- One-shot - Sexy boy.
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Desculpa pelos erros, ainda não revisei. Estão todos animados porque vai chegar a ultima festa de fim do ano, todos perguntando o que iram fazer e eu somente estou pensando em como eu tive um ano de merda, eu não fiz nada que eu pudesse dizer – esse ano foi incrível – pelo menos eu pude ler vários livros e colocar minhas séries em dia. Mas estou eu aqui agora arrumando minhas roupas para colocar na mala e estou xingando todos os antepassado da minha família, ele resolveram de ultimar hora passar o ano novo na casa de um amigo do meu pai, dá para acreditar nisso, tem como piorar? Ficar em um lugar onde você não conhece ninguém? Eu sou a única que as vezes tem preguiça de fazer amizade?
– Vamos filha, quero chegar cedo para aproveitar a piscina. – Falou meu pai na porta do meu quarto tentando me apressar, serio, ele é tarado por piscina, esta completamente comprovado.
– Claro.... Como se uma piscina vai fazer ficar legal, eu provavelmente nem vou entrar na piscina, vou preferir ficar lendo um dos três livros que eu estou levando. – Comentei baixinho, para ele não ouvir, porque se ele ouvisse, ele iria fazer um show e muitos deles é falando como eu não gosto de me divertir.
Mas convenhamos, quem consegue se soltar em um lugar que não conhece ninguém? Só ele e minha mãe, porque eu não consigo me sentir completamente solta com alguém que conheço em um dia, pego minha mala e fecho ela rapidamente e vou levando ela para o carro, estava um pouco pesada, mas provavelmente era por causa dos livros.
– Estão prontos para se divertir? Porque eu estou sim. – Meu pai falou quando todos entramos no carro, solto um suspiro e coloco meus fones de ouvido, agora é a hora que eu ignoro tudo e fico vendo as paisagem que estão passando pela janela.
XXX
Depois de horas dentro do carro, eu estava com minha bunda doendo, minha paciência esgotada, minha perna dormente e me arrependendo de não ter ficado em casa sozinha, espera, eu tentei, mas como meu pai disse “é perigoso e você não tem idade para isso” mas que perda, eu sou maior de idade, quando vou ter tempo para isso, quando tiver 30 anos? Mas nesse momento a única coisa que eu quero é sair desse carro e respirar um pouco de ar, estou me sentindo sufocada.
– Estamos chegando, pelo menos é o que diz o GPS. – Meu pai comentou animado enquanto soltava uma risada.
– O mesmo GPS que nos fez pagar dois pedágios que não precisaríamos se não estivesse seguindo ele? – Perguntei em um tom sarcástico, enquanto soltava um suspiro.
– Filha, não seja tão chata assim e isso acontece. – Respondeu meu pai, enquanto minha mãe somente observava.
– Claro, mas com esse dinheiro que você gastou poderíamos ter comprado algo importante. – Retruquei enquanto procurava uma musica para colocar para tocar. – Mas você preferiu confiar nessa merda de GPS do que perguntar para alguém que poderia explicar como chegávamos na avenida.
– Já vão começar né? – Perguntou minha mãe, ela sempre apartava a briga, acho que eu fui adotada, não puxei nenhum lado deles, eu sou explosiva, eles são tranquilo demais.
– Você vai amar, eu tenho certeza Jane. – Ele falou, enquanto eu apenas concordava, vamos ver.
Eu não iria brigar, pelo menos não agora, depois de alguns minutos ele para na frende de um portão, todo lugar era cercado por puros, então não dava para ver como era lá dentro, mas eu estava feliz, se chegamos eu não precisaria ficar mais sentada. Ele logo já foi ligando para o amigo dele, enquanto esperávamos no carro, depois de alguns segundos o portão é aberto e eu solto um suspiro, merda, tem como voltar no tempo? Aquela casa estava lotada, tinha pessoas saindo por todos os cantos, será que ele chamou todos os vizinhos?
– Eu nãos sabia que estaria tão lotada assim. – Comentou ele depois de estacionar o carro lá dentro, enquanto eu revirava os olhos, merda.
