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– Mas Loui sempre foi um Perfeito? Não desativaram as lembranças dele? Quando ele quebrou o chip, ele podia ter retornado pra família, caso tivesse uma, não é? Por que ele não retornou?
– Você faz muitas perguntas, Coronel! Acalme-se, vou explicar melhor. Loui era um Desabrigado. Ele não tinha família, e em vez de ter sido sequestrado pelo Governo, ele apenas aceitou, o que levou o Governo a achar que, pelo fato de ele querer ir para a Base, significava que podiam fazer as coisas mais... hum... extremas de lá.
– Extremas?
– Ah, você sabe... Torturavam-o para saber quanto um Perfeito aguentava, davam-lhe tiros, faziam experimentos com medicamentos para a Guerra. No começo, trataram Loui super bem e cuidadosamente, e ele sentiu como se finalmente tivesse uma famíia, mas ao começar as experiencias, tudo o que ele desejou foi fugir dali. Mas ele não podia, por conta das crianças que também estavam presas lá. Ele não queria as abandonar elas, então ele bolou um plano. Coronel, sabe, Perfeitos são extremamente inteligentes. Os médicos não conseguem explicar, mas mesmo após a retirada dos chips, eles continuam inteligentes. Assim como um cadáver ainda possui impulsos elétricos, os impulsos que estimulam o funcionamento eficaz do cérebro continuam ali, o que significa...
– ... Que eles vão ser Perfeitos... Mesmo sem os chips...
– Loui descobriu isso. Ele era extremamente incrível. Seu chip era melhor, mais forte, mais Perfeito do que o dos outros.
"Durante sua última noite na Base, depois de uma sessão de radioatividade, ele invadiu um sistema computacional e conseguiu descobrir como desativar o rastreamento do chip. Desativou o seu e fugiu, prometendo dar um jeito de volta. Ele fugiu pra minha cidade, e conseguiu salvar varios Perfeitos e criou um pequeno exército, que prometeram se vingar dos Imperfeitos, que eram os cientistas e nós, quando um dia, ele estava com fome e pensou em roubar a bolsa de uma moça, pegar o dinheiro e comprar um lanche, mas ele conseguiu mais do que a bolsa. Ele conseguiu presenciar o seu primeiro ato de Compaixão na vida."
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