10 coisas que eu odeio em você
8 Capítulo 7 - A vingança é um prato que se come quente
Notas iniciais
12:17h – Quarto 201 da Pousada Tenroujima
As meninas tinham decidido os últimos detalhes do plano de vingança e já se preparavam para executar a fase um. Erza e Lucy iriam até as fontes termais onde os meninos estavam para ver se ainda estavam ali, caso não estivessem, iriam verificar o refeitório onde seria servido o almoço. Já as duas azuladas iriam esperar uma mensagem de Erza confirmando que eles não estariam por perto e entrar na recepção e descobririam facilmente o número do quarto, já que Juvia era praticamente dona daquilo ali.
Enquanto isso, os garotos já em seus roupões estavam sentados em uma mesa de quatro lugares esperando impacientemente pelo almoço.
12:25h – Recepção da Pousada Tenroujima
Erza: Ju, os idiotas estão sentados esperando o almoço. Eu e a Lucy ficaremos de olho e avisaremos sobre qualquer mudança.
Juvia já se preparava para ir ao balcão falar com a senhora Hilda que estava trabalhando lá nesse dia, e que por acaso gostava muito dela. Quando ela está prestes a chamar a senhora recebe outra mensagem.
Erza: O Gray saiu daqui, fiquem de olho.
— Levy-chan fica de olho, Erza disse que o Gray-sama saiu do refeitório.
— Hai – respondeu a outra azulada.
— Senhora Hilda, eu gostaria de pedir um enorme favor.
— Claro minha filha, pra você qualquer coisa – disse ela.
— Eu preciso descobrir o número do quarto de quatro garotos, eles deram... – foi interrompida por uma cutucada da baixinha. O motivo era Gray, que havia adentrado a recepção.
— J-juvia... – gaguejou ele, ainda constrangido por conta de mais cedo.
— Só peça logo o que você quer pra senhora Hilda, Gray-sama – disse Juvia, suando frio. Foi por pouco, pensou ela.
— Ok. Senhora, por favor. Eu gostaria de pedir mais duas toalhas para o quarto em que estou.
— A reserva está no nome de quem, senhor?
— Está no nome de Jellal Fernandes.
— Ah sim, já mando as toalhas em alguns minutos.
— Obrigada – falou e saiu indo para o refeitório.
— Então, como eu estava dizendo, eu preciso saber o número desse quarto que você vai mandar as toalhas – continuou Juvia assim que o moreno sumiu de vista.
— Tudo bem, minha filha. Mas tome cuidado, esses jovens de hoje em dia não tem mais respeito. O número é 401.
– Obrigada, senhora Hilda. Pode deixar – agradece a azulada e sai com Levy, já digitando uma mensagem.
Juvia: O quarto dos garotos é a um quarto do nosso. Vai ser fácil ver quando eles forem pra lá.
12:57h – Lado de fora do quarto 401 da Pousada Tenroujima
As meninas haviam saído do refeitório um minuto após os meninos, que foram para o quarto. Tudo estava indo de acordo com o plano então em poucos minutos elas já se encontravam com os ouvidos grudados na porta para ouvir a conversa deles.
– Aaah, eu estou tão cheio. A comida aqui é ótima, valeu a pena duplamente – disse Natsu.
— Verdade, podem me agradecer por ter ouvido as meninas combinando de vir pra cá – respondeu Gajeel.
— Tudo bem que agora elas querem matar a gente por ter espiado, ainda bem que não sabem que viemos por elas e que a gente estava olhando fazia um tempinho já. Imagina... – disse Jellal com uma expressão de medo.
— Mas valeu a pena, aquilo foi a visão do paraíso. E elas nos deram muito trabalho aquele dia que apareceram bêbadas na casa do Natsu, foi o pagamento – completou Gray.
— Os peitos da Lucy... – disse Natsu, meio sonhador.
— A gente já sabe que você tá querendo a loirinha, só falta você babar por causa dela – zoou Gray.
— E você que passou um tempão encarando os peitos da Juvia – retrucou o rosado.
— A bunda da Levy... – exclamou Gajeel. Pela segunda vez porque já haviam discutido as partes preferidas deles nas termas antes de sair para comer.
— E não foi nenhum trabalho seduzir aquela camareira para que ela contasse em qual terma as garotas iriam ficar – disse Gray.
