10 coisas que eu odeio em você

7 Capítulo 6 - E que os jogos comecem...


Notas iniciais
Minna! Esse foi o último capítulo do dia. Boa leitura!

Durante toda a manhã de sexta-feira fomos liberados das aulas por conta das disputas de vôlei feminino, natação feminina e masculina e tênis feminino e masculino, o basquete masculino seria à tarde porque era o mais esperado e não apenas os alunos como os cidadãos de Magnólia torciam também. No mesmo dia as escolas Sabertooth e Blue Pegasus estariam se enfrentado, assim como a Lamia Scale e a Twilight Ogre,e a Raven Tail e a Quatro Cerberus. Eram jogos eliminatórios e as escolas vencedoras se enfrentariam na próxima sexta.

Na hora do almoço, Levy e Erza já ficavam contando das vitórias que tiveram no tênis e no vôlei respectivamente. Eu e Juvia nadaríamos no último horário, já que o tênis masculino seria no quarto.

­– Sabe o que a gente deveria fazer? Meus pais tem uma pousada na saída da cidade com fontes termais, a gente devia passar o fim de semana lá, o que me dizem? – convidou Juvia.

­– Hai – dissemos todas juntas – partiu fontes termais!

— Eu passo na casa de cada uma no sábado de manhã, já que eu sou a única aqui com carteira. Vai ser ótimo, lá tem um bolo de morango maravilhoso – disse Erza com os olhos brilhando. Enquanto isso, Gajeel passava calmamente por nós e nos cumprimentou com um aceno de cabeça e aquela risada estranha dele.

15:00h – Quadra da Fairy Tail High

O time era composto por Natsu, Gajeel, Gray, Jellal e Loki e o time da Mermaid Heel era formado por Kagura Mikazuchi, Milliana, Araña Webb, Beth Vanderwood e Risley Law. Mesmo não entendendo muito de basquete, me animei junto com as garotas a cada ponto que a Fairy Tail fazia. As garotas não eram nada fáceis, se aproveitavam que os garotos não iam com tudo e marcaram vários pontos. Portanto nos últimos minutos do segundo tempo o jogo estava empatado, quem fizesse o último ponto levava a vitória.

O clima estava tenso, eu mal respirava e apertava o braço de Levy. Foi então que Natsu fez uma cesta de três pontos, vencendo a partida. Ele fez algo estranho, virou-se em minha direção, piscou e apontou para mim.

– Eeeh, Lucy. Natsu dedicou a cesta da vitória para você – falou Erza. Ah, então foi isso! Fiquei completamente vermelha. Enquanto olhava pra ele no meio da quadra, ele tirou a camisa e eu não pude fazer nada se não olhar. Meu Kami, eu já o tinha visto antes na natação, mas tinha esquecido o quanto ele era...

— Lu-chaaan! Se control... – mas não terminou a frase. O motivo estava a dois passos de Natsu levantando a camisa para secar o suor da testa. O motivo chamava Gajeel Redfox.

— Limpa essa baba, Levy-chan – disse rindo.

— Limpa você a sua – retrucou, virando a cara corada. Erza e Juvia apenas riram, e com sorte os garotos não perceberam nada. Todos saíram para comemorar, mas eu queria ir pra casa descansar um pouco mesmo tendo ganhado na natação. Acho que a Levy também não iria.

No dia seguinte, acordei com a Erza me chamando. Como ela tinha entrado na minha casa? Levantei, fiz minha higiene matinal e vesti uma saia simples azul e uma blusa de alcinha rosa. Peguei a bolsa que havia arrumado na noite anterior e dei comida ao Plue.

— Mamãe volta amanhã, viu – disse para ele – Vamos meninas? – falei animada entrando no carro.

— Vamos – disseram e a ruiva pisou fundo no acelerador. Dirigimos por vinte minutos e lá estávamos.

11:25h – Fontes termais da Pousada Tenroujima

— Aaaah, é tããão bom – exclamei, aproveitando a água quente da terma.

— Lu-chan, por que você não quis comemorar a vitória junto comigo e com a Erza e Levy-chan? – questionou Juvia.

— Desculpe-me, eu estava muito cansada e meio que estava precisando de uma folga daquele rosado idiota – respondi.

— Não foi o que me pareceu ontem quando você ficou babando nele – cantarolou Levy-chan.

— A suja falando da mal lavada – disse Erza.

— Queria que o Gray-sama tivesse tirado a camisa também... – Juvia pensou alto.

