100 Maneiras de Dizer "Eu Te Amo"

1 "Estaciona. Me deixa dirigir um pouco."


Notas iniciais
Espero que gostem! :3

Malia não podia, definitivamente, reprovar em história. Na verdade, ela não podia reprovar em nada. Ela tinha passado para o 3º ano – o que foi um alívio para ela, ela realmente estava com medo de que ela não tivesse passado – e não poderia repeti-lo. De jeito nenhum. Então ela estava estudando para a próxima prova, já que não tinha as notas mais perfeitas do mundo, ás 18h na escola completamente vazia.

Foi quando ela o viu. Bem, ela não o viu, tecnicamente. Ela o ouviu, ouviu passos pela escola. E ela sabia que era ele. Malia apertou os lábios, pressentindo o que estava por vir.

Theo chegou á mesa dela algum tempo depois, e ele carregava com ele um sorriso enorme no rosto. É claro, ele estava sempre sorrindo. Como ele fazia isso? Ele sentou-se na cadeira a frente da menina e falou “Ei, eu ouvi sobre você e Sti-“.

“Acredite ou não,” ela o interrompeu. “não quero falar sobre meu ex-namorado.” Sua voz falhou um pouco na palavra namorado, mas eles ignoraram. “Se eu quisesse lamentar o término do meu namoro e chorar comendo potes de sorvete enquanto assistia comédias românticas, eu teria chamado Lydia ou Kira. Não você.”

“Lydia? Sério mesmo?”, ele riu. “Fala sério, Malia, todos nós aqui já percebemos o que esses dois sentem pelo outro, não é mesmo? Não seria muito inteligente a chamar para desabafar do Stiles.”

Ela revirou os olhos e colocou seu olhar para seu livro de história. “De qualquer maneira, não vou falar disso com você”.

“Mas se você quiser alguém para falar sobr-“, ele disse sorrindo. Aquele maldito – e lindo, apesar de que Malia não queria admitir isso – sorriso nunca saía de seu rosto. Mas Malia logo o interrompeu novamente, “Não vou querer”.

Mas se você quiser alguém para falar sobre isso...”, ele retomou a fala. Logo Theo pegou a caneta da mão da mulher-coiote e, logo depois, seu braço. Escreveu seu número de celular e soltou o braço de Malia lentamente. Por que ela tinha deixado fazer isso? Certamente, se estivesse pensando direito, ela já teria recuado e o feito largar o braço dela. Mas ela apenas balançou a cabeça e afastou o pensamento. “Estarei a sua disposição”, ele disse.

“Por que você escreveu isso no meu braço?”, ela riu. “Garante que você não irá perder o número, ou jogá-lo no lixo”.

Ela deu um sorrisinho de lado, “Você não acha que eu realmente vou te ligar, acha?”. Ele sorriu também e respondeu “Não custa tentar”. Malia voltou a sua atenção para o livro que ela precisava estudar.

Theo então deu um assobio e se levantou da cadeira, “Bem, acho que já vou indo. E, repetindo, se quiser falar comigo, é só ligar”. O sorrisinho no rosto da garota não foi possível de ser evitado. “Ok, ok. Agora vá. Estou tentando estudar aqui.”

Então Theo se foi pelas portas do colégio. Ele fora para seu carro, estacionado em frente ao colégio. Ele entrou no veículo e pegou seu celular, pois sabia quem iria sair daquele prédio alguns minutos depois. E isso realmente aconteceu, pois Malia saiu de lá uns 20 minutos depois, com sua mochila nas costas.

Ela olhou para os lados, e então seu olhar pareceu perdido. Stiles tinha sido sua carona antes de terminarem, mas agora – obviamente – ela não tinha como voltar para casa. Theo sorriu consigo mesmo e abriu a janela do seu carro, “Você vem?”.

Ela o olhou e mordeu o beiço antes de abrir a porta e entrar no carro. “Malia,” ele falou, fazendo a garota olhar para ele. “Malia, desculpa, eu-“ ele nunca terminou essa fala. Porque Malia fez uma coisa que ele não esperava: Ela colocou suas mãos no rosto dele e o puxou para um beijo. Ele retribuiu o beijo sem nem ao menos hesitar. Theo tinha pesado muito naquele momento, ele sabia que iria acontecer alguma hora.

Segundos se passaram para minutos, mas quando Malia recuou aquilo pareceu muito cedo. “Eu não quero falar, eu não quero pensar”, ela disse ainda perto dos lábios de Theo.

“Você não tem qu-“, mas parecia que naquele momento, dentro do carro dele, ele não podia terminar nenhuma frase. O que era bom, na verdade, porque ele não queria terminá-las. Provavelmente não poderia terminá-las.

O único momento que os lábios se separaram foi quando Malia tirou sua camiseta. Ele não pôde evitar mas checar o corpo da garota. Era um corpo bonito, de verdade. Então Theo fez o mesmo movimento que Malia, tirando sua camiseta, e levando ela para o banco de trás. E então, colou os seus lábios nos dela, com o mesmo fogo de antes.

××

“Eu estou apenas te usando”, Malia disse tentando fechar seu sutiã.

“Tudo bem por mim”, ele respondeu, Você não tem ideia. Ele foi para mais perto dela e a ajudou com o sutiã, fechando-o por ela. “Sutiãs parecem complicados.”

“Sério? Pareceu que você não teve nenhum problema em tirar ele”, ela disse com ironia na voz. Ele riu e a garota se virou para ele, “Mas isso é outra coisa. Como as garotas fecham isso sem ao menos olhar?”.

Ele colocou sua camiseta de volta em seu corpo e Malia deu os ombros, “Prática, eu acho”.

“Entendi.”

Com o silêncio constrangedor no ar, a única coisa que Theo podia fazer era ir para o banco da frente e levar Malia para sua casa. Ele começou a dirigir e perguntou “Onde é sua casa?”. Ela ainda estava colocando a roupa em seu corpo, não parecia ter notado que o carro estava ligando, então disse “Estaciona. Me deixa dirigir um pouco.”

“Certeza?”, Theo perguntou. Ela assentiu com a cabeça, “Uhum, certeza. Estaciona, só para praticar”.

Ele deu um sorrisinho e estacionou o carro em uma parada no meio da rua. Malia foi para o banco da frente e Theo ficou ao seu lado durante o resto da viagem. Eles chegaram à casa da garota e ela saiu do carro de Theo. Ele deu um sorriso e a falou, antes de ela entrar no sobrado, “Lembrando, você ainda pode me ligar”.

Ela sorriu, “Ok, vou lembrar isso”, e entrou em sua casa. Começou a subir as escadas, mas seu pai, que estava na sala, percebeu a presença da filha e falou, quase gritando, “Malia? Você tem ideia de que horas são?!”

“Sim”, ela deu uma pausa, pensando em alguma desculpa. “Hã... Muito trânsito.”

Ela não esperou seu pai fazer outro questionamento e subiu para seu quarto depressa, mas quando seu pai gritou “Quem te trouxe aqui?!”, ela não pôde evitar dar um sorrisinho.

Notas finais
Espero que tenham gostado! ♥ Comentários serão sempre bem-vindos!
Vejo vocês no próximo capítulo!
xoxo