10 Dias Para Conquistar Lord Ciel!
11 Nono dia: boyfriend.
O mordomo possuia um sorriso bobo nos lábios, enquanto acariciava os cabelos de sua criança. Tudo estava perfeito! Tudo! Ciel não havia fugido de si na noite anterior, tudo estava perfeito...
Agora, só faltava Ciel jurar-lhe amor eterno e terminar o noivado. Ah, e claro, admitir que sempre caira de amores por si.
O garoto mexeu-se na cama desconfortavelmente, abrindo os olhos aos poucos e deparando-se com o peitoral nu do mordomo.
- Nhm~ Sebastian... Que horas são? — Coçou os olhos com a palma das mãos, ainda deitado, limitando-se a se aninhar no peito do mais velho, que não havia parado de acariciar-lhe os cabelos.
- My lord... — Sorriu, beijando a testa do garoto — São onze da manhã... Está tudo bem, pode dormir mais.. Eu lhe privei de seu sono de madrugada...
O garoto corou imediatamente, lembrando-se das cenas anteriores, principalmente do gemido estúpido, no qual ele chamava o nome do mordomo.
- Por diabos minha bunda está doendo?! — Ciel bufou, virando-se e sentando na cama com certa dificuldade, enquanto Sebastian abraçava-o por trás, mordiscando-lhe o lóbulo da orelha e sussurrando:
- Ora... Achou que algo tão grande dentro de ti não lhe daria dores?
- Merda... — Ciel virou o rosto, e Sebastian apertou o abraço, deixando o queixo sobre os ombros do menor. Ciel era uma gracinha.
- Não acha que está faltando algo? — Sorriu marotamente, enquanto Ciel olhava-o confuso. — Você se declarar para mim. Não deve mentir para seus sentimentos.. My lord.
O menor revirou os olhos, virando-se para o moreno:
- Não estou mentindo para meus sentimentos, Sebastian. Apenas.. Não tenho que lhe dizer coisa alguma.
Antes que o mordomo pudesse responder algo, ouviram um enorme barulho vindo da cozinha. Ciel levantou-se desajeitadamente, logo, sendo pego no colo pelo maior, levando-o até o local dos gritos.
- EU TE ODEIO! QUEM ERA ELA, SEU MERDA?! — O albino gritou, arremessando pratos na direção do mais velho, que possuia a gola da camisa com marcas de batom. — VAI! QUEM É?!
- Misaki... Acalme-se... — O de olhos prateados dizia um tanto assustado, enquanto tentava se desviar dos pratos, e dos cacos dos mesmos.
- EU SABIA! SABIA! EU SABIA QUE TINHA UM MOTIVO PRA VOCÊ NÃO GOSTAR DE MIM! — E mais um prato fora jogado na direção de Kaoru. Misaki lacrimejava, deixando-se cair no chão aos poucos, até estar ajoelhado, com as mãos no assoalho. — Por que...?
Ciel observava a tudo com um rosto espantado, e Sebastian se segurava para não socar a cara daqueles dois e mandá-los comprar uma nova louça.
- Misaki... Eu não estava com ninguém! — A voz do mais velho saiu um tanto.. Alta? Caminhava na direção do garoto ajoelhado no chão, com cuidado para não pisar nos cacos dos pratos. Finalmente, colocara a mão sobre a cabeça do garoto, soltando um suspiro. — Você entendeu tudo errado, idiota. Eu fui levar minha irmã pra dar um passeio e ela começou a experimentar batons, e como ela me trata como empregado...
- A KAORI-CHAN TEM CABELO LONGO! — Misaki rapidamente pegou um caco de um dos pratos, ameaçando fazer um corte na mão do rapaz. — Não me toque.
- Idiota... Ela cortou o cabelo um pouco. Você realmente repara nas pessoas, não é, meu pequeno? — Um sorriso apareceu nos lábios do de cabelos negros, que se ajoelhou com um pouco de dificuldade. Colocou ambas as mãos no rosto do menor, beijando-lhe as lágrimas:
- Eu gosto de você, Misaki. — O menor sorriu, fechando os olhos. — Apenas não gosto de ficar dizendo toda hora... (N/A: Tradução: Não vou dizer nunca mais, aproveite hoje.)
