- só Uma Chance para o Final Feliz -
11 5 minutos
Notas iniciais
No capítulo anterior: Jackie continua brava porque Hiroto havia saído com outra garota. Em meio a uma situação de risco ela é salva por uma ação rápida do garoto, que acaba lhe beijando, ela porém resiste, quando chega em casa se depara com Jenny às lágrima no pescoço de Shou, elas precisam voltar para os USA.
_ Ele pediu pra você retorna assim que chegasse, é melhor fazer isso agora – disse Shou
_ Eu... vou fazer – disse Jackie que tremia e mal conseguiu segurar o telefone.
_ Alô... Sr Smith? Aqui é a Jackie, você nos ligou não é? O que houve? ... Sim, entendo... ok... sim era temporário?Mas acontece que...
Jenny nessa hora lançou um olhar fulminante ao telefone.
_ O contrato era temporário, mas você poderia ter nos avisado quanto a isso... sei, não sabia? Entendo... mas por favor nos dê mais duas semanas até que possamos preparar tudo e... AMANHÃ? Sr. Smith é impossível que nós consigamos nos... ah... a passagem está comprada? Sei... entendo... às 19:00?Mas não tem como mesmo?... calma não precisa se alterar... nós iremos... daremos um jeito... ok... certo, obrigada. Boa Noite.
_ E aí? – perguntou Jenny apreensiva
_ Iremos embora amanhã às 19hrs – disse Jackie que ao ouvir as próprias palavras sentiu um vazio no estômago.
_ NÃO!!!!- disse Jenny abraçando Shou – Eu não vou... eu peço demissão, vou ficar aqui com o Shou-kun.
_ Jenny você não pode fazer isso! Precisam de nós e não é assim tão fácil – disse Jackie que no fundo desejava fazer o mesmo.
_ Ela tem razão, não pode se precipitar – disse Shou.
_ Temos que começar a arrumar algumas coisas agora mesmo. Aproveitemos que o Shou-san está aqui pra nos ajudar.
Os três então começaram a arrumar as malas das garotas.
_ Onde eu coloco essa mochila? – perguntou Shou à Jackie
_ Pode colocá-la ali do lado da estante pra que a gente não esqueça.
Shou usava uma camisa abotoada apenas até a metade de modo que quando se abaixou para colocar a mochila no chão, a camisa escorregou um pouco podendo ver seu peitoral.
Foi estranho para Jackie pois naquele momento se lembrou de quando Hiroto a puxara para o beco e a abraçou encostando sua cabeça de modo que ela pôde ouvir seus batimentos cardíacos. Naquele momento teve certeza de que não sentia mais nada por Shou. Mas não sabia se isso era bom ou ruim, afinal estava indo embora, seria um pouco tarde demais se descobrisse que estava começando realmente a gostar de Hiroto.
No dia seguinte, Jackie e Jenny foram à PSC e começaram a arrumar as coisas, todos ficaram surpresos com a partida repentina das duas garotas que conquistaram diversos amigos lá. Jackie sentia um aperto no coração e aquilo ficava cada vez mais forte... não conseguia comer desde que recebera a notícia, precisava de ar. Foi até a janela do corredor mais isolado por onde ninguém passava e ficou observando a vista, talvez pela última vez. Aquele era seu lugar preferido, nos últimos meses escapara várias vezes para ir até este local descansar e tomar ar. Jackie ouviu alguém se aproximar e parar a seu lado... já sabia quem era.
_ O que você pensa que estava fazendo ontem? – disse Jackie sem virar o rosto.
_ Eu acho que agi por impulso – respondeu Hiroto
_ Pois foi uma coisa ridícula o que você fez, entendeu? – disse Jackie irritada.
_ Ridícula?.... bem, você bem que gostou não é? – disse Hiroto indignado.
_ Como se atreve? Nós já tínhamos conversado sobre isso, já tínhamos deixado acertado que...
_ Que o que? Que nunca iria rolar nada? Isso já tinha ficado pré-definido?- respondeu Hiroto.
_ Se não tinha, então porque saiu com outra...
_ EU NÂO SAÍ COM NINGUEM!!! A única pessoa com quem saí nos últimos MESES foi com você, a última pessoa que gostei nos últimos meses foi você, a pessoa com quem eu quero ficar é você... Droga Jackie por que com você é tudo tão difícil? Por que você não dá brecha? Por que tem que dificultar as coisas dessa jeito?
_ Não saiu com ninguém? Então quer dizer que...
