10 Dias Para Conquistar Lord Ciel!
6 Quinto dia: planos.
Notas iniciais
– Bocchan... ? — O mais velho deu-lhe um peteleco na testa, fazendo que o garoto acordasse no mesmo instante.
– SEBASTIAN! A ordem fora para ficar comigo até que EU acordasse! E não que ME acordasse! — O garoto bufou, ainda sem soltar a cintura do mais velho.
– Bocchan... Tenho tarefas à cumprir, e ja está no horário do senhor acordar. — Sebastian se levantou, quando Ciel novamente o puxou.
– Eu sou seu mestre. Eu decido oque você fará.
– Sim, bocchan... — O maior deu-se por vencido, não iria contrariar as ordens de seu mestre. Deitou-se ao lado do garoto novamente, que se afastou.
Ciel era realmente... Indeciso. Havia puxado o mordomo para si e agora se afastava? Oque ele realmente queria?!
– Bocchan... Pode deitar no meu colo se quiser.
– Não quero. — Ciel continuou de costas para Sebastian, que o puxou e o colocou por cima.
– Bocchan... — Sebastian sussurrou ao ouvido do garoto, enquanto afastava um pouco as pernas para o garoto colocar as suas no meio. Ciel envolveu as mãos no pescoço do maior, enquanto o mesmo acariciava-lhe as madeixas infantis. Sebastian uniu os lábios ao de seu mestre em um demorado beijo, parando apenas para que o garoto pudesse respirar; Ciel ja estava começando a desabotoar seu pijama — com um tanto de dificuldade -, logo, Sebastian levou suas mãos ao encontro das do garoto, ajudando-o a desabotoar o pijama. O mordomo ja estava sem o fraque, e o pijama do garoto completamente aberto. O mais velho começava a fazer movimentos circulares com o dedo polegar no mamilo esquerdo do garoto, que tentava sentar no colo do mordomo.
– Sebas...tian!~ — Os gemidos do garoto eram abafados pela boca do mordomo, que de vez enquanto, dava-lhe mordidas suaves no lábio inferior. Sebastian levou a outra mão para as costas do garoto, por dentro do pijama, arranhando levemente. Ciel arranhava a nuca de Sebastian com força, aonde ficariam fortes marcas depois. O contato entre os membros excitava ambos, quando o mordomo finalmente pôde levar a mão ao membro do garoto, a porta foi aberta.
– BOCCHAN! NÃO ACHAMOS SEBASTIAN-SAN EM LUGAR ALGUM E... E... — Finny — o jardineiro — apareceu, deparando-se com tal cena. As bochechas do jardineiro tomaram um forte tom vermelho, enquanto Ciel estava estático. Finny bateu a porta, deixando os amantes à sós.
Ciel se "recompôs", enquanto Sebastian abotoava o pijama do mesmo, enquanto a expressão do garoto era um tanto.. calma?
– Bocchan... Não está preocupado? — Sebastian acariciava os cabelos do menor, que ainda se mantinha em seu colo.
– Nunca me preocupei sendo visto como o Cão da Rainha... Por que me preocuparia sendo visto como seu amante? Apenas em uma relação sem sentimentos.
Ah... O modo em que ele dizia tão calmamente, sem preocupações. Sem hesitar. E... Peraí, SEM SENTIMENTOS?!
– Sem... Sentimentos? — O mordomo perguntou receoso, enquanto o garoto afirmava com a cabeça.
– Afinal... demônios são incapazes de retribuir sentimentos humanos.
– Mas bocchan, eu... Ah. — Quando Ciel o soltou, Sebastian se levantou, arrumando sua roupa e vestindo o garoto.
~ Durante o banho ... ~
– Sebastian... Como seria se eu me casasse com Lizzy? — Ciel perguntou um tanto interessado, enquanto Sebastian lhe passava a esponja.
– Creio que o bocchan não se interessaria pela vida de casado. Ter de fazer sua noiva feliz, e algumas vezes não ter o amor retribuído. Porém, o lado bom é passar um tempo com a pessoa na qual se ama. As carícias... — O mordomo respondeu, ainda passando a esponja pelos finos braços do garoto, que estava arrepiado.
– Entendo... Carícias... Igual às que me fazes, Sebastian? — O garoto riu, enquanto a face pálida do mordomo tomava um tom um pouco mais rosado.
– Para um garoto de sua idade, ja está sabendo o bastante. — Sebastian subiu os dedos ágeis para o pescoço do garoto, que relaxava à cada toque do mordomo.
– Haha, Sebastian... Você me ensinou muitas coisas. Deveria me responder. — O garoto relaxou, ainda dentro da banheira. Colocou cada perna em um canto da banheira, erguendo um pouco seu pequenino corpo.
O mordomo fez uma afirmação com a cabeça, distribuindo alguns beijos sobre o pescoço alvo da garoto.
– Creio que sejam, bocchan.
– Então... Casar não seria tão ruim. — O garoto riu, Sebastian o secou e o levou para o seu quarto, carregando-o em seu colo.
* * *
– Quem preparou o bolo, Meyrin? — O garoto peguntou, levando uma garfada à boca.
– F-Foi Sebastian-san, bocchan! Ele fez questão de colocar biscoitos em forma de coração. — A empregada disse, afobada, enquanto arrumava seus óculos.
– É... Meyrin, oque você acha sobre eu me casar?
– Óh! E quem seria a sortuda?
– Vocês o conhecem. — Ciel se levantou, deixando o prato vazio sobre a mesa, e sussurrando para si mesmo: — Demônio sortudo.
– Ele disse " o " ? — Bard perguntava a Finny, que no momento, estava mais que corado, por lembrar de ter visto seu mestre na cama.
* * *
– ATCHIM! — O garoto espirrou, puxando o mordomo pelo fraque. — SEU ESTÚPIDO, ESTOU DOENTE POR SUA CAUSA!
– Bocchan, fora o senhor que quis ficar em meu colo após o banho.
– SEU PERVERTIDO! ISSO É CULPA SUA! — O garoto ardia em febre, enquanto o mordomo o cobria.
– Não reclame tanto, bocchan... Sua doença também atrapalhou meus planos. — Sebastian terminou de o cobrir, enquanto levava um pano molhado para a testa do garoto, que ergueu a cabeça.
– Planos? Quais?
– Eu pretendia fazer amor com você... — O demônio fez um biquinho um tanto fofo, enquanto o menor se encondia em baixo dos lençóis, gritando; — PERVERTIDO!
– Haha, bocchan.. Descance. — E deu-lhe um beijinho na testa do garoto -agora- adormecido.
* * *
– KAORU, SOLTE-ME, SOLTE-ME! — Gritava o albino, tentando sair dos braços do namorado.
– Acha que eu não vi como olhavas para o tal Sebastian? Hmpf, você irá saber oque é dor. — O mais velho disse calmamente, ainda apertando Misaki e segurando algemas.
– Kaoru.. Eu tenho medo de algemas em sua mão, me soltaa! — O rapaz batia nas costas de Kaoru, tentando inutilmente livrar-se.
– Diz o pirralho que praticamente late para que eu o arranhe e marque seu corpo. — Kaoru bufou, ainda demoraria alguns segundos para chegarem ao quarto.
– Mas... Se eu fizer muito barulho, iremos acordar a mansão toda!
– Toda? Ciel e Sebastian estão acordados, e se você fizer muito barulho, eu coloco meu dedo em sua boca. — Kaoru adentrou o quarto com Misaki em seu colo, que agora, praticamente roubava beijos no namorado.
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