- Eu te amo, Kaoru-kun. — Disse o menor de olhos fechados, unindo os lábios aos do mais velho, num beijo rápido.
- Olha... Se vocês quiserem que eu saia... Tudo bem... Mas alguém precisa limpar isso, sabe? — Ciel disse, hesitante.
Misaki lançou-lhe um olhar mortal, estilo: Sai. daqui. fedelho.
Ciel suspirou. Se não saísse, algo lhe dizia que ele iria perturbar seus momentos com Sebastian. Pegara a mão do mais velho, puxando-o calmamente, enquanto Sebastian sorria bobamente.
Kaoru levantou-se, segurando a mão do albino calmamente e olhando fixo para o conde que estava saindo com o mordomo.
- Misaki... É impressão minha ou o Ciel está com um pouco de dificuldade para andar? — Indagou o moreno, enquanto Misaki segurava seu braço.
- Kaoru-kun... Ainda não entendeu? O mordomo é sempre o culpado! — O albino deu um sorriso colgate, levantando dois dedos e fazendo uma espécie de "V".
- Hm.. Então, talvez eu devesse comprar um uniforme de Maid para você... Você ficaria uma gracinha de maid e algemado.. — Um sorriso malicioso se formou nos lábios de Kaoru, que prendia Misaki contra a bancada, beijando-lhe o pescoço.
x — x — x
- Namorados são tão... Estúpidos. — Ciel revirou os olhos, enquanto Sebastian vestia-lhe. Terminava de abotoar a camisa do conde, sem dizer sequer uma palavra.
- Sebastian? — O mordomo não disse nada, fazendo o garoto morder o lábio inferior levemente, irritado. — Certo... Vou para meu escritório.
O garoto dirigiu-se ao escritório, deixando o mordomo só.
Se o mordomo tinha aprendido algo com a cena anterior, era que colocar o amado no limite o faria se declarar. Se havia funcionado com Misaki e Kaoru, por que não funcionaria com o garoto? Aquela seria a hora perfeita.
Aproximou-se do escritório do garoto em passos lentos, abrindo a porta sutilmente, de modo que nem o garoto percebesse. Aproximou-se do mesmo, sussurrando-lhe ao ouvido:
- Bocchan... Você me ama?
O garoto se encolheu na cadeira, enquanto suas bochechas ganhavam um tom rubro.
- N-Não. — Gaguejou o menor, tentando se concentrar nos papéis à sua frente. Mas o mordomo não iria desistir.
Mordeu-lhe o lóbulo da orelha, percorrendo uma das mãos ao membro do garoto, que não conteve um pequeno gemido:
- N-nhn~
- Não me ama? — Sussurrou no ouvido do garoto novamente, com uma voz rouca.
Ciel suspirou, cerrando os punhos. Virou-se para o moreno, tentando evitar demonstrar qualquer sentimento.
- Apaixonar-me por um demônio? Não me faça rir, idiota. Apenas aturo tuas provocações por ser um Phantomhive. Agora saia. — Disse ríspidamente, virando-se de volta para os papeis.
Sebastian estava estático. Havia acabado de levar um fora da primeira pessoa por quem havia se apaixonado?
- Como quiser... — Abaixou a cabeça, retirando-se do escritório do garoto. Fechou as portas, encostando a cabeça na porta.
Passou a mão enluvada pelos cabelos, sentindo algo dentro de si apertar. Se tivesse um coração, juraria que ele estava "doendo". Balançou a cabeça negativamente, soltando um suspiro em seguida.
Voltou para a cozinha, catando os cacos dos pratos. Ao terminar e jogar tudo no lixo, apoiou-se na bancada, atordoado.
- Oque esta acontecendo comigo? — Pensou, ao sentir algo quente escorrer por seu rosto. Puxou a luva da mão com a marca do contrato, passando os dedos sobre o próprío rosto. Oque era aquilo? Estava... Chorando?
- Um demônio... Chorando? Eu sou mesmo deplorável. — Riu, secando as lágrimas com a ponta dos dedos.
As unhas perfeitamente pintadas em negro, os olhos que puxavam para sua coloração original: Vermelho.
Talvez, devesse entender e desistir do garoto: Era totalmente o oposto de Ciel. Era o sujo, o pecado. Enquanto o garoto mostrava o sabor de sua inocência através de seus beijos.
