1° Temporada - A Nova Moradora
32 Capítulo Bônus - Casamento
Notas iniciais
Pov Bella
— Er, amor... Eu estou grávida. – digo para Elijah. A sala cai em silêncio mortal.
Vejo todos saírem do cômodo de fininho, restando apenas Elijah e eu, ele ainda não disse nada, não se mexeu, esta estático. Balanço minhas mãos em frente aos seus olhos, ele pisca, como se estivesse atordoado. Acordando.
— Não é possível. – diz tão baixo, que só consigo realmente entender porque estou lendo seus lábios.
— Eu o sinto, já senti mais de uma vez... Não posso ir num hospital comum descobrir. Posso chamar Carlisle, ver se ele acompanha. Chamar Mel, você sabe que bruxas conseguem ver e sentir. Sabe que eu não mentiria para você sobre algo assim. – digo sentando-me e começando a chorar, droga de hormônios.
— Não foi isso que eu quis dizer, Isabella. – Elijah se senta ao meu lado. – Foi modo de falar, uma expressão tola que usei, confesso. – puxa-me para perto de si, deito minha cabeça em suas pernas e ele me faz um carinho gostoso em meus cabelos que estão longos demais. – Quanto tempo você acha que está?
— Não sei, talvez três meses, três meses e meio, é quando alguns bebês começam se mexer. – Nesse instante senti o pequeno movimento, puxei a mão de Elijah do meu cabelo e coloquei em minha barriga que ainda era lisa. Fiquei segurando-a ali. Passado um momento, se mexeu de novo.
Olhei para Elijah e seus olhos estavam úmidos, brilhantes. Voltei a chorar.
— Eu senti, nosso filho. – meu amor se levantou e me puxou, abraçando-me e me rodopiando. Sorri.
— Ou filha. – disse sorrindo mais ainda.
Nossos amigos e parentes entraram na sala batendo palma. Nos parabenizaram. Vibraram. Alice já tinha ligado para Carlisle e o mesmo tinha aceitado ser meu médico e fazer o acompanhamento. Agradeci aos céus.
— Não é querendo estragar o momento de vocês, mas. Vamos nos casar daqui um mês. – Cau disse com um sorriso que ia de orelha a orelha.
— Vem aqui pirralha. – Elijah disse e foi de encontro a ela, bagunçou os cabelos e a apertou em um abraço. Fiz o mesmo. Olhei para Jake e chamei-o.
— Se você machucar minha amiga, eu te caço, sarnento. – disse sorrindo e puxando-o para um abraço. – Sejam felizes, parabéns para os dois. Eu os amo.
— Bella. – Jake e Cau disseram ao mesmo tempo e um sorrio para o outro. – Fala você. – repetiram juntos. Eu comecei a gargalhar.
— Falem logo. – disse ainda rindo com gosto.
— Gostaríamos que fosse a madrinha. Jake te escolheu e eu escolhi Elijah. Vocês aceitam? – Olhava de mim para meu namorado ansiosa. Vibrando.
Elijah e eu tivemos uma troca de olhar rápida.
— Concordamos. – dissemos juntos.
— Aaaaah. Meu Deus, eu vou me casar em um mês. Preciso organizar meu casamento. Senhor. – Cau começou a dar uma pequena surtada.
— Eu organizo. – Rebekah gritou do lado direito enquanto Alice gritou do lado esquerdo. Ambas se olharam com olhares matadores.
— Eu vou organizar. – Alice disse dando um passo para frente.
— Você que pensa. – Rebekah deu três e olhava raivosa Alice.
— Primeiro, as duas irão organizar, não quero saber como irão fazer isso, mas terá que dar certo. – disse me metendo entre as duas. Ambas olharam pra mim e reviraram os olhos.
— Claro. – responderam virando as costas.
Essa minha cunhada e essa minha amiga ainda me fariam surtar.
Pov Cau
Meu casamento seria dali um mês e Alice e Rebekah queriam organizá-lo. Bella disse que as duas teriam que fazer e se entender. Já vi que ficarei surtada, mas do que já estaria sozinha.