– Todas são muito gostosas, realmente, principalmente a Erza – falou Jellal – mas vamos voltar pra Terra, temos um dia na pousada e aqui tem salão de jogos. O jantar é só as 19:30h.
Enquanto isso, do lado de fora, as meninas achavam que já tinham ouvido o suficiente.
13:15h – Quarto 201 da Pousada Tenroujima
— Olha, eu estava achando que nosso plano estava sendo um pouco exagerado, mas depois do que ouvi... – reclamou Lucy indignada – Acho que está suficiente.
— Eu também, não acredito que eles tiveram todo o trabalho de vir aqui só pra espiar a gente – disse Erza com raiva – Eu quero bater neles!
— Calma, Erza-chan, vingança é um prato que se come frio – disse Levy usando um sorriso maldoso.
— Sabe o que a gente precisa? Passar resto do dia no spa e ficar maravilhosa. O jantar é servido só as 19:30h. Temos muito tempo até que a fase dois do plano comece – falou Juvia.
19:20h – Salão de jogos da Pousada Tenroujima
As meninas encontraram os garotos no mesmo lugar que disseram que iriam, mesmo que já tivessem se passado horas.
– Hey, meninos – chamou Erza.
— O que foi? – perguntou Natsu pausando o Call of Duty.
— Eu e as meninas achamos que fomos um pouco duras com vocês hoje de manhã, afinal de contas foi um acidente terem visto exatamente A GENTE naquela terma, poderia ter sido qualquer outra mulher – falou Erza, destacando o “a gente”.
— C-claro, tudo bem. A gente também não fez certo em espiar – disse Natsu engolindo em seco.
— Então, a gente queria convidar vocês pra jantar conosco, 19:40h – Lucy convidou.
— Mas é claro que a gente aceita – disse o rosado. Nem acredito que elas já nos desculparam, pensou.
— Ótimo, não se atrasem – disse Erza, um pouco maligna.
19:35h – Quarto 201 da Pousada Tenroujima
As garotas brindavam com uma dose de saquê o sucesso da fase dois. Bem, agora vinha a parte em que elas usariam alguns truques femininos e Lucy não estava muito feliz.
— Nós já temos nossos alvos, pela conversa que a gente ouviu Juvia sentará de frente para o Gray, eu para o Jellal, Levy para o Gajeel e Lucy para o Natsu – Erza explicou.
– Erza, acho que não consigo fazer isso, tenho vergonha – disse Lucy manhosa.
— Seria muito mais fácil se eu tivesse seios que nem os seus – reclamou Levy.
— Parem de reclamar e vamos – cortou a ruiva.
19:40h – Refeitório da Pousada Tenroujima
Os garotos haviam sentado em uma mesa de oito lugares, deixando as cadeiras da frente vazias para as garotas. O que foi extremamente conveniente para elas. Quando chegaram se sentaram e começaram a por em prática a fase três. Todos usavam roupões.
Jellal, que era um cavalheiro apesar de tudo, ao ver as intenções da ruiva de se sentar na cadeira em sua frente com um decote fenomenal e, ele não sabia, mas também proposital, se levantou para puxar a cadeira para ela. A ruiva percebeu nisso uma chance e “acidentalmente” tropeçou caindo por cima do azulado, que caiu no chão por não estar esperando tal acontecimento. Nice move, Erza! foi o que passou pela mente das garotas.
Quanto ao Jellal, ele não conseguia produzir pensamentos com sentido, devido à visão da ruiva em cima dele. Não pode evitar encará-la, a mesma ficou um pouco corada, mas logo tratou de concertar a situação.
— Ah, Jellal, me perdoe. Eu não sei o que me deu para tropeçar desse jeito – falou enquanto se levantava e estendia uma mão para ele.
– T-tudo bem – disse corado, se levantando.
Passado alguns minutos, a entrada que pediram chegou. Lucy tinha pedido uma salada com morangos inteiros como entrada. Ela pegou um morango pelo talinho e ia leva-lo até a boca quando “acidentalmente” o deixou cair entre o pequeno vão entre seus seios onde o morango parou. Natsu, que vez ou outra olhava para aquela região devido ao decote que a loira usava, e que olhava naquele momento paralisou. Ele nunca quis tanto um morango.
