10 coisas que eu odeio em você

30 Capítulo 29 - 10 coisas que eu amo em você


Notas iniciais
Oi gente (desvia de facas). Eu sei, estou três semanas sem postar, me desculpem por isso. Mas eu tive bons motivos, tive simulado ENEM nos dois últimos finais de semana e isso tomou meu tempo e sugou toda a minha vontade de viver. A segunda razão é que esse capítulo foi um dos mais difíceis de escrever, porque eu queria deixá-lo emocionante e esse não é meu forte. Espero que tenha dado certo. A música desse capítulo é I wouldn’t mind – He Is We, eu ouvi enquanto escrevia e combina com o casal. Vou parar de tagarelar aqui e deixar isso pras notas finais porque vocês querem é capítulo. Boa leitura!

— Luce – chamou ele.

Ela ergueu os olhos para ele e praticamente sussurrou:

— O que você quer?

— O que eu quero? – Natsu repetiu a pergunta retoricamente. Mas não foi como Lucy a interpretou.

— É, Natsu. O que você quer? É tão difícil para você simplesmente colocar isso em uma frase? – Lucy rebateu. Ela estava cansada daquela situação. Queria ficar sozinha e justamente a última pessoa do universo que ela desejava ver estava parada bem em sua frente. Ela devia mudar seu nome para Lucy Azarada Odiada pelo Universo Heartfilia.

— Eu não poderia colocar tudo em uma frase só. Mas antes eu tenho uma pergunta. O que aquele poema significa? – nosso protagonista perguntou.

— Não significa nada – respondeu ela tentando fugir da derradeira hora da verdade.

— Então por que você está chorando embaixo de uma cerejeira?

— Eu não estou chorando – afirmou secando as lágrimas, bastante incriminadoras, dos olhos. Natsu pensou em rir, mas claramente não era uma boa hora. Lucy era muito teimosa quando queria. Porém ele também o era, e ele estava decido a sair dali apenas quando conseguisse uma resposta direta dela.

“Merely we fall out of line

Out of line

I'd fall anywhere with you I'm by your side

Swinging in the rain

Humming melodies

We're not going anywhere until we freeze”

— Luce, me deixe te entender. Você praticamente fugiu da minha casa anteontem, disse que iria para Crocus, mas na verdade estava aqui em Magnólia. E não só isso, estava junto com outro cara no bar. Ignorou todas as minhas mensagens. Depois escreveu um poema que por mais que diga que não, tem muito a ver com o que está acontecendo aqui. E eu sei que não devia ter tirado conclusões precipitadas, mas apenas imagine como eu me senti – Dragneel listou as atitudes estranhas de Lucy Heartfilia nas últimas 48 horas.

“I'm not afraid anymore

I'm not afraid

Forever is a long time

But I wouldn't mind spending it by your side”

— Você não tem o direito de dizer isso. Quer mesmo saber o porquê de eu ter fugido da sua casa? Foi porque sem querer eu ouvi sua conversa com a Meredy. Satisfeito? É por isso que eu sei que você não sentiu nada. E eu estive sim em Crocus, segunda foi o aniversário de morte da minha mãe e eu nem tinha me lembrado disso porque estava contigo. Tudo só para descobrir que você não dava a mínima para mim – falou ela se levantando e encarando o garoto – e quando eu comecei a me conformar com essa realidade, você surge no MacLaren’s, diz coisas que destroem todas as certezas que eu tinha. Eu não entendo. Por quê? Por que você tem que fazer isso comigo? – completou dizendo a última parte com o coração apertado e baixando os olhos. Lembra quando Lucy disse que cada um tinha uma medida de quanto aguentava um amor não correspondido? Ela estava em seu limite.

“Carefully we're placed for our destiny

You came and you took this heart and set it free

Every word you write or sing is so warm to me

So warm to me I'm torn

I'm torn to be

Right where you are”

— Luce... Você ouviu aquilo? Você não deveria levar em consideração.

— E por que não?

­– O que aquele poema significa? – Dragneel voltou a questionar com os olhos carregados. No significado daquele poema residia a sua esperança de que Lucy sentisse o mesmo que ele. Tudo que entendera até agora foi suficiente para entender que tudo que tinha entendido estava completamente errado.