– Ei, até que fim você chegou, só estava faltando você para a festa começar. – Disse o amigo do meu pai enquanto abraçava-o, eu e minha mãe saímos do carro também. – Fiz todos esperar para comermos junto.
– Ainda bem, se chegar mais gente teremos que dormi no chão. – Comentei baixinho, logo sinto ganhar um tapa em meu ombro do meu pai, fazendo-me soltar uma gargalhada baixa enquanto cumprimentava o amigo dele que me dava um abraço aperto.
– Eu me lembro quando você era pequena, dava um trabalho. – Só o que faltava, agora ter que ouvir esses papos de tias encalhadas.
– Ainda dá um trabalho, não imagina o quanto. – Meu pai comentou me dando um olhar repreendedor, aquele olhar que fala que se eu aprontar eu vou ficar sem poder dirigir o carro.
– Que isso, eu sou anjo. – Comentei com um sorriso falso, enquanto observava algumas pessoas nos olhar, acho que eles estavam curiosos ou bravos porque demoramos para chegar e eles não podiam comer nada.
E para piorar a situação, não tem ninguém da minha idade, só tem crianças espalhada por toda a casa, não que eu não goste de crianças, eu gosto, mas seria bom alguém da minha idade para conversar, eu acabei por ficar no meu canto ou lendo livro ou ouvindo musica, eu observava meu pai já estar arrependido de ir, porque ele sabia que eu poderia estar com meus amigos, mas agora não importava mais.
“Merda, porque todos os livros tem que ser tão clichê?” – Pensei enquanto lia o livro e xingava a moça indefesa.
Sou tirada da minha leitura com alguém puxando minha blusa, me fazendo olhar para o garotinho de provavelmente quatros anos, seus olhos estavam cheio de lagrimas, ele queria chorar e isso fez eu ficar extremamente confusa.
– O que aconteceu pequeno? – perguntei enquanto colocava o livro de lado e abaixava para ficar do seu tamanho.
– Titia, a nossa bola que estávamos brincando caiu na casa do vizinho. – Ele falava em um tom baixo, enquanto sua mão mexia na barra da sua camisa, ele estava com vergonha e isso me fez sorriso. – Tem como você ir pegar para a gente?
– Tem sim meu amor, pode deixar que eu pego. – Falei em um tom calmo.
– Mas toma cuidado, dizem que ele é um garoto revoltado. – Falou ele baixinho, enquanto apontava onde ficava a casa. – Dizem que ele mata pessoas e que ele joga praga em quem entra na casa.
Depois dizem que criança não exagera, pela mor, que imaginação é essa desse garoto, alguém fala para mãe dele que ele esta assistindo muito filme de terror.
– Ok, vou tomar cuidado. – Comentei soltando uma risada descontraída.
Vou andando em direção a casa enquanto observava as crianças correr para dentro, provavelmente assistir televisão, enquanto eu andava, cumprimentava algumas pessoas de longe que riam enquanto bebiam cerveja e comiam o churrasco que estavam fazendo, logo nenhum deles vão estar completamente sóbrio, até meus pais, que entram em uma onda de experimentar todas as bebidas que estão dando para eles. Depois de chegar onde ele tinha falado que era, começo a reparar na casa, era uma casa normal, típico de casa daquelas pessoas ricas e mimada, não parece morar nenhum psicopata.
“Mas hoje em dia qualquer um é psicopata” – Pensei enquanto soltava um suspiro e andava em direção a casa e olhava a procura do interfone, ao achar aperto e fico esperando alguém me atender, mas como eu sou azarada ninguém atende.
Merda, eu não vou ficar esperando até o doido chegar, vai que ele demora, olho para as luzes apagadas e acabo pensando “com certeza ele não esta em casa” tenho certeza que se eu entrar rapidinho ele não vai se importa, porque ele não vai saber.
– É rapidinho, a bola esta nos fundos. – Comentei comigo mesma, enquanto andava em direção ao portão e começava a subir nele para pular, agora agradeço todos os acampamentos que eu fui, com certeza se eu não ter futuro, eu posso pensar em roubar casas dos outros, ao reparar no que eu estava pensando, solto uma gargalhada baixa, sou uma idiota.