Decidi que deveria dizer mais ou menos o que queria.
— Rebekah, Alice. – chamei-as e logo ambas estavam na sala, em minha frente.
— Irei casar na praia de La Push. Quero um vestido simples, curto. E por favor, não briguem.
— Okay. – as duas estavam mal humoradas. E após meu pedido saíram pisando duro.
O mês correu de um jeito que não acreditei que fosse possível. Tudo era surpresa, as duas se entenderam e resolveram esconder de mim, Alice tinha tido uma visão e a tinha compartilhado com Bella, todas me confirmavam que seria maravilhoso.
Estava no quarto, Bella entrou.
— Posso mexer no seu cabelo? – perguntou-me enquanto ia para minhas costas.
— Claro. – disse. Bella colocou alguns pepinos em meus olhos e pediu para que eu relaxasse. Me deixei levar. Suas mãos eram calmas, pacientes enquanto mexia em meu cabelo.
— Terminei. – disse-me, tirei os pepinos dos olhos e minha surpresa, ela tinha tampado o espelho.
— Palhaça. – disse indignada.
— Te adoro amiga, mas só se verá quando estiver pronta.
— Alice, pode vesti-la. – Bella disse e estava se retirando. – Vou me arrumar. Alice vai te trocar e depois você poderá se ver. – Bella saiu e no mesmo instante Alice entrou.
— Fecha os olhos. E faça isso por bem, senão vou prender uma venda ai você vai ver. – Fechei os olhos resmungando. A risada de sino de Alice preenchia o ambiente. Senti um tecido passar por meu corpo e esperei.
Alice me guiou até uma cadeira e me sentou.
— Continue ai, Rebekah irá te maquiar. – Ela me deu um beijo no rosto e se retirou.
— Oi. – disse Rebekah que já estava em minha frente.
— Oi. – respondi de péssimo humor.
— Que foi? É seu grande dia e você está desse jeito? – enquanto Rebekah falava, sentia suas mãos parecendo penas em meu rosto. Era um carinho gostoso. Respirei fundo e tentei ficar calma.
— Só estou cansada de ficarem me escondendo as coisas. – suspirei.
— Não se preocupe, pode olhar. – Abri os olhos e olhei uma Rebekah sorridente, ao seu lado tinha um espelho de corpo inteiro. Caminhei devagar, ficando nervosa demais.
Em minha frente tinha uma mulher maravilhosa, quer dizer, eu estava vendo meu reflexo e eu estava realmente linda, não que fosse feia, mas não sei explicar, estava deslumbrante.
Minha maquiagem era clara, uma sombra dourada dava brilho para os meus olhos, Rebekah tinha puxado um delineado gatinho totalmente fino e que tinha dado um toque especial aos meus olhos, minhas bochechas tinha uma coloração rosada fraca, como se alguém tivesse apertado minhas bochechas e aquilo fosse natural. Minha boca estava de rosa paixão, a cor que eu mais gostava.
Em meu pescoço eu tinha o colar que Jake tinha feito pra mim, um lobo de madeira. Fiquei chocada ao notar os detalhes do vestido. Decote coração e manga três quartos de renda. Ele se ajustava a minha silhueta, depois se abria em um tecido leve que ia até os joelhos. Eu tinha amado. Era muito mais que eu imaginei. Especial.
Alice tinha desenhado. Era único. Comecei a chorar.
— Ainda bem que passei maquiagem a prova d’água. Falei que ela ia chorar meninas. – Bella e Alice entraram rindo.
— Imaginávamos. – responderam juntas. Abracei cada uma e depois olhei-as. Bela estava com um vestido azul claro, curto e justo. Sua barriga de quatro meses já estava aparente. Alice e Rebekah estavam com vestidos lilás. Elas seriam minhas damas de honra.
— Vocês estão lindas. – disse-lhes.
— Sabemos. – as três responderam e rodopiaram. Gargalhei.