— Significa que por mais que eu tente, simplesmente não consigo te odiar, Natsu Dragneel. E acredite em mim, eu tentei. E por um breve momento eu realmente consegui, mas isso foi antes de você realmente entrar em minha vida, bagunçar meu coração e se tornar uma parte tão importante que doía só pensar na possibilidade de perdê-la. Agora por favor, pare de fugir das minhas perguntas. Por que eu não devo levar em consideração? Você parecia bastante sincero.

“I'm not afraid anymore

I'm not afraid

Forever is a long time

But I wouldn't mind spending it by your side

Tell me everyday I'd get to wake up to that smile

I wouldn't mind it at all

I wouldn't mind it at all”

— Porque eu só disse aquilo para tirar a Meredy do meu pé. E aquilo não podia ser uma mentira maior.

— Mentira? – nossa protagonista se indignou. Ela teve um surto psicológico, mudou de cidade duas vezes em menos de quatro horas, chorou em transporte público, tudo isso por uma mentira.

— Mentira. Porque a verdade é que eu estou completamente, perdidamente, irremediavelmente apaixonado por você. E se eu passei tanto tempo fingindo não sentir nada foi por medo e por não entender meus sentimentos. Eu tenho medo do tanto que eu posso gostar de você.

— Nat...

— Deixe-me terminar. Você disse dez coisas que odeia em mim, então me deixe falar dez coisas que eu amo em você. Eu amo o jeito que você sorri e uma covinha aparece. Amo o jeito que você me faz sentir. A forma que canta quando acha que ninguém está ouvindo. Amo o quanto você é fofa dormindo. Amo suas manias estranhas. E o jeito que sempre cora quando alguém te elogia. Amo o jeito que você se importa com tudo. Amo o tempo que você demora para decidir se aquilo que está ouvindo é convincente para poder concordar. Amo quando me faz rir. Amo como um simples olhar teu é capaz de fazer meu coração bater como um louco. Eu te amo, Lucy Heartfilia.

“You so know me

Pinch me gently

I can hardly breathe”

Nossa loira ouvia cada palavra que saia da boca de Natsu em um misto de incredulidade e felicidade. Ela não sabia que queria tanto escutar aquilo até as palavras finalmente chegarem aos seus ouvidos, e os olhos cor de ônix ternos e as bochechas levemente coradas que acompanharam aquela declaração só deixaram tudo ainda mais lindo a seu ver. Por outro lado, Natsu pensava que quando lhe falaram que o tempo que se seguia depois de dizer o famigerado “eu te amo” era um dos mais longos ele achou besteira. Agora ele pagava a língua mais uma vez.

— Desculpa, eu acho que não ouvi a última parte direito. Se importa de repetir? – pediu com os olhos brilhantes por novas lágrimas que teimavam em se formar.

— Eu te amo, Lucy Heartfilia.

– Eu também te amo – falou ela como se estivesse contando um segredo muito importante e depois sorriu. E Natsu podia jurar que esse foi um dos mais bonitos que já viu em toda a sua vida. Era daqueles que faziam as pessoas assistindo pensarem em como seria bom ser o motivo dele. Dragneel tinha o prazer de aquele ser todo e exclusivamente para ele. Também seria correto dizer que Carlos Eduardo e Cristina Maria os invejaram nesse momento.

“Forever is a long long time

But I wouldn't mind spending it by your side

Tell me everyday I'd get to wake up to that smile

I wouldn't mind it at all

I wouldn't mind it at all”

Ela diminuiu a distância entre eles para centímetros.

— Você devia saber que se chegar mais perto eu não vou te largar – nosso protagonista afirmou. Bastou isso para que Lucy se jogasse nele em um abraço. O qual foi retribuído na mesma intensidade. Depois se beijaram, um beijo regado pelos sentimentos que nutriam um pelo outro. Ficaram assim por um tempo, ambos receando quebrar aquele momento.

— E o que a gente faz agora? – ela perguntou se afastando o suficiente para que pudesse ver o rosto dele.

— Vamos ao nosso primeiro encontro.

