15 Days Of Love.
2 Day One - Bob.
Notas iniciais
A personagem feminina é toda da minha autoria.
O Justin... É o Justin e basta.
Domingo, 15h.
Faziam horas que estava sentada naquele carro, a ouvir música antiga, a ouvir os meus pais a falarem de dinheiro e de trabalho. Era nestas alturas que eu adorava ter uma irmã ou um irmão, talvez ele/ela não me ignorasse quando viajávamos em família.
O carro finalmente parou e um sorriso surgiu nos meus lábios.
Abri a porta e logo vi a minha avó e o meu avô, há nossa espera, encostados ao portão da quinta.
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- Avó! - Exclamei, correndo para os seus braços. - Avó! - Exclamei também, enquanto largava os braços da minha avó e ia para os do meu avô. - Que saudades que tive.
Avô — Que saudades que tivemos também, pequena.
Avó — Pequena? Ela está uma mulher.
Sorri-lhes. Sempre fui muito ligada aos meus avós, dentro dos possíveis. Sempre que tinha oportunidade, ligava para eles e ficava horas à conversa. Sempre que tinha algum problema, era para a minha avó que ligava, a chorar, esperando ouvir um conselho da sua boca e ouvia, ela nunca me falhava. Despedi-me dos meus pais e ouvi apenas um "Até daqui a duas semanas", da boca deles. Fiquei deprimida, esperava que tivessem outra reação... Talvez não fosse tão importante na vida deles, como gostaria de ser.
Enfim...
Entrei na quinta com as malas, enquanto o meu avô fechou o portão. A minha avó ajudou-me com a outra mala, pediu que a seguisse e levou-me até ao meu novo quarto. Abriu a porta e revelou um quarto bastante bonito e confortável. Apesar de ter um ar antigo e rústico, era bonito
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Avó — Deixo-te à vontade, para arrumares as tuas coisas.
- Obrigada vó... Posso pedir-te que prepares o Bob? Tenho saudades de cavalgar com ele.
Avó — E tenho a certeza que ele sente o mesmo. Porque não se deixou ser montado por mais ninguém.
- Então... Ele está à dois anos naquele estábulo?
Avó — Claro que não Katherine, ele sai e entra sozinho...
- Coitado, vou só trocar-me e já desço.
Abri a mala maior que havia trazido, dentro dessa tirei outra, apenas com roupas de montar e roupas próprias para estar numa quinta. Pus de parte as roupas luxuosas, os saltos-altos que a minha mãe me pedia para usar. Vesti-me rapidamente, arrumei algumas coisas, só para não deixar o quarto desarrumado e sai do mesmo.
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Desci as escadas, sai da casa e fui para trás da mesma. Abri a porta do estábulo e dirigi-me para onde o Bob costumava estar. Abri a cancela e vi-o lá dentro. Ele levantou-se e ficou virado para mim. estiquei a mão na altura do focinho dele e ele levantou-o, até tocar na minha mão. Fiquei fascinada com o movimento dele, após dois anos, ele ainda me conhecia.
- Olá pequeno, senti a tua falta.
Ele relinchou e eu sorri. Tirei-o do estábulo e levei-o até ao exterior, preparei-lhe para que o pudesse montar e com a luz do sol, consegui perceber o quão bonito estava.
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Fiquei completamente ligada a este cavalo, pois ele salvou-me a vida uma vez. É apenas um cavalo aos olhos das outras pessoas, mas aos meus olhos, ele é um herói e se não fosse por ele, ambos já não estávamos cá. Montei-o e dei-lhe sinal, para que começasse a cavalgar. Ele saltou a cerca e eu simplesmente gargalhei. Sentia-me tão livre, quando cavalgava com ele pelos prados, pelos campos, por onde quer que ele me levasse.
Ele parou de cavalgar e começou a comer umas ervas verdes, que estava meio húmidas, pois era perto do rio. Desmontei-o e sentei-me ao seu lado, enquanto ele comia.
