1° Temporada - A Nova Moradora
7 Astros
Notas iniciais
Pov Bella
A semana passou rapidamente, acho que era a ansiedade me guiando, sábado chegou bastante frio e nublado, o que era comum se tratando de Forks, minha intuição estava me guiando da melhor forma possível, Charlie iria para La Push pescar com Harry, Billy e os outros, só voltaria domingo, o que me daria uma boa folga sobre a preocupação de me transformar.
Elijah chegou perto da hora do almoço, ficou observando Cau e eu fazermos uma lasanha, almoçamos todos juntos, assistimos um filme, meus últimos momentos como humana estavam sendo maravilhosos, por volta das 15 horas olhei para a cara dos dois e resolvi dizer algo:
— Então, qual de vocês será? – fitava-os com curiosidade.
— Eu. – Elijah se pronunciou e me olhava com, seria desejo?! Não tinha certeza.
— Estou pronta. – sussurrei.
Elijah sentou em minha frente, mordeu o próprio pulso como já tinha feito antes e o trouxe até meus lábios.
— Beba, Isabella. – soprou em meus ouvidos causando-me um arrepio involuntário. Encostei meus lábios e fui sugando, quando estava me afastando, Elijah balançou a cabeça negativamente. – Mais um pouco, não podemos correr o risco. – afirmei e suguei mais um pouco, o vi assentindo depois de um minuto ou dois e me afastei. Limpou meus lábios com o lenço que tirou de dentro do terno. – Agora, quebrarei seu pescoço, é a forma mais rápida e menos dolorosa de se morrer, está preparada?
— Sim. – respondi com voz firme. – Mais do que nunca. — Elijah deu um beijo em minha testa, Cau sorrio pra mim e depois, só senti a escuridão me engolindo.
Pov Elijah
Já havia duas horas e meia que Isabella estava morta e que não apresentava nenhum indício de voltar a vida, isso estava começando a me preocupar, não era comum, um ou outro levavam até três horas, mas pelo fato de ser Isabella isso já estava me tirando do sério.
— Se continuar andando em círculos, abrirá um buraco no chão, sente Li, espere. É só o que podemos fazer. – A pirralha me disse, mas seus olhos demonstravam agonia também. Não me dei o privilégio de responder, não saberia o que dizer.
Quando o relógio marcou três horas, levantei agoniado novamente, três horas e um, três horas e dois, três horas e três, três horas e quinze minutos, seu corpo levitou e foi coberto por uma luz azul muito forte, isso nunca tinha acontecido.
— O que é isso afinal? – perguntei para a pirralha.
— Não sei, nunca vi nada igual, mas é lindo.
O corpo de Isabella se mantinha no ar, a luz azul foi ficando cada vez mais clara, seu corpo quase bateu no chão, mas consegui pega-la antes. Coloquei-a de volta deitada no sofá. Mais 5 minutos se passaram e ela acordou.
Pov Bella
Estava escuro, mas me sentia aquecida, como se pertencesse ao lugar, meus olhos foram se acostumando e vi que mais a minha frente se abria uma estrada de terra e bem ao longe podia sentir uma claridade, levantei e segui. Cada passo que eu dava, mais claro as coisas se tornavam. Cheguei a uma clareira, ela era repleta de flores, as árvores formavam um círculo perfeito de campo aberto, podia ouvir água correndo, mas não tinha certeza de qual direção ela vinha.
— Olá, Isabella. – virei rapidamente em direção a voz. Era uma mulher mais velha, seus olhos verdes me eram familiar.
— Quem é você? – sussurrei.
— Sua antepassada, já te visitei antes por sonhos, mas você não estava preparada, quando acordar, se lembrará de tudo.
— Do que está falando?
— Eu sei que os vampiros te contaram que você já foi uma bruxa em outra vida. Estavam certos, obviamente. Você tem uma missão querida. – se aproximou e afagou meu rosto. – Os astros estão a pino, está na hora de você acordar, saberá o que fazer, sempre siga sua intuição. – assim como apareceu, sumiu.
Levantei rapidamente do sofá, Elijah me olhava com olhos alarmados, conseguia ouvir um cervo atrás de casa, o sangue correndo, coração batendo, consegui ouvir outros bichos na floresta, voltei meu olhar para meus amigos.
— Funcionou né? – perguntei.
— Você escuta os animais? – Cau perguntou-me. Balancei a cabeça afirmativamente.
— Li, ela precisa se alimentar, para completar a transição. – Os dois se olhavam como se estivesse escondendo-me algo.
Elijah como se lendo meus pensamentos, disse-me:
— Depois, agora você precisa se alimentar, trarei alguém aqui, te ajudarei a se controlar, você só beberá o suficiente para a transição, sem matar. – assenti.
Fiquei sentada no sofá aguardando seu retorno. Só pensava na mulher que apareceu em meus sonhos, minha pós morte, vai saber que lugar era aquele.
— Bella, o Li chegou, você precisará se alimentar lá atrás, a casa irá te repelir assim que você se transformar, terá que esperar Charlie voltar e te convidar, hoje você ficará no hotel, com Elijah. Amanhã você volta, faço Charlie te convidar sem perguntas.
Inspirei e senti o cheiro, doce, discreto, minha boca salivou e minhas presas saíram, fui para a porta dos fundos, Elijah segurava Mike, por um momento me choquei, mas o cheiro do sangue, o batimento acelerado e seu olhar de medo só atiçaram ainda mais minha vontade, não me senti mover, mas já estava parada na frente de Mike. Sorri.
— Você vai morder essa aqui. – Elijah acariciou a jugular e senti minhas presas ficando um pouco maiores. – Cuidado Isabella, devagar. – Olhei em seus olhos e assenti, me aproximei inalando o cheiro que desprendia da pele de Mike e cravei meus dentes sentindo o sangue correr quente e rápido para minha garganta. Era tão bom. Gemi. – Isabella. – ouvia Elijah me chamando bem distante, não queria escutar. – Isabella. – sua voz estava em meu ouvido – Você vai parar agora. – Soltei o corpo de Mike que estava um tanto molenga. Estava me sentindo frustrada. – Você não se lembrará de nada de hoje à tarde. Ouvi Elijah dizendo e desaparecendo com Mike.
— Onde ele foi? – perguntei para a Cau que estava encostada no batente da porta com uma mochila em mãos.
— Devolver seu amigo para o lugar onde o encontrou. – assenti. – Como está se sentindo? – perguntou-me.
— Poderosa, viva, feliz. – contei-lhe.
— Bom, Bella, você se lembrará do que a fiz esquecer, espero que não doa. – Cau deu de ombros como se pedisse desculpas. Não podia admitir que estava com medo também do que as lembranças causariam e menos ainda admitir que tinha um interesse por Elijah, e que no momento, parecia ainda mais forte. Suspirei dando de ombros também.
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