Azul e vermelho nunca fora uma combinação muito boa.
O pecado e a pureza também não.
Mas... A noite anterior discordava disto. Ciel era tão fofo. Quente. Apertado. Uma gracinha.
A hora do banho havia sido uma tortura para o mordomo. Ver as marcas de sua mão e chupões marcando a pele clara do garoto e não poder agarrá-lo ali...
Ciel havia aceitado tudo. Todas as investidas do mordomo, desde o primeiro beijo. Se havia aceitado, era por que gostava do mordomo ao menos um pouco, não?
Sorriu.
- Será mesmo...? — Suspirou, não deixando de sorrir. Teria de acreditar. Amava o menor. Muito. — Amanhã é o último dia da aposta. Que tal... Um baile?
Um sorriso maldoso apareceu nos lábios do mordomo. Tinha um plano perfeito, o qual faria o garoto declarar-se!
- Apenas espere... Meu pequeno. — Colocou a luva de volta, indo preparar biscoitos para o garoto.
x — x — x
Um garoto de aproximadamente 13 anos mantinha-se encolhido em sua cadeira, observando as gotas de chuva que batiam na janela. Suspirou.
- Gostaria que oque eu sinto por Sebastian fosse embora logo... Como essa chuva. Tão fina, sei que irá embora logo.
Estava enganado. Em poucos minutos, a chuva começara a ficar bem mais forte, de modo a se ouvirem pequenos raios.
Então... Poderia agora, comparar seu amor pelo mordomo com a chuva? Algo que começara lento, e logo, aumentara? Tão forte... Mas uma hora, deveria ir embora, não era?
Não.
Se as coisas continuassem daquele jeito, logo, estaria pedindo o mordomo em casamento, o que seria ridículo.
- Eu sou um Phantomhive. — Mordeu o lábio inferior com força, deixando uma única lágrima rolar. — Meu único desejo... É vingar... A morte de meus pais.
Ouvira duas leves batidas na porta, sussurrando um "entre". Era o mordomo trazendo chá com biscoitos e uma fatia de torta.
Suspirou. Novamente teria que ver aquele homem tão lindo? Os cabelos negros, a pele pálida e o sorriso que demonstrava que talvez tivesse uma pitada humana... Tão falso quanto o amor que dizia ter por si.
- Maldito... — As palavras saíram quase num sussurro. Pegou a xícara de chá, pelo cheiro, era de Assam. Cookies de chocolate e torta de chocolate para acompanhar, enquanto Sebastian não mostrava sorriso algum. Não iria tentar beijá-lo?
Sorria internamente. Bem que poderia provocar o mordomo naquele momento... Mas se fosse correspondido, tal sentimento aumentaria.
Provara um pedaço da torta, estava realmente doce.
- Está doce demais. — O menor reclamou, colocando mais um pedaço do bolo em sua boca. O mais velho arqueeou uma das sombrancelhas, enquanto Ciel colocava a mão sobre sua gravata. Puxou-o rapidamente, selando os lábios num beijo.
A língua do menor pedira passagem para entrar na boca do mais velho, que correspondera rapidamente. Podia sentir o gosto extremamente doce da torta, como o mordomo dos Phantomhive, não poderia deixar aquilo acontecer! Mas, como "namorado" de Ciel... Deveria aproveitar o beijo ao máximo.
Separaram-se deixando um pequeno fio de saliva ligando ambas as bocas. Ciel só teve tempo de sugar um pouco de ar, antes que o mordomo tomasse sua boca.
Um beijo urgente. Sebastian já havia o levantado da cadeira, colocando o jovem conde sobre a mesa de madeira, afastando todos os papéis.
- Ei! Seu idiota, isso é impor- Sebastian o calou com mais um beijo, enquanto os olhos do mordomo brilhavam em vermelho.
- Quieto.
- O-Oque? — Agora, estava realmente assustado. Sebastian já havia retirado seu próprio fraque, pressionando seu corpo contra o do garoto.
- Sebastian.. Pare... — As palavras saiam quase em um sussurro, e logo, soltara um grito de dor. O mordomo havia cravado os dentes em seu pescoço. Sentia seus olhos lacrimejarem, enquanto tentava empurrar o mordomo, que lambia o lugar aonde saia o sangue.