Flashback on:
Avó — Vais prometer-me que tomas conta dele!
- Claro que tomo vó.
Avô — É uma responsabilidade grande Kath, tens a certeza?
- Claro que tenho! Prometo tomar conta dele, escová-lo e passear com ele.
Avô — Nós acreditamos em ti.
Avó — Como vai ser o nome dele?
- Bob, o meu Bob. — Sorri. — É verdade que se falarmos com os cavalos, eles compreendem?
Avó — Claro que é. Ás vezes os animais, são os nossos melhores amigos.
- Olá Bob, sou a Katherine e vou cuidar de ti. — Dei um beijo no focinho dele.
Flashback off.
- Olá Bob, sou a Katherine e vou cuidar de ti. - Ri-me e ele deitou-se ao meu lado, com o focinho nas minhas pernas. - Nossa, compreendes-me mesmo.
Fiz-me festas e vi os seus olhos a fechar. Ri-me e continuei a fazer-lhe festas, enquanto olhava em meu redor. Sentia a falta daquele lugar, já nem me lembrava como era. Mas é certo, que nada mudou, continuava a transmitir-me paz.
As horas iam passando e a hora de jantar aproximava-se. Digo isto, pois já começava a ficar escuro, tinha perdido a noção das horas.
O Bob levantou-se, montei-o e cavalguei para a quinta. A minha trança havia-se desmanchado e o elástico voado, com a velocidade em que o Bob corria, sentia-me tão livre. Quando chegámos, ele saltou a cerca novamente e foi a trote até à entrada do estábulo. Escovei-o, limpei o estábulo dele rapidamente e pus lá feno e água, para ele se recompor.
- Amanhã estou aqui de manhã.
Ele relinchou e eu fechei a porta. Descalcei as botas à entrada e só depois entrei, para não sujas o chão. Entrei na cozinha e dirigi-me ao lava-louça, lavando as mãos.
Avô — Bem me parecia que tinhas chegado.
Avó — É, há muito tempo que o relinchar do Bob não nos dizia que tinhas chegado.
- É... Soube mesmo bem passar a tarde com ele. - Sentei-me e servi-me. - Amanhã vamos novamente, não se importam pois não?
Avó — Claro que não, desde que tenhas cuidado e que voltes um pouco mais cedo.
- Sim, eu volto vó.
Avô — Ah e de manhã tens que nos ajudar a alimentar as galinhas, porque a criação tem crescido e agora são só galinhas por todos os lados. - Ri-me.
- Tudo bem.
Começámos a jantar, falamos durante todo o jantar, sobre as minhas viagens pelo mundo. Perguntei se os meus pais tinham ligado e eles negaram... Eles nunca ligavam, nem sei porquê que me dei ao trabalho de perguntar, se já sabia a resposta.
Despedi-me deles e fui para o meu quarto. Entrei na casa de banho, tomei um duche rápido, vesti o pijama e sentei-me na cama.
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Peguei no telemóvel e mandei mensagem à Caroline, já sentia a falta dela.
Para: melhor amiga.
Mensagem: ainda te lembras de mim ? :s estou no tennessee , sinto a tua falta . beijinhos .
De: melhor amiga.
Mensagem: impossível era ter-me esquecido de ti. foram dois anos sem me dizeres nada, o que aconteceu kath?
Para: melhor amiga.
Mensagem: amanhã podes vir aqui à quinta ? explico-te tudo .
De: melhor amiga.
Mensagem: não, só na terça. diz-me , ainda sou a tua melhor amiga?
Para: melhor amiga.
Mensagem: isso era o que eu devia de te perguntar .
De: melhor amiga.
Mensagem: claro que és. love ya my girl.
Para: melhor amiga.
Mensagem: love ya my girl !
Suspirei de alívio e pus o telemóvel na mesa de cabeceira, deitei-me a pensar nos momentos que havia tido com a Caroline e no quão feliz estava, por nada ter mudado... Quer dizer... Quase nada.
Notas finais
que acharam?
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