Depois de pular o portão vou para o fundo, andando rapidamente – correndo – em direção onde o pirralho falou que estava a bola, ao chegar lá pego a mesma e agradeço aos Deuses por não tem nenhum cachorro, amém, isso foi fácil, comentei enquanto andava de volta, estava distraída olhando meu tênis, acho que eu preciso lavar ele, ele esta bem sujo, enquanto andava acabo esbarrando em algo.
“Merda, merda, merda... Eu sabia que existia fantasma, não olha, não olha, não olha” – Pensei enquanto sentia meu coração bater forte e eu apertava a bola de futebol em minha mão, enquanto eu sentia uma presença e logo um perfume forte, pelo menos o fantasma passa perfume.
– Posso saber o que você esta fazendo aqui. – Falou uma voz rouca, aquelas vozes que faz seu corpo se arrepiar somente de ouvir.
Espera, fantasma não falam, viro meu rosto em direção a pessoa que estava em minha frente e abro a boca para falar algo, mas não sai nada, legal, agora eu perdi a voz? Será que esse é garoto que era psicopata? Pela mor, quem garoto é esse.
– Eu que devo perguntar, esta me perseguindo? – Perguntei enquanto eu gritava mentalmente como eu era burra, como ele estaria me perseguindo, eu que entrei na casa dele, mas que bosta, porque sempre quando eu estava nervosa eu falava coisas sem sentido.
– Sério mesmo que você esta me perguntando isso? Você esta invadido minha casa? – Ele falou me olhando nos olhos e fazendo eu observar seus belos olhos castanhos escuro, ele estava todo vestido de preto e parecia aqueles típicos garotos encrenqueiros, seu cabelo era castanho claro e ele tinha um piercing na sobrancelha deixando ele mais charmoso, mas espera, o que eu estou pensando, não lembra o que o garoto falou, não seja burra.
– Eu não estou invadindo sua casa, eu só entrei para pegar a bola. – Comentei enquanto reparava ele me analisar, igual eu tinha feito com ele. – Mas já estou de saída garoto psico... – Ao ouvir o que iria falar, faço uma careta e tento passar por ele, porem sinto o meu segurar meu braço, me fazendo esbouçar uma careta.
– Iria me chamar se psicopata? – Perguntou ele, seus transbordava raiva e os meus medo, porque ele poderia ser completamente sexy, mas vai que os boatos era verdade. – E como conseguiu entrar, essa casa é completamente segura.
– Não, eu iria te chamar de psicólogo. – Disse soltando um riso sem graça, enquanto ele abria um breve sorriso, provavelmente achando graça do que eu estava falando, merda, sou idiota. – Mas muitas pessoas te chamam de psicopata? E teria alguma verdade o que eles dizem?
– E se tivesse, você faria o que? – Perguntou ele se aproximando, enquanto eu dava um passo para trás, mas foi em vão, porque ele segurava meu braço ainda. – Não deveria acreditar em tudo o que dizem, gatinha.
– Eu não acredito mesmo é nas pessoas que me chamam de gatinha. – Dizia com uma careta, enquanto observava ele soltar uma gargalhada. – E eu não sou nenhum animal, gatinho. – Meu tom era sarcástico e isso fez ele abrir o mesmo sorriso de canto, um sorriso completamente sexy.
– Não deveria chamar os outros de psicopata, as vezes ele não pode gostar. – Seu tom era sério, enquanto ele olhava em meus olhos e isso fez eu reparar que o mesmo não tinha gostado e se sentido ofendido.
– Desculpa, eu não deveria ter te chamado assim. – Soltei um suspiro enquanto segurava a bola de futebol com somente uma mão. – Do mesmo modo que você já deveria ter me soltado, eu não sou uma ladra, somente vim pegar a bola para as crianças.
– Me desculpe. – O garoto de olhos castanho disse depois de ver o que estava fazendo e se afastou de mim, não precisava tanto, eu gosto de sentir o perfume dele, merda, o que eu estou pensando. – Mas me diz, como entrou aqui?
– Como acha que eu entrei? Pelo portão, isso é obviou. – Disse dando de ombro.
