17
1 Thirteen
Notas iniciais
Eu sei que você está achando que a história vai se passar totalmente pelos nossos 17 anos, mas primeiro você tem que entender o que aconteceu aos nossos 13 anos.
Eu estava voltando da aula de Eastwood School com um uniforme exageradamente quente parecendo aqueles de escolas religiosas inglesas. Eu olhei pela janela da limousine e vi uma garota loira fazendo carinho num Golden Retriever, que parecia ser dela.
- Eu queria ter um cachorro — eu disse, e depois olhei para Jefrey, meu mordomo.
- Desde que ele não seja um cachorro de verdade.
Ignorei e voltei a olhar pela janela, fiquei assim o caminho todo até que cheguei em casa.
- Eu vou para á loja de sapatos tá?
- Claro, vamos, vou chamar o motorista.
- Jefrey...
- O que?
- A loja é aqui perto.
- Tá, então tchau.
Eu entrei na loja e comecei a olhar uns sapatos, tinha uma garota do meu lado que parecia estar com dúvida entre duas botas marrom-claras da loja.
- Essa aqui — eu disse, apontando para a bota estilo over kneemais escura. Então eu olhei para a menina e era a mesma que eu tinha visto na volta da escola.
Ela sorriu e perguntou se tinha tamanho 36, nós duas saímos da loja ao mesmo tempo e eu nem tinha comprado nada.
Quando eu estava chegando perto de casa eu vi ela entrando na casa ao lado da minha e depois saiu para pegar umas caixas que estavam no jardim, a caixa parecia estar pesada e ela ia cair.
- Opa! — eu corri e segurei a caixa — precisa de ajuda?
- Obrigada e sim — ela apontou para minha casa — Você mora ali não é? — ela indicou com o olhar uma caixa que estava no chão
- É — eu abaixei para pegar a caixa — Como sabe?
- Eu vi você entrando lá outro dia...
Enquanto agente deixava as caixas na casa, nós íamos conversando.
- A gente aqui conversando e eu nem sei o seu nome — ela disse
- Cleo — eu sorri e deixei a caixa no chão — e o seu?
- Emillie.
- Vai se ferrar Connor, me da o meu bacooooooon! — um menininho que parecia ter uns 8 anos gritou na sala
- Ah é, você quer o seu bacon agora moleque? — disse um garoto que parecia ter uns 15 e depois ele lambeu o bacon
- O paaaaaaaaaaaaaaai!
Eu comecei a rir um pouco
- São os seus irmãos? — eu disse, ainda rindo
- Sim
- Deve ser legal morar com dois irmãos.
- Você é filha única?
- Não, eu tenho uma irmã mais velha, só que não é a mesma coisa.
- Emillie, onde o papai tá? — disse o menininho menor, aí ele olhou pra mim — Tu é alta pra caramba.
- Então tá, oi pra você também — eu ri um pouco
- Não, eu to falando sério, eu até usei "tu", é nesse momento que você percebe que alguém ta falando sério de verdade.
- O papai saiu Finn, o papai saiu... — disse Emillie, interrompendo ele.
- Você não é daqui, é? — perguntei
- Não, eu sou de Nashville, no Tenessee.
Eu olhei para a sala e vi um violão, com a capa semi-aberta.
- Você toca? — eu disse, apontando pro violão.
- É do Connor. Eu sei tanto sobre violões quanto um pudim, então, não. Você toca?
- Sim, posso?
- Pode.
- Me ensina? — ela disse, enquanto eu tocava.
- Pode ser — sorri.
É, e foi assim que a minha amizade com a Emillie começou, ela estudava em "Monster School" sim, o nome mais clichê que poderiam ter inventado no mundo. Monster School é onde fica o infantil e o fundamental, e no colegial ela passava a se chamar "Monster High". Depois de um tempo eu me mudei para lá.
Um dia, depois de um ano, Emillie tinha que voltar para Nashville, com a sua família. Foi um dia realmente triste para mim e para ela, mas todo verão eu passei a ir visitá-la. Eu tinha acabado de perder a minha primeira amiga, na verdade, eu tinha outros amigos em Eastwood School mas ela era a primeira melhor amiga que eu já tive.
Fale com o autor