— Kami, ordem realmente não é o forte desse relacionamento – observou ela e ambos riram. De fato, um escritor de romance clássico choraria ao ver a ordem em que nosso casal escolheu fazer as coisas. Mas isso não os fazia menos perfeitos um para o outro, ou menos felizes. Porque todos que os conhecem concordam que ele completa ela e vice-versa, que nem feijão com arroz.

— Me deixe adivinhar. Nós vamos fugir da escola.

— Você me conhece tão bem – Natsu falou com um sorriso sacana e a puxou pela mão em direção ao muro do fundo do colégio.

— Natsu e Lucy! Aonde pensam que vão?– a voz de Makarov-sama interrompeu um momento que tinha tudo para ser perfeito. Mas vamos nos ater aos fatos. Nosso casal fugiu de uma aula e que tudo aquilo que relatei acima ocorreu no meio do pátio, o qual, por coincidência, ficava sob a janela de nosso renomado diretor. Então eles teriam de ter o dobro de sorte para se safar dessa. E era perceptível que eles tinham quase nada.

— Ao nosso primeiro encontro – Natsu falou impensadamente e ao mesmo tempo nossa loira disse:

— Lugar nenhum! – depois virou para o garoto e sussurrou balançando a cabeça negativamente – péssima hora para ser honesto, Dragneel.

Depois de ambos estamparem no rosto as caras mais inocentes e angelicais que conseguiram compor naquele momento aguardaram pelas palavras do velho Makarov. O diretor refletia sobre o que deveria ser feito, eles estavam fora da sala e ele estava familiarizado com o caminho que seguiam, pois ele acabou se tornando rota de fuga de alguns alunos ao longo dos anos. Natsu Dragneel incluso nessa lista.

— Os dois para minha sala, agora.

Depois de dizer tudo que tinham em sua defesa, eles esperaram pelo veredito.

— Deixe-me ver se eu entendi direito. Vocês estavam brigados, você – apontou para Lucy – leu um poema que a deixou emocionalmente abalada, e você – indicou Natsu – saiu atrás dela. Nenhum dos dois avisou isso ao professor Guildarts. E agora está tudo bem entre vocês e pretendiam ir a seu primeiro encontro nesse momento fugindo da escola.

— Tecnicamente a gente não fugiu. O senhor não pode nos culpar por ter ideias – Dragneel corrigiu-o, aquela pequena insolência que possuía o impedia de calar a boca. Era quase visível a veia pulsando na testa do diretor. E por isso levou um cutucão da nossa protagonista.

— O encontro pode ficar para outra hora – Lucy tentou consertar.

— Pode totalmente ficar para outra hora – Natsu apressou-se em concordar.

— Ótimo. Uma hora de detenção para os dois hoje à tarde e eu vou acompanha-los de volta à sala.

E para provar que a felicidade do nosso casal era genuína e praticamente inabalável, nem a notícia de que eles seriam obrigados a ficar uma hora a mais naquele inferno, também conhecido como escola, fez com que eles se sentissem menos felizes. Eles não sabiam disso, mas basicamente a única coisa que poderia destruir aquela felicidade envolvia morte de entes queridos e acidentes graves. O que não aconteceria tão cedo.

Como era de se imaginar todos os encararam quando voltaram. Alguns com curiosidade, outros com um sorrisinho irritante nos rosto (os amigos deles, porque amigo que é amigo ri de você quando você se ferra, mas te ajuda até a roubar um banco se for preciso), outros com apenas irritados (e esse era o professor Guildarts). Depois de pedirem desculpas a ele por livre e espontânea pressão, se sentaram novamente e Natsu conseguiu se safar de tirar zero porque ainda teve tempo de apresentar.

— Então vocês estão juntos também? Quer dizer, agora – Erza questionou quando todos se juntaram na mesa habitual no refeitório. Para entender a correção feita por ela e quão incriminadora ela era devemos voltar um pouco. Desde aquele momento romântico na sacada da casa da ruiva, ela e Jellal vinham se pegando pelos cantos de forma que eles acreditaram ser secreta. Mas estava tudo bastante óbvio para qualquer ser humano dotado de visão. Ou de cérebro.

— Pode parar, Erza. Todo mundo já sabe que você e o Jellal estão se pegando – Levy revelou o que todo mundo já pretendia falar.