– Não é nada obviou garota. – Ele falou ficando com raiva e isso me fez querer soltar uma gargalhada, ele ficava mais bonito bravo. – O portão estava fechado.
– Isso somete mostra como sua casa não esta segura, eu construiria alguns muros ou colocaria uma câmera segurança, eu poderia ser uma ladra e não uma garota atrás de uma bola. – Disse piscando para ele, enquanto ia andando em direção ao portão. – Mas respondendo sua pergunta, eu pulei o portão.
– Eu não sei se fico surpreso por uma garota que tem cabelos loiros ser inteligente ou eu peço umas dicas para pular o portão dos outros para ir atrás de umas bolas de futebol também. – Falou ele rindo enquanto me seguia em direção ao portão. – Porque não me ensina uns truques? – Seu tom era malicioso e isso me fez esbouçar um breve sorriso.
– Epa, e aquele papo de não confiar em tudo que diz que você estava falando mesmo, hein? – Disse enquanto dava um soco de leve em seu ombro. – Eu não vou te ensinar nada, pela sua aparência você provavelmente vai querer é roubar a casa das pessoas. – Ao termina de falar solta uma gargalhada.
– Você é engraçada. – Falou ele distraído, enquanto fingia fazer carinho onde eu tinha batido. – E agressiva também, mas me diz, é agressiva na cama também? – Disse novamente com o mesmo tom, me fazendo revirar os olhos, idiota.
– Me diz, você é idiota assim todos os dias e minutos da sua vida? – Disse atacando a bola de futebol nele, enquanto eu suspirava. – Ok, eu não preciso ficar conversando com um estranho.
– Não precisamos ser estranho, gatinha. – Ele piscou para mim, enquanto se aproximava. – Podemos ser muito íntimos.
Como isso esta acontecendo mesmo? E porque eu dei tanta intimidade para esse garoto completamente sexy, quero dizer, babaca? Tudo bem que as pessoas estavam errada, ele parecia ser alguém completamente descontraído, ele era aquele típico agora que fingia que era malvado, mas quando conversava, se mostrava um palhaço de primeira, como dizem, as aparência enganam.
– Que tal me devolver a bola, para eu ir embora. – Revirei os olhos, enquanto olhava para ele com um sorriso de tédio no rosto.
– Não vou te entregar a bola até você me dizer seu nome. – Ele falou firme, enquanto voltava a dar aquele sorrisinho idiota dele. – Mas se não quiser me falar seu nome, pode me dar um beijo, eu aceito também.
– A única que vou te dar é um tapa se você não me der essa bola, quer tentar? – Perguntei.
– Uau, só quero dizer que as garotas bravas são as minhas preferidas. – Ele ria mais, porem logo ficou sério e abrir um sorriso meigo, algo que não tinha visto desde nossa conversa de alguns minutos. – Vou parar agora... Meu nome é Bryan. – Falou ele me estendendo a mão.
– Prazer em conhecê-lo, Bryan. – Falei fingindo que iria apertar sua mão, porem pegava a bola que ele segurava com a outra. – E meu nome não te interessa. – Ao terminar de falar, vou andando para o portão que estava aberto.
– Não vai falar seu nome mesmo? – Bryan disse pegando em meu braço novamente e isso me fez soltar um suspiro.
– Não, eu posso fazer o que bem quiser, e eu não quero falar meu nome, agora me solta, serio, eu preciso ir. – Falei enquanto tentava desviar meus olhos dos belos olhos castanhos e do seu cheiro que estava me deixando confusa.
– Isso é sua culpa, não me venha depois falar ao contrario. – Ele disse me deixando confusa, enquanto ele se aproximava mais, fazendo seu corpo colocar ao meu e isso me fez ficar em alerta, mas meu corpo era traidor e não queria se mover. – Eu disse que sairia somente se me disse seu nome ou um beijo, já que você escolheu não me falar seu nome, então você quer um beijo. – Falou com uma voz sexy, rouca e completamente viciante.