_ Foi um plano sim... pra você ficar com ciúmes e deu certo, por quê? Porque será que deu certo? Analise seus sentimentos...
_ Isso não é...
_ O que mais você quer? O que mais eu preciso fazer? Se tiver algo mais que eu posso fazer por você me diga, por que eu jaó não sei mais...
Houve um minuto de silencio em que Hiroto se voltou para a janela e Jackie abaixou a cabeça, ela sentiu o olho encher-se de lágrimas, mil coisas passavam por sua cabeça, mil coisas agora se encaixavam e faziam sentido como se tivesse achado a solução de um quebra-cabeça depois de haver tentado inutilmente encaixar todas as peças sem sucesso. Gostava de Hiroto? Mas era tarde...
_ Eu... eu vou embora – disse Jackie levantando a cabeça e sentindo uma lágrima escorrer por seu rosto.
_ O que? – disse Hiroto -calma, me desculpe, não precisa se ofend...
_ EU VOU VOLTAR PRA CASA, PROS ESTADOS UNIDOS!!! – disse Jackie erguendo a voz e começando a soluçar.
_ O q... não! Não pode ser... por quê? – disse Hiroto com uma expressão de terror no olhar.
_ Ordens, nós infelizmente cumprimos ordens e nos mandaram voltar, a parceria entre a PSC e Decaydance acabou, era temporário e não sabíamos disso, somente hoje... e... é por isso que agora é tarde demais! Não dá, agora já era...
_ Isso não é verdade, você está novamente se escondendo atrás do seu medo usando isso como desculpa, não percebe que isso só te atrapalha?
_ Para de falar comigo desse jeito – disse Jackie que agora já estava se debulhando em lágrimas.
_ Só me diz por quê? Por que é tarde? Quem define isso não nenhum tipo de destino, é você que escolhe... NÓS escolhemos! Não existe determinismo nisso, entenda por favor.
_ Não dá... -Jackie virou-se para ir embora correndo. Mas Hiroto agarrou sua mão e ela virou-se para ele.O olhar do garoto dizia claramente “não vá embora, fique comigo” e ela lhe retribuiu com outro olhar que dizia “por favor, me deixe ir”. Os dois se encararam por algum tempo até que Hiroto soltou a mão de Jackie e ela sentindo mais 1 litro de lágrimas escorrendo em seu rosto saiu andando pelo corredor. Foi até a sala que estava vazia pois acabara de dar horário de almoço, pegou sua mochila e desceu as escadas pela última vez, atravessou a porta da PSC pela última vez. Não agüentou e sentou-se em um banco em uma praça. Chorou bastante até que conseguiu conter os soluços, levantou-se e saiu andando. Passou em frente ao Starbucks onde havia conhecido Hiroto, e conversado com ele pela primeira vez, fora ali que teve as primeiras impressões do garoto. Andando um pouco mais viu ao longe o restaurante onde os dois jantaram quando saíram juntos e inevitavelmente sorriu ao se lembrar dos acontecimentos daquela noite. Passou na rua que era travessa da rua sem saída onde Hiroto a resgatara na noite passada, até agora ela não sabia como ele a tinha encontrado, assim como hoje também a havia achado sendo que aquele lugar era quase que como um esconderijo. E por fim voltou à sua casa onde na noite passada Hiroto a havia beijado. Levou novamente a mão aos lábios e sentiu um nó na garganta. O que era aquilo? Era uma dor... dor no peito, machucava, doía de verdade, como se alguém estivesse lhe apunhalando a alma e coração. Subiu os degraus trêmula, entrou em casa e jogou-se sobre a cama, adormecendo e desejando mais do que tudo no mundo que aquela dor que nunca havia sentido antes passasse logo.
Jackie despertou com o som da voz de Jenny.
_ Jackie, são 5 da tarde, temos somente duas horas, vamos logo porque deve estar transito.
_ Hum? Mas quem irá nos levar com as malas? -perguntou Jackie.
_ O Shou-kun vai. Anda logo, estamos te esperando no carro -disse Jenny pegando as malas e descendo para o carro apressada.
Jackie pegou as malas, deu a última olhada pesarosa para o apartamento e desceu as escadas. Entrou no carro muito quieta sentando-se no banco de trás. E foi a viagem toda assim. Shou e Jenny se entreolharam mas não ousaram dizer nada, nem perguntar muito menos.
Quando chegaram no aeroporto Nao, Saga e Tora os estavam esperando. Jackie olhou em volta mas não viu Hiroto. Cumprimentou os garotos.
