- Segredos de um passado obscuro -
4 Relacionamentos
Notas iniciais
–Boa tarde querido telespectador do mundo quadrado! Cá estamos nós transmitindo o programa da madrugada, Boletin Minecraft! E hoje, viemos com uma noticia triste... Na manha deste sábado morreu o príncipe do reino de Dracon... Exatamente isso! A morte ainda está envolta em véus de mistério e a imprensa ainda não teve acesso a nenhum dado relevante, tudo o que sabemos foi o que o Rei disse: “uma morte trágica, e todos vamos sofrer muito por essa perda...”, palavras muito frias para alguém que acaba de perder o filho não acham? Engraçado que um mesmo episódio parecido aconteceu a algumas semanas atrás, quando a princesa Saphire foi envenenada e quase faleceu, se não fosse, claro, o garoto mistério ter trago a suposta “salvação” e matado aquele monstro terrível, ele é o nosso herói e tem fãns espalhados por todos os oito reinos e sua poplaridade cresceu bastante, Steve, fazendo o estilo calado e tímido conquistou...
–Patrícia! por favor, de volta às noticias.
–Ah Rsrs, desculpa John, Patrícia Sterling de volta ao Boletin Minecraft!
***
No último episódio de Minecraft segredos de um passado obscuro...
Steve e Adália conseguiram chegar a cidade de SummerLand, cruzaram com diversas lojas e com um vendedor de espadas um tanto misterioso... Enquanto passavam pela Rua viram um homem e uma mulher saindo de uma boutique de corantes. O pai e a mãe de Adália, e agora, que aventuras aguardam nossos heróis?
Agora...
A mãe de Adália falava com seu marido quando ela chegou...
–Mãe, pai?! –Adália já foi descendo do cavalo, reconheceria aquelas mechas vermelhas de sua querida a milhas de distância.
–Adália?! –Responderam o pai e a mãe dela ao mesmo tempo.
Adália não quis saber apenas correu em direção aos dois e caiu no afago de um abraço apertado dado por eles, Steve apenas ficou olhando aquela cena de cima do cavalo, triste.
–Minha filha, quem é aquele pedaço de mal caminho montado no cavalo? Rsrs. –Disse a mãe de Adália bem pertinho do ouvido da filha.
–Manhê!!! Não é ninguém é só o...
–Steve?! –Disse o pai de Adália se aproximando dele. –Ora ora... quem diria que minha filhota iria ter o garoto mistério como noivo... Rsrs.
–que noivo o quê?! Paiê!!!
–O Steve?!-A mãe de Adália deixou a filha de lado e foi se aproximando dos dois. –O Steve da EnderTv?!?!
–Ele mesmo amor, que estranho ele parece mais alto lá... Rsrs.
No meio daquela confusão e mal entendido Steve não conseguia falar absolutamente nada, estava nervoso com a situação e tudo o que conseguia fazer era balançar a cabeça consentindo.
–Own meu filho, não fique envergonhado. Rsrs. –A mãe de Adália foi abraçando Steve, seguida pelo pai de Adália que apenas o cumprimentou... Um sujeito de dois metros de altura e puro musculo. Steve percebeu de quem Adália herdara os cabelos vermelhos, de sua mãe, já os olhos verdes esmeralda, do pai...
–Belo marido você foi arranjar minha filha! Meu parabéns... parece aquele seu namoradinho, como era mesmo o nome dele? –Ela olhou para o rosto de Steve, pensativa...
–Mãe! Eu e o Steve não somos noiv...
–Era Dean amor! –Respondeu o pai de Adália.
–Ah é, ele mesmo! Rsrs.
–Como vo-vocês se chama-mam?-perguntou Steve.
–Olha benzinho, ele fala. Rsrs
–mas é claro que ele fala. –respondeu o pai de Adália.
–Eu me chamo Lia... mas pode me chamar de dona Lia. Muito prazer Steve. Rsrs.
–Já eu me chamo Adam. E pode me chamar de Adam mesmo. Rsrs.
“Hum... Entendi, o nome Adália significa a junção de Adam e Lia...”
A cada minuto que se passava Steve ia conhecendo um pouquinho mais da sua companheira de aventura.
–Muito prazer. –Respondeu Steve. –mas acho que vocês já me conhecem. – completou.
Logo depois de se apresentarem a mãe de Adália disse que ela e Adam iriam retornar para casa, para poderem hospedar os dois, Adália ofereceu seu cavalo para seus pais e montou junto com Steve no cavalo dele, subiu com maestria em um único salto e quando Steve deu por sí sentiu as mãos de Adália envolvendo sua barriga...
–Steve eu vou com você, tudo bem? –perguntou ela sussurrando no ouvido esquerdo dele.
–tudo sim. –Respondeu Steve tocando os pés na barriga do cavalo que começou a andar calmamente, só acompanhando o dos pais de Adália que iam montados juntos também.
Adália com o dilema de uma viajante apaixonada acalentou seus pensamentos que estavam em completa confusão, e pensou, hum... Aquela era uma boa ocasião para tentar se aproximar de Steve.
