falou para Sugar, abrindo a porta do carro junto a filha e saindo em direção ao restaurante.

– Espera, o que vamos falar? – Sugar perguntou.

– Inventa algum ataque. – Sugeriu a morena e elas já atravessavam a porta do local.

Andaram até Brittany, parando de frente para a loira e para o cara, de braços cruzados. A loira olhou para as duas adolescentes com os olhos arregalados, surpresa.

– Sugar... Samantha o que fazem aqui? – perguntou a loira preocupada.

– Hora de ir Britt. – Santana mandou, fazendo Brittany olhar envergonhada para o homem que parecia confuso.

– Porque alguma coisa aconteceu? – perguntou ele.

– Não deve ser só um mal-entendido...- Brittany falava quando a morena a cortou.

– A Sugs tá tendo um ataque de asma. – Santana olhou para a ruiva que negou com a cabeça sem entender, e Santana lhe dirigiu um olhar de “faça o que eu tô falando” – Não tá Sugs? – disse entre dentes.

– É mesmo. – Sugar pôs as mãos por cima do peito dramaticamente, fingindo estar com dificuldade para respirar – Mãe me ajuda, eu tô sem ar.

– Mas, o que? Sugar você nunca teve asma. – Brittany levantou da mesa indo até a filha.

– É parece que há uma primeira vez pra tudo na vida, não é mesmo? – Santana comentou olhando para o homem que estava perdido – Acho melhor nós irmos Brittany, parece sério. – a morena sugeriu fazendo a loira olhá-la desconfiada.

– É mãe, acho melhor irmos. – Sugar pediu ainda fingindo.

– Hum... Brittany acho melhor encerrarmos, parece que está ocupada.

– Eu não... Espera – pediu para o homem, que já queria se levantar para sair – isso aqui tá muito estranho – falou olhando da filha para a latina – Sugar Margareth Lopez-Pierce. Pode parando com isso, que eu sei que não tem asma nenhuma. – a loira disse em tom autoritário fazendo Sugar olhar com medo e parar imediatamente com a farsa – Agora eu quero que vá diretamente pra casa, nós conversaremos quando chegarmos lá. – Sugar assentiu encolhendo os ombros – E você Samantha – disse olhando a latina seria – Estou muito decepcionada. Achei que fosse mais responsável.

– Não dessa vez, garanhão. – Santana olhou para o homem com os olhos cerrados, o fazendo estranhar aquela atitude.

As duas adolescentes saíram, deixando uma Brittany pra lá de constrangida para trás.

– Me desculpa sobre isso. Eu sinto muito. – falou a loira voltando a se sentar à mesa.

Xx

Na volta para casa, Santana e Sugar não conversavam muito. A ruiva estava com medo da bronca que iria levar quando chegasse em casa e Santana decepcionada por não conseguir interromper o encontro da sua loira.

Estavam passando por um bairro onde haviam muitos carros estacionados, agitação e música alta, percebendo então, que era a casa da Bree, pois metade do colégio se encontrava lá. Santana viu Marley sair da casa gritando, parceria discutir com alguém, e claro que esse alguém seria Kitty.

A morena empurrou a loira que deu de ombros e voltou para dentro, Marley gritou algo mais e depois saiu correndo e sentou no gramado. A latina se virou para ruiva e pediu para que fosse até lá buscar a irmã, Sugar foi. Alguns segundos depois de conversar com Marley, Sugar conseguiu convence-la a ir consigo, as duas entraram no banco de trás do carro. Marley olhou Santana curiosa por a latina estar ali, mas não perguntou nada, apenas apoiou a cabeça nos ombros da irmã mais nova e fechou os olhos.

Santana queria perguntar o porquê da briga, mas resolveu deixar pra lá. Quando já estava saindo, Bree aproximou-se do carro, vestindo algo que nem deveria ser considerado roupa de tão curto. Santana revirou os olhos, já se preparando.

– Oi Sant. Não sabia que vinha. É meu aniversário! – falou com a voz melosa, que Santana odiava.

– Parabéns, eu não trouxe presente. – a latina respondeu seca.

– Então que tal você subir, para que eu possa te desembrulhar. – sussurrou piscando maliciosa para Santana.

– Não eu passo. Tchau Bree – Santana acenou sorrindo falsamente antes de arrancar com o carro saindo dali.

Xx

O time de vôlei do Mckinley estava no ginásio jogando contra outra escola. Era o primeiro jogo de Sugar e esta, estava ansiosa por sua estreia, apesar de estar jogando na quadra ainda não havia realmente feito nenhuma jogada de importância. Santana queria mudar aquilo, pois não estava gostando de ver a filha ignorada e muito menos de ver Brittany nas arquibancadas com o cara do encontro da noite anterior. Aparentemente sua tática de arruinar o encontro da loira, não havia funcionado.

Smantha continuava a mandar olhadas para onde Brittany estava, e esta apenas desviava desconfortável.

– Qual o problema? – o acompanhante de Brittany perguntou ao ver que a loira estava um tanto pensativa.

– Hum. Nada. – desconversou.

– Não me parece. Olha estamos bem depois do fiasco de ontem à noite?

– Ah, tudo ótimo. – disse Brittany se forçando a sorrir para ele – Sinto muito por isso.

– Sem problemas!

Na quadra, Sue explicava as jogadas, mas Santana não prestava atenção, já tinha em mente seu próprio plano.