— O que? A gente... Oi? Eu não me prestaria a esse papel – falou ela completamente embaraçada ao que Jellal disse:

— Quem quer mais bolo de morango? Eu estou indo lá comprar.

— A gente acredita em vocês – nossa protagonista ironizou.

— Mas voltando ao assunto, vocês estão juntos? – Juvia perguntou.

— A gente vai ao nosso primeiro encontro hoje. Porque, vejam bem, eu não tenho muita certeza se vou gostar dela. A gente mal se conhece, quem começa a namorar antes do primeiro... – Dragneel brincou e levou um soco por isso — ...encontro? Falando sério agora, a gente está tão junto quanto a Erza e o Jellal. Ou seja, “separados”. Certo, ruiva? – ele realmente fez aspas com os dedos quando disse separados.

A ruiva engasgou com o suco em resposta. Enquanto Lucy estava na vã tentativa de fazer uma cara emburrada para Natsu.

— Natsu! – exclamou ela em reclamação.

— Tá bom, tá bom. Eu falo a verdade. Ela vai ser a futura Sra. Dragneel.

Foi a vez de Lucy engasgar com o suco e corar violentamente. Ele não falou sério, embora não soubesse quanto aquela sentença viria a ser verdadeira num futuro ainda um pouco distante deles.

— Eu vou ser o padrinho – Gray anunciou em meio a reclamações por parte de Gajeel e Jellal.

— E eu vou ser a madrinha – Levy entrou brincadeira.

— Calma, gente. Nem tivemos um primeiro encontro ainda – Lucy pediu enquanto Natsu ria da cara que ela fazia para a loucura dos amigos.

— Por favor, como se isso fosse necessário para planejar o casamento – Juvia comentou.

— Alguém sabe da Mira? – perguntou nossa protagonista percebendo a falta da albina na mesa e querendo mudar de assunto.

— Está comendo com Laxus e os amigos dele naquela mesa – apontou Gajeel.

Depois de uma hora contemplando janelas, paredes, o teto, o chão, percebendo quão irritante o som do ventilador era, Natsu e Lucy finalmente saíram da detenção. E pela primeira vez saíram de lá sentindo que tinha valido a pena, aquela mínima infração fez com que ficassem juntos.

— Te pego as oito para o melhor encontro da sua vida – Natsu Dragneel se despediu de Lucy no portão da mesma lhe selando os lábios em um beijo terno.

— Mal posso esperar.

Continua...

Notas finais
E aí, amores? O que acharam? Espero que essa declaração tenha tocado pelo menos um pouco o coração de vocês. Queria agradecer aos comentários do capítulo anterior e pedir perdão novamente pelo atraso. Tenho uma má notícia, a fic está acabando, tem só mais alguns capítulos no planejamento. Devo dizer que estou triste e vou ficar com saudade de vocês, porém a fic nunca foi planejada para ser longa. A boa notícia é que eu estou tendo uma nova ideia então talvez eu volte com uma nova história em breve quando terminar essa. Até o próximo! P.S: tradução da música se alguém quiser ler abaixo. Nós mal saímos da linha Saímos da linha Eu cairia em qualquer lugar com você eu estou ao seu lado Balançando na chuva cantarolando melodias Nós não vamos a lugar nenhum até congelarmos Eu não tenho mais medo Eu não estou com medo Para sempre é muito tempo Mas eu não me importaria de gastá-lo ao seu lado Cuidadosamente fomos colocados para o nosso destino Você veio e você tomou este coração e libertou-o Cada palavra que você escreve ou cantar é tão quente para mim Tão quente para mim Estou chateada Estou chateada por estar Exatamente onde você está Eu não tenho mais medo Eu não estou com medo Para sempre é muito tempo Mas eu não me importaria de gastá-lo ao seu lado Diga-me todos os dias eu irei começar a acordar para esse sorriso Eu não me importaria com isso Eu não me importaria com isso Você me conhece tão Belisque-me gentilmente Eu mal posso respirar Para sempre é muito tempo Mas eu não me importaria de gastá-lo ao seu lado Diga-me todos os dias eu irei começar a acordar para esse sorriso Eu não me importaria com isso Eu não me importaria com isso
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.