10.000 anos...
1 Prólogo
Notas iniciais
Enfim, como eu só vi o anime, um tanto tarde (terminei ontem), mas vi, pode ter algumas informações que divergem do mangá.
Contém spoilers, então se não viu e não quer saber como termina, não leia. E para aqueles que decidiram continuar aqui e ler, muito obrigada pela atenção e espero que gostem.
- “Você se sente sozinho, Yukki?” – a voz conhecida perguntou, fazendo o moreno virar e olhar o rosto da menina que já fizera absurdos para que pudessem ficar juntos, mas ao virar-se se deparou com o nada. Gasai Yuno não estava mais lá. Ela havia se apunhalado ao perceber que não conseguiria matar o menino que tanto dizia amar e para que Amano Yukiteru virasse o Deus do segundo mundo e assim esse não seria destruído.
Quantas vezes o antigo Deus não lhe fizera essa mesma pergunta?! E o menor apenas abaixava o olhar e dizia que não, porque tinha a Deus e Muru Muru. Sendo que esta agora era sua única companhia. Uma companhia bem barulhenta, diga-se de passagem. A menina vivia perguntando o que ele faria agora que tinha obtido o poder de Deus para que ela pudesse se divertir um pouco, porém essa pergunta só o fazia se fechar mais em seus próprios pensamentos. Matara muitos por causa de uma ideologia sem fundamentos em que pensava em criar um mundo utópico onde todos voltariam à vida e viveriam juntos e felizes.
Doce ilusão.
Hinata ainda o avisara que ele até poderia trazer o corpo, regenerá-lo, mas a alma... Bem, esse se perdia para sempre, destinada a reencarnar depois em outro lugar, outro corpo. Mas Yukki não acreditara na menina que fora a primeira a tentar uma amizade consigo, a primeira a falar que eram amigos. Já tinha feito uma lista com os nomes de quem ia reviver, como assim não poderia trazê-los de volta?! Ele se tornaria Deus e como tal poderia fazer tudo o que quisesse, não?
Hinata, Mao, Kousaka. Todos mortos. Ele havia matado seus próprios amigos sendo que eles só estavam tentando alertá-lo da realidade, contar-lhe os fatos. Inclusive sobre Yuno. Tentaram alertá-lo que por trás daquele rosto bonito e sorriso meigo, tinha um passado podre, que ela o manipulava e que o mataria no final. E, de fato, não estavam errados. Se não fosse pela ajuda que recebera da Nona, certamente teria morrido na casa da Yuno no dia 28 de setembro. E, se fosse parar para pensar bem, a menina que dizia amá-lo já dera muitas dicas de que não era tão confiável assim, tendo como estopim o dia em que o seqüestrou. Porém ele a dera uma segunda chance e os demais não podiam reclamar, afinal, dera essa chance extra para todos.
Exceto Akise. Para ele nunca precisara dar uma segunda oportunidade. Akise Aru desde o início se dissera do seu lado e já apostara a própria vida para salvar a sua. O pequeno detetive sempre tentou ajudá-lo, mas percebera tarde demais isso. Antes ele era apenas um bom amigo que insistia demais em dizer que Gasai Yuno não era confiável. Sendo que muitas vezes tinha provas para suas deduções e mesmo assim o moreno as ignorara.
É, ser Deus lhe dava muito tempo para pensar e para Yukki era impossível pensar em Akise sem lembrar do beijo que este lhe dera. Aquele beijo completamente inesperado, inusitado, mas que de certa forma, não fora tão ruim assim. Não imaginava que o albino fosse gay, mas isso explicaria o porque de Yuno sempre se intrometer quando tentava falar com ele. Pegou-se também imaginando se em algum dos mundos, Akise seria muito mais do que só um amigo para o Yukiteru. Provavelmente Yuno não deixaria. Mesmo não sendo mais a Yuno do primeiro mundo, com certeza a Gasai daquele mundo – mesmo sem todas as lembranças e informações de outro mundo – seria obcecada pelo Yukki daquele mesmo mundo, fazendo assim que um ciclo vicioso recomeçasse em cada mundo em que vivessem. Ou... Por algum motivo, alteração no futuro, paradoxo no contínuo espaço e tempo, aconteceria de um mundo, pelo menos um, seguir um rumo diferente?
- “Você se apaixonaria por qualquer um que lhe protegesse.” – novamente a voz da menina que amava, fazendo-o fechar os olhos com força. Yuno não tinha o direito de julgá-lo. Ela também se apaixonou por muito pouco:
- E você por qualquer um que lhe desse um futuro. – rebateu para o nada e ao mesmo tempo para tudo. O vácuo onde estava virara sua morada, seu abrigo, seu recanto. Onde poderia ficar recluso, trancado, como a Sexta fizera quando as coisas começaram a desandar em sua vida.
Olhou para o celular, seu diário que nunca mais previra o que aconteceria à sua volta, afinal era Deus. Um Deus que se excluíra em um vácuo remoendo as falhas do passado. Não precisava mais saber o futuro e talvez fosse esse um dos motivos de ter permanecido no nada. Porque assim seu diário não preveria mais as coisas, e ele não perderia as previsões que envolviam Yuno. Mesmo que estas não fossem as melhores. Estreitou os olhos em uma expressão chorosa ao olhar para a tela do celular e ver a última coisa que estava escrito em seu diário virtual: “Yuno morreu”. A única que estivera sempre consigo, que mesmo vendo o quanto era fraco e por muitas vezes inútil, lutou para protegê-lo. Ela arriscara a vida diversas vezes para salvá-lo, sempre estava ao seu lado quando precisava e era por isso que se apaixonara por ela.
Muru Muru dormia mais afastada, fazendo com que se senti-se mais solitário ainda. Entretanto, mesmo quando esta estava acordada, eles nunca conversavam muito. A Murmur do seu mundo ficara prisioneira da Murmur do primeiro mundo na maior parte do tempo e esta mal sabia pelo que o menino passara de fato nos momentos mais tensos. Essas lembranças fizeram Yukki abraçar o joelho e abaixar a cabeça ficando em uma posição que passara a ser a sua favorita, levantando-a repentinamente quando viu uma mão até então desconhecida, mas familiar, pegando seu celular e fechando-o. Arregalou os olhos azuis em susto quando junto da mão, um braço passou a se formar a partir de pequenos quadradinhos que se juntavam formando uma pessoa conhecida, cujo cabelo e pele branca pareciam brilhar naquele ambiente negro:
- Você se sente sozinho, Yukiteru-kun?
Notas finais
Então tudo o que rolou no anime aconteceu de fato na fic e só vou utilizar desses vários anos para fazer o desenrolar da história.
Espero que tenham gostado, se sim ou se não, comentem para eu saber a opinião de vocês.
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