Depois de falar, sinto seus lábios pressionando os mesmo, me fazendo soltar um suspiro surpreso, enquanto eu sentia um gosto de hortelã e cigarro, ele mordiscou de um modo lento e ansioso meus lábios, enquanto sua mão ia em direção a minha bochecha e fazia um carinho lento, me acordando do transe que eu me encontrava, eu queria não retribuir, mas nesse momento eu não tinha consciência de nada, somente que agora meu gosto preferido seria hortelã e cigarro, solto um suspiro e retribuiu o beijo, logo colocando minha mão em seu cabelo e puxo ele para mais perto, a bola que estava em minha agora estava no chão e somente sinto meu corpo se chocando contra o portão, a única coisa que penso nesse momento é que ele sabe o que esta fazendo e esse foi um dos melhores beijos que eu dei, era completamente voraz e estava me deixando nas alturas.
– Uau, isso foi... – Comentei com uma voz rouca, enquanto olhava para ele que estava com um sorriso bobo.
– Foi incrível. – Ele comentou enquanto me dava um selinho e isso me fez soltar uma gargalhada. – Porque esta rindo?
– Dessa sua cara de idiota Bryan. – Falei dando de ombros, enquanto minha mão passava por sua bochecha, com um carinho leve. – Meu nome é Jane – Ao dizer isso, pego a bola e vou em direção a casa para dar para as crianças brincarem, enquanto eu ouvia o grito dele no fundo.
– Me encontra aqui as oito, vamos dar uma volta. – Falou ele enquanto eu saia.
A única coisa que eu sei é que estou completamente fodida e não pensei que meu pai estaria certo, no final das contas eu gostei de vir para cá e acho que esses dias vão ser divertidos e finalmente eu posso dizer que esse ano pelo menos algo diferente aconteceu, mas também me fez me perguntar em quando eu comecei a deixar um estranho me beijarem.
“Um estranho completamente bonito e sexy” – Pensei esbouçando um sorriso malicioso, acho que preciso falar com minhas amigas.
Estão todos animados porque vai chegar a ultima festa de fim do ano, todos perguntando o que iram fazer e eu somente estou pensando em como eu tive um ano de merda, eu não fiz nada que eu pudesse dizer – esse ano foi incrível – pelo menos eu pude ler vários livros e colocar minhas séries em dia. Mas estou eu aqui agora arrumando minhas roupas para colocar na mala e estou xingando todos os antepassado da minha família, ele resolveram de ultimar hora passar o ano novo na casa de um amigo do meu pai, dá para acreditar nisso, tem como piorar? Ficar em um lugar onde você não conhece ninguém? Eu sou a única que as vezes tem preguiça de fazer amizade?
– Vamos filha, quero chegar cedo para aproveitar a piscina. – Falou meu pai na porta do meu quarto tentando me apressar, serio, ele é tarado por piscina, esta completamente comprovado.
– Claro.... Como se uma piscina vai fazer ficar legal, eu provavelmente nem vou entrar na piscina, vou preferir ficar lendo um dos três livros que eu estou levando. – Comentei baixinho, para ele não ouvir, porque se ele ouvisse, ele iria fazer um show e muitos deles é falando como eu não gosto de me divertir.
Mas convenhamos, quem consegue se soltar em um lugar que não conhece ninguém? Só ele e minha mãe, porque eu não consigo me sentir completamente solta com alguém que conheço em um dia, pego minha mala e fecho ela rapidamente e vou levando ela para o carro, estava um pouco pesada, mas provavelmente era por causa dos livros.
– Estão prontos para se divertir? Porque eu estou sim. – Meu pai falou quando todos entramos no carro, solto um suspiro e coloco meus fones de ouvido, agora é a hora que eu ignoro tudo e fico vendo as paisagem que estão passando pela janela.
XXX
Depois de horas dentro do carro, eu estava com minha bunda doendo, minha paciência esgotada, minha perna dormente e me arrependendo de não ter ficado em casa sozinha, espera, eu tentei, mas como meu pai disse “é perigoso e você não tem idade para isso” mas que perda, eu sou maior de idade, quando vou ter tempo para isso, quando tiver 30 anos? Mas nesse momento a única coisa que eu quero é sair desse carro e respirar um pouco de ar, estou me sentindo sufocada.
– Estamos chegando, pelo menos é o que diz o GPS. – Meu pai comentou animado enquanto soltava uma risada.