–Desculpa Steve, é que meus pais tem um pistão a menos na cabeça! Rsrs – Disse ela tentando fazer o estilo inocente.
–Sem problemas Adália... –Respondeu Steve.
Adália sorriu disfarçadamente, achava estranho... mas ainda assim, sem saber o motivo estava feliz com aquilo que seus pais estavam fazendo, de dizer que eles eram noivos e etc...
–Tudo bem mesmo Steve? –Perguntou ela pela segunda vez, adorava ouvir aquilo dito pela doce voz de Steve.
–Sim... –respondeu ele novamente.
Adália que cavalgava segurando na barriga de Steve sentiu ela se encher e esvaziar de ar, ele arfava, só restava saber se a causa daquilo era a situação em que ele estava já que Adália, uma linda mulher estava agarrada nele. Adália tentando tirar a duvida abraçou Steve pelas costas e deitou com a cabeça em sua nuca... Só tinha abraçado ele uma ou duas vezes desde que se conheceram. Era mágico aquilo, Adália aproveitou a oportunidade esubiu um pouco, passou a mão no peito dele e sentiu um coração quente e cheio de vida batendo, assim como seus pulmões se enchendo e esvaziando-se de ar rapidamente, ele estava ofegante agora, mas ainda assim continuava a cavalgar nem dando atenção para Adália.
–Isso faz parte?
–Como é?!?!?! –Perguntou Adália levando um susto.
–Se isso faz parte, pra dizer que somos noivos. –Respondeu Steve.
Adália voltou a se aconchegar abraçando Steve pelas costas.
–Faz sim Steve...
Adália já estava corando e, para completar, fechou os olhos sentindo a pele de Steve roçar em suas bochechas.
–Achei que você estivesse com o Aiden agora. –Disse Steve reprimindo os carinhos dela.
–ham, eu to sim... –Respondeu ela tristemente voltando a segurar somente na cintura do sujeitinho de pele quente.
Steve continuava a cavalgar calmamente... Adália estava encabulada, por que diabos ele não gostava?! Parece que tinha uma repulsa quando se tratava dela já que nossa heroína nem podia tocar nele direito, O que será que a Melanie e a Saphire tinham que nela faltava!? Será que o Steve tem uma quedinha por feiticeiras? Ele me acha feia? Não... Ela é linda, Adália sabe que ela é bonita, e um bocado de homem já disse isso para ela, o que será que tem esse Steve?! se o problema era que a Mel tinha jogado um feitiço nele pra ele não gostar dela, sim, agora o feitiço foi quebrado! Qual o problema dessa vez?! Adália não entendeu absolutamente nada... mas percebeu pela milésima vez que Steve não gostava dela.
Seus olhos verdes brilharam de tristeza.
Tudo seguiu normalmente, eles foram cavalgando por meia hora, se afastaram da cidade e entraram em outro caminho que cortava uma floresta de carvalhos, eram nove horas quando centenas de cercas foram avistadas e uma plantação astronômica de trigo e cenoura que se seguia por toda a extensão daquela propriedade, no final do caminho tinha uma casa com quatro andares e toda trabalhada em madeira branca algumas janelas gigantescas com vidros tingidos de preto destacavam a casa e deixava a parte de dentro em evidência. Ao redor da casa tinha um jardim com flores vermelhas, amarelas e azuis.
–É ali onde vamos ficar Steve.
–Nossa... Vocês são ricos? – perguntou Steve admirando o tamanho da casa.
– sim... Mais ou menos. Meu pai é um bom minerador.
–hum?
–É que ele é conhecido como rei da mina, ele sempre diz que se você jogar ele em uma mina com uma picareta de ferro, em menos de um dia ele te trás vinte diamantes. É tipo um radar humano. –Adália riu sem graça com suas próprias palavras.
–Ah tá... Rsrs. e essas pessoas? Elas trabalham pra vocês? –Steve se referia às pessoas que estavam cuidando da plantação.
–Na verdade não, se lembra quando teve a invasão mob? Pois é... eles são sobreviventes, começaram a chegar aqui aos montes quando eu tinha quatro anos e meu pai e minha mãe deram abrigo e moradia pra todos, essa plantação é só pra consumo deles, mas não tem problema, eles moram um pouco longe daqui então acho que vai ser difícil você cruzar com um deles.
–Ah tá... legal da parte de seus pais Adália.
–É sim.
Steve olhou para a vastidão e tudo o que viu foram linhas e mais linhas de trigo e batatas... mas algo muito estranho chamou sua atenção, em uma determinada parte estava tudo destruído como se um grieffer tivesse passado por ali.
–E o que foi aquilo Adália?
–O que?!
–Aquela parte... toda destruída.
Adália cerrou os olhos e viu do que Steve falava...
–Eu não sei...devem estar preparando a terra pra plantar eu acho.
–Hum, ta.