— Licença. Posso ver a sobrinha mais linda? – tio Charlie entrou no quarto. Era tão fácil chama-lo assim, a convivência tinha sido tão fácil.
— Oi tio. – Ele caminhou até mim e me abraçou, beijou minha testa.
— Olha, tem um noivo muito ansioso lá embaixo. Que tal descermos? – perguntou-me.
— Já vamos indo, quando sua música começar, você entra. Respira fundo. Ele está lindo. – Bella me disse.
As três se retiraram do quarto e aguardei ansiosa.
Thinking out loud de Ed Sheeran começou a tocar, era meu momento.
— Não me deixe cair, tio.
— Nunca, querida.
Saímos e descemos os dois degraus que tinham na casa de Sue. Encontrei os olhos de Jake. Ele estava maravilhoso. Vestia uma bermuda jeans, seus pés descalços como os meus, vestia uma camisa social branca dobrada até os cotovelos. Me perdi em seu olhar e minhas pernas me guiaram até o altar, elas tinham caprichado.
Tinha um caminho de velas que demarcava a passarela onde deveria passar, tinha cadeiras de plástico distribuídas nos dois lados. O altar tinha sido feito todo com galhos naturais, flores naturais. Jasmins brancas. Comecei a chorar de novo.
— Cuide dela, garoto. – tio Charlie me entregou para Jake e ele beijou minha testa.
O casamento correu de maneira rápida, ainda mais que Kol que era o ministro, chegou a hora do sim.
— Claudiane Bernardini, você aceita Jacob Black como seu esposo? – perguntou-me.
— Sim, é claro que sim.
— Jacob Black, você aceita Claudiane Bernardini como sua esposa?
— Aceito. – Jake disse e abriu o melhor sorriso, o que eu mais gostava.
— Pode beijar a noiva. – kol falou.
Alice e Rebekah preparam uma balada moderninha, tocou de tudo, músicas antigas, novas. Todos os ritmos. Agradamos a todos. Muita comida, muita bebida, muita diversão.
Agora eu era Claudiane Bernardini Black e era a mulher mais feliz do mundo.
Pov Bella
Minha amiga estava casada, como previ, nossas vidas estariam para sempre ligadas com os Quileutes.
Já me encontrava com 6 meses, minha barriga ainda era minúscula. Papai surtou quando contei que estava grávida, mas aceitou, me viu feliz e isso era o que importava, sempre seria assim.
Fui para minha consulta com Carlisle. Cheguei na mansão Cullen e já fui subindo.
— Oi Bella. – Carlisle me esperava na porta. – Vamos ver como o bebê está desenvolvendo?
— Claro, Carlisle. – Entramos, subimos para a sala médica que ele tinha preparado por causa de mim.
— Seu bebê esta saudável, tamanho está okay. Você ainda quer saber o sexo do bebê? Estou conseguindo ver nesse momento.
— O que é, Carlisle? – estava ansiosa para descobrir.
— Uma menina. – chorei de emoção com essa notícia. Elijah e eu precisávamos sentar e escolher o nome.
Voltei para casa, Elijah me esperava sentado na varando.
— É uma menina, teremos uma menina. – pulei em seus braços. Ele retribuiu meu abraço, mas estava o sentindo tenso. – O que aconteceu? – perguntei.
— Nada. – respondeu-me sorrindo, mas o sorriso não alcançava os olhos.
— Elijah, meu amor, eu te conheço bem demais, conte-me o que aconteceu.
— Não quero te preocupar.
— Já estou preocupada, o que houve?
— Kol, Niklaus e Rebekah foram para Voltera. Acabaram com todos os vampiros frios de lá, todos que ainda estavam na castelo Volturi, eles destruíram a cidade, colocaram fogo. Niklaus se intitulou o novo rei dos vampiros, de ambas as raças. – Elijah tinha um certo desgosto em seu tom de voz.
— Oh, agora eu entendo. – parei o que ia dizer porque tive uma visão.
“Preciso pegar a garota, a primeira Mikaelson após mais de mil anos. Ela é minha, por direito, está na hora de busca-la.”
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