Notas iniciais
Boa leitura, minna!

— Você! – não pude evitar dizer, a voz carregada de desgosto.

— Você! – disse ele, com um tom completamente diferente do meu – Não posso nem acreditar na sorte que estou tendo.

— E eu não posso acreditar que vou ter que ver essa sua cara todos os dias – falei já me virando, pois não queria continuar aquela discussão. O professor já ia chegar. Ao que me virei, certa azulada estava me encarando.

— Não pude evitar ouvir sua discussão com o Natsu – sussurrou ela, para que o rosado, chamado Natsu não a ouvisse.

— Natsu? – questionei, mesmo contra a minha vontade.

— Sim, Natsu Dragneel. Um dos garotos mais populares da escola, capitão do time de basquete, muito popular com as mulheres, se é que me entende, e sinônimo de encrenca. Parece que você é o novo alvo dele. Tome cuidado – sussurrou, depois riu e continuou – Sou Levy McGarden, mas pode me chamar de Levy-chan.

— S-sou Lucy Heartfilia. Acho que você está certa em relação ao Dragneel. Obrigada por me avisar mesmo assim – disse, meio sem graça. Droga de timidez!

Quando me dei conta, já conversava com Levy como se a conhecesse há anos. Até contei a história do shopping pra ela e rimos de como eu fiquei sem graça quando tive que me apresentar para a turma toda (eu estava parecendo uma prima próxima do tomate de tão vermelha que fiquei). Na hora do almoço, achei que ia ficar deslocada, mas Levy me chamou para almoçar com ela e suas amigas, Erza Scarlet e Juvia Lockser. Achei as duas muito simpáticas e elas também comentaram sobre minha discussão com o algodão-doce ambulante para o meu desgosto. Parece que Kami-sama e o mundo ouviram!

As aulas passaram muito depressa. Gostei de absolutamente tudo. E detalhe importante, a Fairy Tail High faz com que todos os alunos tenham uma atividade extracurricular obrigatoriamente. E eu quase caí no grupo das líderes de torcida, foi por pouco, mas a Juvia conseguiu me colocar junto com ela no time, já que ela é a capitã. Essa brincadeira ainda ia me levar a óbito, se tem uma coisa que eu não faço é dançar em público, apesar de ter feito aulas particulares de ballet desde os 5 anos.

Os treinos já haviam começado com tudo, já que no mês seguinte haveria um campeonato envolvendo outras escolas. Todos estavam muito ansiosos pelos jogos de basquete, principalmente. Que pelo que Levy me disse, pegava fogo.

Saindo da escola, pensei em minha falecida mãe Layla. Mamãe, estou tão feliz. Fui para sua antiga escola hoje e você estava certa, realmente tem pessoas maravilhosas aqui. Nem acredito que estou realizando a promessa que te fiz de vir pra cá. Se bem que nem todo mundo é tão gente boa assim, tem aquele... Mas meus pensamentos foram cortados quando atingi algo sólido. Esse algo tinha nome e sobrenome e atendia por Natsu Dragneel.

— Oe, loirinha! Depois você diz que sou eu que não olho por onde ando – disse rindo.

— Desculpa... – disse bem baixinho, à contra gosto. Ele não merecia nem isso.

— O que? Eu não ouvi direito – provocou.

— Você me ouviu muito bem – retruquei, já dando as costas pra ele.

— Loirinha mal educada – sussurrou estendendo o primeiro a de educada.

Ele provavelmente achou que eu não havia escutado. Tive vontade de responder um sonoro “vai se fuder, Dragneel”, mas não valia a pena. Eu juro que não entendo o porquê dele me irritar tanto, eu estava exagerando nas minhas reações. Quando vou virar a esquina que dá para minha rua, perdida em pensamentos, sou surpreendida por uma voz já bem conhecida.

­– Nee, loirinha – disse Natsu.

— Me dá um tempo – falei irritada, me virando pra ele.

— Essa é a sua rua? – perguntou.

— É, por quê? – falei.

— Parece que a gente mora na mesma rua então. Mesma rua, mesma escola... Essas coincidências não podem ser ignoradas, Luce – falou, usando um tom que beirava o sexy.

­– É Lucy – disse alongando o y. Resolvi sair andando antes que ele dissesse algo que me fizesse socar aquele sorriso. Que era lindo por sinal. Foco, Lucy, foco!

Cheguei em casa e me joguei no sofá. Meu pug branco, Plue, logo veio deitar-se comigo. Eu amava aquele cachorro, odiava deixá-lo sozinho quando ia para escola. Então me ocorreu, Natsu agora sabia onde eu morava. Isso não podia dar certo.

O primeiro tempo do dia seguinte foi Artes, a aula variava muito, as meninas disseram. A cada trimestre a professora escolhia um tipo entre dança, desenho técnico, teatro e música. Para o meu azar, estávamos no trimestre de dança e ensaiaríamos uma coreografia para apresentar no salão da escola que tinha um palco e tudo mais. PARA ESCOLA INTEIRA! E é OBRIGATÓRIO!

— Levy, eu não posso fazer isso – disse aflita, puxando seu braço.

— Algum problema, Sra. Heartfilia? – disse nossa professora de artes, Aquarius-sama.

— Problema nenhum, Aquarius-sama! – respondi rapidamente.

— Bom, os casais principais serão sorteados, já que temos mais meninas na sala e são três vagas. O resto de vocês ficará atrás e terá uma coreografia diferente. A música escolhida é Thinking out loud — Ed Sheeran.

De uma coisa eu tinha certeza, eu estava fudida.

Continua...

Notas finais
E aí minna, parece que a Lucy não vai escapar da platéia tão fácil! Obrigada por ler, espero que tenham gostado. Mereço reviews? Beijos