_ Ah!! Vocês podiam morar aqui de uma vez, arranjar outro emprego e ficar – disse Nao.
_ Bem que eu queria – disse Jenny que estava abraçada a Shou.
Jackie por sua vez olhava por todos os lados, e quase que em desespero para a porta, eram 18:30, onde estaria Hiroto?
_ Er... olha Jackie, eu acho que... ele não vem – disse Nao
_ O que? -disse Jackie fingindo, muito mal, de desentendida.
_Ele hoje a tarde depois que falou com você ficou bem pra baixo, e depois não o vimos mais, tentamos ligar no celular, mas acho que está desligado, cai na caixa postal, então acho que ele decidiu não vir -disse Saga.
_ Hmmm... – foi tudo que Jackie conseguiu responder, porque sua voz não saía, simplesmente só conseguia tremer.
Como podia ter sido tão burra? Como podia ter deixado isso acontecer? Onde estava com a cabeça que não tinha notado o que já era tão óbvio, que não era de hoje que estava completamente apaixonada por aquele garoto, como poderia ter sido tão cega.
O relógio andava depressa, 10 minutos para as 19:00. Aquele vôo poderia atrasar, vôos atrasam o tempo inteiro, porque não aquele? Mas antes de concluir seu pensamento a chamada para os passageiros do vôo com destino a Manhatan foi feita.
_ Jackie, vamos – disse Jenny
_ Só mais 5 minutos – respondeu Jackie
_ Jackie, iremos perder o avião – retrucou Jenny
_ Ele virá Jenny, eu sei disso, ele virá, por favor... mais 5 minutos – disse Jackie.
_ Tudo bem – disse Jenny mediante o olhar de convicção da irmã.
Não seria possível que ele não viesse, todo o tempo ele havia aparecido nos lugares mais improváveis, como agora não iria até o aeroporto? Ele tinha que vir. Os 5 minutos se passaram depressa.
_ Vamos Jackie, infelizmente não tem mais como esperar – disse Jenny.
Então seria assim? Não tinha mais chance de voltar atrás, agora realmente era tarde, semana retrasada não era, ontem não era e nem hoje de manhã era tarde, seria tarde demais agora que só tinha aqueles 5 minutos? Então seria assim.
Virou-se, se despediu de Saga, Tora e Nao e acompanhou Jenny que dava seu último abraço em Shou.
Quando estava prestes a cruzar o portão de embarque, ouviu a única voz que jamais desejara tanto escutar:
_ Vai embora sem se despedir mesmo?
Jackie abriu um sorriso de orelha a orelha, sentiu a felicidade preencher o vazio de seu peito e virou-se tentando disfarçar um pouco a tamanha felicidade que sentia por ele estar ali.Caminhou até ele e o encarou nos olhos:
_ Você quer mesmo me fazer pagar, não é? – disse Jackie
_ Ora, pensei que achava que já era tarde, só quis te mostrar que NUNCA é tarde – respondeu Hiroto.
_ E o que é isso no seu pescoço? – peguntou a garota quando viu que Hiroto levava uma corrente curta com uma letra “J” escritonela.
_ Ah isso aqui? Ah, foi algo que eu comprei para me lembrar de uma pessoa, mas acho que nem precisaria disso, pois essa pessoa não me sai da cabeça em nenhum momento sequer. E na verdade eu também queria dar isso aqui pra ela – ele mostrou uma outra corrente idêntica a que ele tinha no pescoço porém levando como pingente a letra “H” – eu estava pensando em dar isso para esta pessoa e quem sabe convidá-la para quando estivesse em férias de verão ou ate antes, daqui a uns 2 meses no intervalo entre as turnês, mas não sei se ela aceitaria, o que você acha?
_ Olha, sinceramente acho que ela até aceitaria sim, por que você não tenta? – disse Jackie.
_ Hum, então eu vou tentar isso...
Os dois sorriram.
_ Me dá isso aqui, seu idiota -Jackie agarrou a corrente da mão de Hiroto e se jogou aos braços dele. Foi um beijo longo e quente, capaz de atrair olhares de censura das senhoras de terceira idade que passavam próximo, e de deixar os jovens com inveja. Era uma mistura de sentimentos no coração da garota, ao mesmo tempo que sentia culpa, sentia que aquele era o momento certo para ter acontecido e nenhum outro, senão naqueles 5 minutos.