– Entenderam? – perguntou a treinadora e todas fizeram que sim, juntando as mãos umas em cima da outra e depois jogando ao ar – Vai Titans. – Gritaram em uníssono.

O jogo seguia normal, e as jogadas eram de acordo com a que Sue ensinou, apenas quando chegou a vez de Santana, quem deveria jogar e marcar o ponto da vitória, ela não o fez. Causando frustação em sua treinadora e colegas de time, ela arremessou a bola para Sugar, que olhou espantada a princípio, mas logo que seu deu conta, marcou um ponto, as levando a vitória.

Todos comemoram animados, jogando Sugar para o alto enquanto gritavam seu nome. Santana piscou cumplice para ela que agradeceu a abraçando, logo que estava de volta ao chão.

– Sugar, parabéns! – Artie veio a cumprimentar e a ruiva sentiu nervosismo lhe tomar conta, mas dessa vez não tagarelou nenhuma besteira.

– Muito obrigada. Acha que eu joguei bem?

– Sim foi ótima. – disse ele sem saber o que fazer, acabou por apertar a mão da garota – acho que a gente se vê por aí.

– Ok. Até mais. – Sugar sorriu bobamente para o garoto que saiu, ela continuou comemorando com o time.

Xx

Santana pegou o celular para atender a ligação de Rachel, que com aquela já era a terceira chamada.

– Alô?

– Oi. Finalmente me atendeu. – resmungou Rachel do outro lado da linha – Só tô ligando pra avisar que eu vou sair hoje, então não me espera em casa. – disse animada.

– Conseguiu convencer um pobre cego a sair com você? – Santana provocou divertida.

– Não! Eu vou sair com Finn.

– Finn? – replicou Santana surpresa.

– Sim. – Rachel sorriu ao se lembrar como havia convencido o homem.

X

Finn trabalhava em sua sala, seu dia estava cheio e não bastasse toda dor de cabeça do trabalho, ainda tinha Rachel que ligava sem parar. Ele tentava ignorar, mas aquilo já estava ficando demais.

– Oi, Finn não desliga eu...

– Não! – desligou o telefone que segundos depois voltou a tocar.

– Eu faço qualquer coisa! Eu te compro um notebook novo, um carro, uma casa....

– Não! A resposta é a mesma. – bateu o telefone mais uma vez, e outra vez tornou a tocar – Não vai falar nada?

– Por favor! – pediu pausadamente e Finn suspirou derrotado.

– Está bem. Uma vez e nada de presente estranhos.

– Yay! – comemorou Rachel pra lá de feliz.

X

– Ok então, tchau. – Santana disse encerrando a ligação.

Um plano já se formava em sua cabeça e com Rachel fora facilitaria tudo. Sugar chegou a seu lado e percebeu o sorriso maquiavélico da latina.

– E ia San, o que tá pegando?

– Tá pegando que vamos dar uma festa. – disse olhando cumplice para a ruiva

– Festa, eu não posso estou de castigo. – Sugar choramingou.

– Relaxa, eu dou um jeito. – falou batendo no ombro da filha – Atenção pessoal – falou alto chamando a atenção dos alunos que passavam pelos corredores – Vai ter uma festa de comemoração lá em casa! – gritou e todos soltaram gritinhos animados tratando de espalhar a notícia rapidamente.

Xx

Marley estava nas arquibancadas do colégio. Com os olhos vermelhos de chorar e o nariz fungando. Santana foi até ela com o violão e começou a se aproximar enquanto cantava e tocava.

Where is the moment we needed the most
You kick up the leaves and the magic is lost
They tell me your blue skies fade to gray
They tell me your passion's gone away
And I don't need no carryin' on

Marley ao ver a latina se aproximando, tentou continuar séria. Porem enquanto ela ia cantando, não pode deixar de sorrir.

Cause you had a bad day
You're taking one down
You sing a sad song just to turn it around
You say you don't know
You tell me don't lie
You work at a smile and you go for a ride
You had a bad day
The camera don't lie
You're coming back down and you really don't mind
You had a bad day
You had a bad day

Santana terminou o refrão sorrindo para a morena, depois apoiou o violão nas escadas e sentou-se ao lado de Marley, que secava o nariz na manga da blusa.

– O que tá acontecendo? – perguntou interessada, enquanto Marley suspirava tristemente e a olhava.

– Kitty voltou para o reformatório. – disse tristemente enquanto Santana a olhava atenta – Acho que dessa vez acabou mesmo.

– Isso não seria para melhor?

– Talvez. Sabe, você passa tanto tempo querendo mudar uma pessoa e no final, nem importa. – Marley confessou derrotada e Santana assentiu.

– Acho que só não importa quando as pessoas não querem mudar. – disse pensativa e Marley prestava atenção – No final, pelo menos você tentou. – falou confortando a filha.

– Obrigada. – disse Marley a abraçando, pegando a mesma de surpresa – Eu sou tão má com você, porque é tão legal comigo? – perguntou apertando a latina contra si, um pouco forte demais.

– Eu não guardo rancor. – Santana riu livrando-se com dificuldade da morena – Mas, enfim. Vim te procurar para te avisar da festa que vai ter hoje lá em casa. – disse animada se levantando e Marley fez o mesmo – Você vai?

– Claro!

– Ok. Ótimo. – Santana recolheu o violão e a mochila e saiu dali.

Notas finais
Emoções a flor da pele, estamos chegando ao fim da fic, bjs e até a próxima.