- Por favor... — O mordomo voltou à si ao ouvir palavras tão gentis de seu mestre. Soltara-o rapidamente, observando a situação atual do garoto:
A camisa com alguns botões abertos, os lábios entre-abertos, lágrimas nos olhos e o pescoço com um pouco de sangue.
Oque havia feito com sua criança?
- Gomen nee, bocchan. — Sussurrou, pondo seu fraque.
Ciel o observava com uma mistura de raiva e medo. O mordomo possuia a cabeça baixa, e logo, fora abotoar a camisa de seu mestre novamente, limpando o pouco de sangue com o dedo indicador, sujando a luva com um pouco de sangue.
- Eu... Sou mesmo um monstro. — Sussurrou, fazendo o garoto arregalar os olhos. — Uma ordem. Apenas uma ordem e eu prometo que não tornarei a lhe machucar!
Ciel suspirou, soltando um "Tsc" baixo. Descera da mesa do escritório, abraçando o mordomo por trás:
- Idiota...Você não me machucou... Só me pegou desprevenido. Agora, deixe de ser estuípido e vamos tomar um banho.
x — x — x
Ciel estava de costas para Sebastian, que passava a esponja nas costas do garoto, com um sorriso bobo no rosto. Os cabelos do garoto cheios de shampoo, enquanto o mesmo se arrependia profundamente da idéia de tomar banho com o mordomo.
Sebastian vez ou outra beijava-lhe a bochecha ou o pescoço, por que na maioria, beijava-lhe os lábios. O demônio mais parecia um retardado tomando banho com o namorado pela primeira vez.
A palavra "namorado" percorria a cabeça do conde, fazendo-o deitar sobre o peito de Sebastian. A água morna era realmente relaxante:
- Sebastian... No-Nós somos... — A voz saíra falha, aquilo era humilhante. — N-Namo...
- Oque, bocchan? — O mordomo sorriu de um modo sacana, apenas observando seu mestre ficar completamente vermelho.
- NAMORADOS! — O garoto gritou, praticamente, pifando.
- Se nós somos namorados? — Perguntou o mais velho, ergueendo o queixo do garoto com o polegar, olhando-o nos olhos, fixamente.
- É. — Ciel tentou virar o rosto, sendo impedido pelo mordomo.
- Não sei... — O mordomo soltou um breve riso, sorrindo em seguida. — O bocchan gostaria de namorar comigo?
Ciel gelou. Que diabos de pergunta era aquela? Não que não amasse o mordomo, mas era... Estranho. Vergonhoso. Mas mesmo assim, o deixava feliz.
Suspirou, sabendo que não teria outra alternativa. Colocou as mãos sobre o peito do mordomo, aproximando seu rosto ao do mais velho.
- Sim. — E uniu seus lábios aos do maior, iniciando um beijo calmo.
Sebastian terminara o beijo com um simples selinho, abraçando o garoto fortemente:
- Eu te amo, bocchan.
De tantos "eu te amo" que o mordomo lhe dizia, já estava começando a acreditar. Sorriu, tendo em mente dizer um "eu também", mas seria melhor não dizer. Não agora.
Notas finais
Sei que postei esse um tanto rápido, mas eu não aguentava mais. Confesso que ontem eu acabei chorando por causa desta fanfic.
Eu vou sentir muita saudade de vocês, sério. Eu agradeço do fundo do meu coração à todos os que estão acompanhando a fic até agora, sério.
Eu quero agradecer à todos vocês. O Misaki e o Kaoru também!
Eu não sei se vocês sabem, mas o Misaki é o meu uke, sabiam? Ele é inspirado em mim, na minha personalidade mais gay e uke, e o Kaoru, da Amaiboroshi, Camila KAORI, minha maridinha. Nós fazemos um lindo casal, sei lá, só acho //apanha.
Vou sentir falta de vocês.. Agora, me abracem.
Cara... 200 reviews... DUZENTOS!! Em apenas DEZ CAPÍTULOS! Vocês tem noção de como eu estou? Tô sorrindo aqui.
Keep calm, no último capítulo terá lemon.
Sei que este capítulo eu postei rápido demais, mas não estava aguentando! O último vai demorar um pouco mais...
Obrigado por tudo, pessoal. Eu, Elza Marinho Ormond, amo todos vocês.
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