— Erza, todo mundo sabe que você fica toda derretida ensaiando com o Jellal, nem vem... – disse eu, mas parei quando pensei ter ouvido um barulho – mais alguém ouviu alguma coisa?

— Acho que foi impressão sua – disse a ruiva. Continuamos conversando distraidamente sobre a comemoração de ontem por alguns minutos até que Levy olhou para cima, para o murinho de bambu que separava uma terma da outra. Olhei na mesma direção, chocada com o que vi.

Empoleirados, com as caras aparecendo no muro estavam Gray, Natsu, Gajeel e Jellal, que congelam ao perceber que havíamos os visto. Aqueles idiotas desalmados, pervertidos, não podiam ir para uma fonte termal sem checar se havia mulheres nuas para observar ao lado. Francamente... Pensei enquanto cobria os seios com as mãos.

­– Vocês estão tão ferrados quando eu sair daqui – ameaçou Erza, com uma aura maligna.

— F-foi um acidente, nós não sabíamos que eram vocês nessa terma – gaguejou Gajeel querendo arranjar uma desculpa.

— Não tem desculpa, seu brutamonte – esbravejou Levy.

— Se adianta de alguma coisa, nós tínhamos acabado de olhar – disse Natsu, com a maior cara-de-pau.

— O que vocês ainda estão fazendo olhando pra cá? Sumam! – disse eu.

— Eu vou falar com meus pais sobre essa terma masculina aqui do lado. Esses idiotas devem vir aqui direto para observar garotas – reclamou Juvia, indignada – Desculpem-me meninas...

— Não fui sua culpa – disse Erza fuzilando os garotos com o olhar – Digam que não vão ficar o resto do fim de semana, pelo amor de Kami!

— E-eto, nós já pagamos a estadia até amanhã – disse Jellal sem jeito, meio corado.

— Ótimo! – disse a ruiva irônica – só parem de olhar pra cá e eu tento não matar vocês!

Saímos da fonte termal e fomos para o quarto esperar o almoço ficar pronto. Ficaríamos mais se aquelas pestes não tivessem aparecido. E lá se vai meu fim de semana sem Natsu... E foi então que eu tive uma ideia brilhante!

— Minna, o que vocês acham de nos vingarmos? – falei, um sorriso malicioso se formando em meus lábios.

— Eu acho uma ideia maravilhosa – concordou Levy , pensou um pouco e disse – já sei, vamos descobrir qual é o quarto que estão e ouvir os planos deles. Se tudo der certo, nós pagamos de boazinhas enquanto “acidentalmente” esbarramos neles no salão de jogos ou jantar, qualquer lugar que planejem passar o dia para demonstrar isso. Então os chamamos para tomar café da manhã conosco às 9:00h e quando já estiverem nos esperando lá, entraremos no quarto deles e roubaremos as roupas todas e com sorte os celulares...

— Encheremos as mochilas com lençóis ou qualquer coisa do tipo e sairemos discretamente e guardaremos tudo no carro. Iremos encontrá-los e tomaremos café normalmente e vamos dizer que estamos de saída. Eles provavelmente também irão... – completei.

— Enquanto eles estiverem buscando as mochilas para pegar o carro do Jellal, já que só ele dirige, e ir, nós já estaremos de roupa por baixo do roupão e com as mochilas no carro. Então é só tirar o roupão e dirigir até a primeira rua movimentada saindo daqui e eles não terão outra escolha a não ser passar vergonha de roupão e chinelo, já que vão deduzir que fomos nós ao nos ver saindo e ir atrás – terminou Levy.

— Eu tenho medo de vocês – disseram Erza e Juvia, depois a ruiva continuou – mas tem apenas um problema, eles não podem ter um carro aqui ou plano vai por água abaixo. Já que vão usar o carro para nos seguir ao invés de correr meio quilômetro praticamente nus.

— Eu sei como resolver isso. A chave fica com o senhor que cuida do estacionamento para caso ele tenha que manobrar algum carro porque está bloqueando a saída de outro. Consigo a chave do carro do Jellal e eu sei dirigir, só não tenho carteira – disse Juvia.

— Acho melhor eu dirigir o carro dele, deixa o meu correr o risco. Sem ofensas, Ju. Também não precisamos estragar o carro dele, não é?

— Todas dentro? – perguntei.

­– Hai – disseram. E que os jogos comecem...

Continua...

Notas finais
Então, será que o plano vai dar certo? Vocês tem algum pedido para o próximo capítulo? Espero que tenham gostado! Mereço reviews? Beijos!