Nossos heróis cruzaram o campos e chegaram bem perto da casa. Ela era enorme, os pais de Adália desceram do cavalo e Adália fez o mesmo, se desprendendo de Steve.
–Chegamos pombinhos!!!!
–Aff... –Respondeu Adália tirando a mochila das costas e entrando porta adentro.
Steve sorriu ligeiramente e seguiu ela.
Quando cruzou a porta teve uma ideia do que era aquilo, um carpete xadrez preto e branco no chão somado à decoração moderna dava a casa um aspecto de casa da cidade, e em nada se parecia a uma casa de campo como ele esperava... Adália largou a espada sobre uma bancada de trabalho ao lado da porta e foi logo se jogando no sofá, Steve ficou dando voltas olhando para cima, aquilo era magnifico! Tinha um portal de obsidianas na frente do sofá ou melhor, a EnderTv, a mãe de Adália devia assistir muito, alguns glowstones no teto, era uma casa bem aberta, da sala se tinha uma visão quase que geral da cozinha e era bem iluminada por causa das janelas.
–Parece que o senhor Steve gostou da minha humilde residência. Rsrs. –Disse a mãe de Adália entrando pela porta, seguido de Adam que vinha carregando dois baús duplos um em cada ombro.
–E aqui está um pequeno presentinho para o meu Genro... Rsrs. –Adam passou por Steve sorrindo e foi subindo as escadas para o andar de cima.
–Aff... –Suspirava Adália toda vez que seus pais falavam aquilo.
–Sua casa é muito bonita dona Lia... –Disse Steve rindo simpaticamente.
– muito obrigado, você é um garotinho muito educado sabia.
Steve sorriu em resposta.
–Pois bem, Steve você vai dormir com a Adália no terceiro Andar, quer subir pra ver o seu quarto?
–Como é mãe?! No meu quarto?! –Adália se exaltou ao ouvir aquelas palavras.
–Sim, vocês estão quase casando e eu não vejo problema algum, vem Steve. –A mãe de Adália segurou na mão de Steve e já foi puxando ele escada a cima.
–Aff! – bufou Adália ao ver sua mãe carregando Steve.
Eles foram subindo as escadas de madeira lentamente até chegar em frente a uma porta...
–Pois bem Steve, esse é o seu quarto e o da Adália. Rsrs. Espero que aproveite esses dias aqui, minha filha esqueceu-se de te dizer que é comum que caia neve aqui nessa época do ano então não fique desapontado se nevar amanha e você não puder sair pra conhecer o lugar...
–Não tem problema dona Lia, eu gosto de ficar em casa mesmo.
–Pois bem, os baús estão aqui. Vamos amor? –Disse Adam terminando de por um baú no canto do quarto.
–Sim vamos. –Respondeu Dona Lia. –Qualquer coisa é só me chamar Steve. Rsrs
–Tá, muito obrigado. –Steve sorriu, e a porta se fechou.
sem perder tempo Steve começou a olhar o seu novo quarto. Aquele era o quarto onde Adália viveu uma boa parte de sua vida, enquanto olhava debaixo da cama encontrou alguns desenhos que pareceram ser feitos à unha! Nada de mais, apenas ovelhinhas e vaquinhas, no chão de madeira encontrou algumas rachaduras, provavelmente das horas de treino que ela teve ali, fora que nas paredes tinha várias pinturas, sim, pinturas, e se não fosse o bastante ela era muito talentosa. Estranho, Steve nunca achou que ela tivesse essa delicadeza e paciência pra pintar quadros, por fim, depois de vasculhar cada centímetro do quarto se jogou na cama.
–Ham?
Steve sentiu uma coisa dura debaixo do colchão, ele o levantou com destreza e lá embaixo encontrou um caderninho pequeno, de capa preta.
“Hum... um diário?” –Pensou Steve, ele hesitou um pouco em olhar o tal caderno mas a curiosidade falou mais alto, se sentou na beirada da cama, uma gotinha de suor descia pela sua testa... Os segredos, os sentimentos mais profundos de Adália estavam a uma página de serem desvendados! Seu coração estava palpitando faltando sair pela sua garganta.
Steve abriu o caderno.
Do outro lado da casa...
–Vai me contar o por que disso amor?! Está claro que eles não são noivos.
–Adam, Rsrs, amorzinho nossa filha já tem vinte e um anos, não acha que está na hora dela arrumar alguém?
–Não, na verdade acho que ela ainda está nova pra pensar nisso.
–Você não entende, já imaginou se ela conseguisse barganhar o Steve? ele é muito corajoso você sabe disso, e também eu conheço a Adália aquela pestinha não me engana, você não percebeu Adam? Ela está caída de amores por ele.
–Eu vi ela abraçada nele quando estávamos retornando pra casa, mas não achei que fosse isso...
–Tá amor, mas o que custa agente dar essa forcinha pra ela? Rsrs. Eu sei que ela vai agradecer muito no futuro.
–Hum... não sei, mas já que começamos nisso vamos terminar.
–Sim...
Lia e Adam se beijaram calorosamente.
Fale com o autor