1° Temporada - A Nova Moradora
21 Imaginação
Notas iniciais
Pov Bella
— Conhecer seus outros irmãos? Porque? – perguntei encarando-o.
— Os Mikaelsons são ótimos em brigas, temos muitos séculos e muitos inimigos e vitórias em nosso histórico. Agora você já faz parte da família. Precisa conhecer os outros e tenha certeza, iremos te ajudar.
Elijah se mantinha calado, os olhos ainda demonstravam o quanto estava alarmado. Olhei para Kol em modo interrogação.
— Digamos que nosso irmão Klaus é um tanto bipolar, muitas brigas e muitas intrigas entre nós mesmos são causadas por ele. Elijah se preocupa com sua segurança por estarmos prestes a ir conhece-lo. Se prepare. Ele é um híbrido, e normalmente as primeiras impressões é que ficam para ele. – kol havia entendido meu olhar e me explicado tudo. Balancei a cabeça concordando. Era minha imaginação, ou kol também me olhava um tanto preocupado?
Voltei pra casa sozinha, tinha que fazer uma mala e inventar uma desculpa para papai. Preparei uma mala de tamanho médio. Disse para meu pai que Elijah queria me apresentar a cidade onde nasceu e que como estava adiantada com as matérias, não teria problema em ficar longe da escola pelo resto dessa semana.
Charlie emburrou, mas depois concordou com a viagem. Já estava pensando em usar a hipnose, mas fico feliz que não tenha sido necessário.
Esperei Cau chegar em casa. A mesma me disse que preferia ficar em Forks cuidando de Charlie e indo para La Push. O relacionamento dela e do Jake estava às mil maravilhas e ela queria aproveitar isso e evitar de olhar a cara do Klaus.
Elijah, kol e eu fomos de carro para Mystic Falls, saímos no anoitecer de Forks e chegamos amanhecendo na cidade ensolarada. Não sabia que sentia tanta falta do sol até senti-lo em minha pele novamente. Elijah parou o carro em frente a uma mansão enorme. Desceu, deu a volta pela frente do carro e abriu minha porta, sorri pra ele e ele depositou um beijo em minha testa.
Caminhamos até a porta de mãos dadas, kol foi a frente, entrou pela porta da mansão e desapareceu. Elijah já tinha me dito que a casa era deles e que por isso eu não precisaria de convite para entrar. Mas mesmo sabendo disso, hesitei.
Uma mulher loira descia as escadas parecendo que estava em um desfile, dava para ver que seu cabelo era loiro natural, o mesmo descia escorrido até o meio das costas. Muito bonita, parecia uma Barbie. Ela me encarava e sustentei seu olhar sem nem ao menos piscar.
— Rebekah. – Elijah disse saudoso.
— Lijah. — ela se jogou nos braços do meu namorado. Ele a abraçou. – E você deve ser Isabella. – seu olhar ainda era duro e eu continuava a retribuir.
— Sim, você deve ser a irmã caçula. Elijah fala muito de você, e do quanto a ama. – disse-lhe.
— Gostei dela, ela não desviou o olhar uma vez sequer e nem se amedrontou. Acho que seremos boas amigas. – Rebekah falava com Elijah como se eu não estivesse ali. Elijah balançou a cabeça sorrindo e seus olhos se voltaram pra mim, como se dissessem: ela é assim mesmo, não se preocupe. Assenti.
— Onde está Niklaus? – Elijah perguntou.
— Por ai, atormentando aqueles adolescentes insuportáveis. Provavelmente. – deu de ombros. – Vá atrás dele, eu apresento a casa para Isabella, o quarto que ela ficará e dou algumas bolsas de sangue, ela parece faminta. Elijah veio até mim, puxou-me pela cintura e me deu um beijo de tirar o fôlego. Rebekah tinha encostado na parede, revirava os olhos, mas mantinha um sorriso.
— Rebekah. – chamei-a após Elijah sair e fechar a porta. – Eu gostaria de tomar sangue direto na veia, já faz um tempo que não tomo, estou me sentindo um tanto fraca.
— Claro, já sei até o lugar, vamos para a praça. Lá encontraremos dois gatinhos. – revirei os olhos – Ok, encontraremos duas bolsas de sangue quente e maravilhosas, trazemos pra cá, nos alimentamos, hipnotizamos e os mandamos ir embora.
— Então vamos. – Rebekah me levou até a praça da cidade. Escolhemos dois caras qualquer que estavam jogando frisbee e colocamos no carro dela. Chegando novamente na mansão, nos sentamos na sala. Olhei para o cara que tinha escolhido e falei:
— Você vai sentir muito medo, mas não vai gritar. – dessa forma o sangue corria mais rápido, eu conseguia me saciar mais fácil e o gosto era maravilhoso. Rebekah optou em fazer a mesma coisa e cravamos nossos dentes na jugular deles. Quando senti que o cara estava enfraquecendo, parei de suga-lo, peguei um frasquinho com meu sangue e o fiz tomar. – Agora, você irá embora, voltará para a praça, se esquecerá de tudo que aconteceu na tarde de hoje. – o cara levantou meio cambaleante e saiu. Rebekah jogou o corpo de sua presa no chão, ela o tinha matado.
— Como você consegue? Sei que tem pouco tempo que se transformou. Eu sou uma vampira original e mesmo assim mato, não consigo parar na maioria das vezes. – ela me olhava espantada e admirada.
— Talvez seja meu lado druida que não quer que eu mate, ou sou muito boa em autocontrole, não tenho uma resposta certa pra te dar. – respondi-lhe.
Nesse momento a porta abriu num rompante. Um cara loiro, com os olhos amarelos e veias roxas abaixo dos mesmos entrou. Presumi que fosse Niklaus, já que Elijah vinha logo atrás. Ele caminhou diretamente em minha direção. O cheiro no ar era forte, ele era um predador e tinha me escolhido como presa, levantei do sofá e virei na direção que ele vinha. Não me amedrontaria. Quando ele estava perto o suficiente resolvi testar uma nova coisa, imaginei um escudo e o projetei para frente, me protegendo.
Niklaus foi barrado, não conseguia avançar, seus olhos brilharam de excitação. Virou-se para Elijah e gargalhou.
— Finalmente arrumou alguém descente, irmão.
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