– Nossa que desastrada eu sou – disse Lucy fazendo voz manhosa. Em seguida, pegou o morango e comeu o mais da forma mais sedutora que pode. Natsu só faltava babar, por alguns segundos não pode formar frases com sentido – o que foi, Natsu? Se quiser um morango é só pedir – alongou um pouco o u do nome do rosado.
— M-morango?? – disse distraído. Ela apenas riu.
Enquanto Lucy se focava em “maltratar” Natsu, Juvia se focava em Gray.
— Gray-sama, tá um pouco quente aqui não? –disse Juvia descendo um pouco um lado do roupão. Gray que bebia seu suco nesse momento, quase o cuspiu.
— J-juvia... – disse meio perdido ainda, mas se lembrou da pergunta da garota – e como! – respondeu ainda sem tirar os olhos daquele decote.
O restante do jantar passou normalmente até que próximo do final Levy anunciou que perdeu um brinco, mas na realidade o havia jogado discretamente para trás. Ela se levantou para procurar e parou de costas para Gajeel e se abaixou ficando de quatro para “procurá-lo” empinando ligeiramente a bunda. Isso foi suficiente para que o moreno perdesse a concentração na conversa que estava tendo com Erza e pensar coisas não muito limpas em sua mente.
Finalmente, quando todos se levantaram, uma lâmpada se acendeu na cabeça dos garotos. Toda aquela gentileza no salão de jogos era para que elas se vingassem, o tempo todo o plano delas era enlouquecer a gente até que pedíssemos para ficarmos com elas e elas obviamente diriam não. Isso é cruel! Mas por mais que seja difícil, não vamos cair na delas. Foi o pensamento deles.
— Minna, isso foi divertido! Vamos tomar café da manhã juntos amanhã antes de sair? – chamou Levy.
— Claro – disse Dragneel com um sorriso malicioso.
21:00h – Quarto 401 da Pousada Tenroujima
— Vocês estão pensando o mesmo que eu estou pensando? – perguntou Natsu.
— Vamos dar o troco. Juro que eu achei que ia perder a cabeça uma hora – disse Gray.
— Amanhã no café-da-manhã faremos o mesmo que elas hoje – falou Jellal – elas devem estar muito putas por não termos tentado nada.
— Ei, Gajeel, até quando você vai ficar pensando merda? – perguntou Natsu.
— Cala boca, cabeça de fósforo – retrucou.
21:00h – Quarto 201 da Pousada Tenroujima
— Aqueles idiotas caíram direitinho – riu Lucy.
— Estão achando que essa era a vingança, pela cara do Natsu eles vão querer retaliar amanhã. Temos que nos preparar – disse Levy.
— Vamos dormir, amanhã temos que acordar cedo para a fase quatro – falou Erza.
— Boa noite, meninas – desejou Juvia. Todas responderam.
— Meninas, eu só vou buscar um chá no refeitório e já volto – as meninas assentiram para Lucy que saiu.
21:10h – Refeitório da Pousada Tenroujima
Lucy já pegava o copo de chá e se virava para ir embora, mas foi impedida por ninguém menos que Natsu. O garoto estava com dificuldades para dormir por conta de um pensamento sobre certos morangos em certos decotes que ficava voltando à sua mente e decidiu buscar um chá também.
— Eu não esperava te encontrar aqui – disse prensando levemente a garota contra a mesa em o chá ficava. Lucy colocou o chá na mesa – percebi quais eram as intenções de vocês hoje à noite.
– Ah, foi uma pena terem percebido, a gente merecia se vingar – falou a loira na maior cara de pau.
— Vingança de vocês pode até ser algo que se come frio, mas não a minha, a minha é quente.
Foi aproximando sua boca da dela aos poucos, num quase beijo. Os lábios se tocaram por segundos, mas Lucy virou o rosto.
— Eu já te disse que não vai funcionar, Dragneel – entendendo que ele se referia à vingança por ter fingido que ia beijar ele naquela terça-feira.
— Você tem cheiro de morango, Luce – disse sorrindo e liberou a passagem para a garota sair – por hoje passa, mas vai ter um dia em que você não vai hesitar e vai acontecer.
— Boa noite, Dragneel.
– Boa noite, Luce.
Continua...
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