Hiroto envolveu-a em seus braços e ela o abraçou de volta, encostando novamente a cabeça em seu tórax. Ele acariciou seus cabelos e ela fechou os olhos e disse sem olha-lo.
_ Por que? Eu deixei chegar a esse ponto? Se eu pudesse não ter tido medo ou não ter sido tão cega, podíamos ter feito outras coisas, perdemos tanta coisa- lamentou-se Jackie.
_ Por que era ESSE o momento, não pense que perdemos, pense que no que vamos começar a partir de agora, porque é isso o que importa – confortou-a Hiroto.
_ Jackie agora nós realmente precisamos ir – disse Jenny
_ Eu sei – disse Jackie – estava feliz e calma –
_ A gente se vê – disse Hiroto
_ Sim... e que não demore, se esforce na turnê, em cada música e em cada nota, lembre-se de mim, vou estar torcendo e acompanhando – disse Jackie
_ Não precisa pedir algo assim – disse ele.
As garotas cruzaram o portão de embarque acenando para os rapazes, dizendo até logo e pra que pudessem fazer o melhor durante a turnê que iria começar. Até que desapareceram ao longo do corredor.
_ Você acha que eu exagerei no tempo? -disse Hiroto à Tora.
_ Sim... deixar ela praticamente embarcar foi algo muito arriscado – respondeu Tora.
_ É que estava tão interessante ver a cara de preocupação dela enquanto me esperava, tão fofa que quis olhar por mais tempo.
_ Se ela tivesse acreditado no que Nao-kun disse, você estaria perdido – disse Tora.
_ Ela não iria acreditar, foi pouco tempo, mas ela me conhece e eu a conheço – disse Hiroto.
_ E mais um plano infalível deu certo, Tora-sama – disse Saga passando os braços em volta do ombro de Tora – sabe que ela mataria todos nós se soubesse disso né?
_ Por isso ela não vai saber – disse Tora com firmeza fazendo qualquer um ali sentir que perderiam a cabeça se um dia contassem.
_ Então que tal bolar um plano infalível para eu ganhar na loteria ou algo do tipo? – brincou Saga.
_ Que tal irmos no Starbucks pra comemorar? – disse Nao.
_ Fui lá com a Jenny a tarde – disse Shou.
_ Então você nem precisa ir – disse Nao.
_ Não, eu vou com vocês novamente – respondeu Shou
_ É bom vocês dois não ficarem com gracinhas agora que estão com namoradinhas ok? – disse Saga.
_ Como assim? – disse Hiroto que havia pego o celular e estava digitando uma mensagem.
_ Olha só, isso aí mesmo que eu to falando – disse Saga apontando para o celular com a mensagem na tela.
_ O que tem isso? – perguntou Hiroto rindo.
_ AHHHHHH ~
Os cinco amigos deixaram o aeroporto sob aquele clima de amizade e descontração, todos empolgados também para a turnê que começaria em dois dias.
Jackie e Jenny conseguiram chegar a tempo no avião que estava quase decolando.
_ UAAAHHH, que sono... pode ficar na janela se quiser, eu vou dormir a viagem inteira – disse Jenny que se recostava na cadeira macia – me acorde só quando a comida chegar.
Jackie sorriu para a irmã e concordou. Neste momento recebeu uma mensagem de celular em inglês contendo as seguintes palavras: “I’ll miss you a lot” (Setirei muito sua falta). Jackie ainda pensava no quanto poderia ter aproveitado se desde o início tivesse percebido o que sentia e não tivesse tido medo em começar algo novo, mas aquela não era hora de pensar nisso, afinal como Hiroto mesmo havia dito, tudo estava apenas começando.
Jenny já havia adormecido profundamente, a irmã mais velha puxou as cobertas e a cobriu. Depois olhou para a janela a seu lado, o Japão já havia ficado para trás, agora tudo o que via eram nuvens. Ela suspirou profundamente, estava feliz, sentia-se bem, pois sabia agora que voltaria, mal podia esperar pelas próximas férias quando voltaria ao Japão para reencontrar Hiroto Ogata, seu namorado.
Notas finais
Enfim... se você gostou da fic, divulgue-a!! Indique a quem você conhece que também curte alicenine. Apesar do pessoal prefeiro fanfic yaoi, se você perdeu seu tempo lendo isso, porque outra pessoa não poderá gostar se perder o dela. Rsrrsrsr
Obrigada pelo incetivo e apoio!!!!
Sincerely,
Jackie_Pon.
Fale com o autor