– O mesmo GPS que nos fez pagar dois pedágios que não precisaríamos se não estivesse seguindo ele? – Perguntei em um tom sarcástico, enquanto soltava um suspiro.
– Filha, não seja tão chata assim e isso acontece. – Respondeu meu pai, enquanto minha mãe somente observava.
– Claro, mas com esse dinheiro que você gastou poderíamos ter comprado algo importante. – Retruquei enquanto procurava uma musica para colocar para tocar. – Mas você preferiu confiar nessa merda de GPS do que perguntar para alguém que poderia explicar como chegávamos na avenida.
– Já vão começar né? – Perguntou minha mãe, ela sempre apartava a briga, acho que eu fui adotada, não puxei nenhum lado deles, eu sou explosiva, eles são tranquilo demais.
– Você vai amar, eu tenho certeza Jane. – Ele falou, enquanto eu apenas concordava, vamos ver.
Eu não iria brigar, pelo menos não agora, depois de alguns minutos ele para na frende de um portão, todo lugar era cercado por puros, então não dava para ver como era lá dentro, mas eu estava feliz, se chegamos eu não precisaria ficar mais sentada. Ele logo já foi ligando para o amigo dele, enquanto esperávamos no carro, depois de alguns segundos o portão é aberto e eu solto um suspiro, merda, tem como voltar no tempo? Aquela casa estava lotada, tinha pessoas saindo por todos os cantos, será que ele chamou todos os vizinhos?
– Eu nãos sabia que estaria tão lotada assim. – Comentou ele depois de estacionar o carro lá dentro, enquanto eu revirava os olhos, merda.
– Ei, até que fim você chegou, só estava faltando você para a festa começar. – Disse o amigo do meu pai enquanto abraçava-o, eu e minha mãe saímos do carro também. – Fiz todos esperar para comermos junto.
– Ainda bem, se chegar mais gente teremos que dormi no chão. – Comentei baixinho, logo sinto ganhar um tapa em meu ombro do meu pai, fazendo-me soltar uma gargalhada baixa enquanto cumprimentava o amigo dele que me dava um abraço aperto.
– Eu me lembro quando você era pequena, dava um trabalho. – Só o que faltava, agora ter que ouvir esses papos de tias encalhadas.
– Ainda dá um trabalho, não imagina o quanto. – Meu pai comentou me dando um olhar repreendedor, aquele olhar que fala que se eu aprontar eu vou ficar sem poder dirigir o carro.
– Que isso, eu sou anjo. – Comentei com um sorriso falso, enquanto observava algumas pessoas nos olhar, acho que eles estavam curiosos ou bravos porque demoramos para chegar e eles não podiam comer nada.
E para piorar a situação, não tem ninguém da minha idade, só tem crianças espalhada por toda a casa, não que eu não goste de crianças, eu gosto, mas seria bom alguém da minha idade para conversar, eu acabei por ficar no meu canto ou lendo livro ou ouvindo musica, eu observava meu pai já estar arrependido de ir, porque ele sabia que eu poderia estar com meus amigos, mas agora não importava mais.
“Merda, porque todos os livros tem que ser tão clichê?” – Pensei enquanto lia o livro e xingava a moça indefesa.
Sou tirada da minha leitura com alguém puxando minha blusa, me fazendo olhar para o garotinho de provavelmente quatros anos, seus olhos estavam cheio de lagrimas, ele queria chorar e isso fez eu ficar extremamente confusa.
– O que aconteceu pequeno? – perguntei enquanto colocava o livro de lado e abaixava para ficar do seu tamanho.
– Titia, a nossa bola que estávamos brincando caiu na casa do vizinho. – Ele falava em um tom baixo, enquanto sua mão mexia na barra da sua camisa, ele estava com vergonha e isso me fez sorriso. – Tem como você ir pegar para a gente?
– Tem sim meu amor, pode deixar que eu pego. – Falei em um tom calmo.
– Mas toma cuidado, dizem que ele é um garoto revoltado. – Falou ele baixinho, enquanto apontava onde ficava a casa. – Dizem que ele mata pessoas e que ele joga praga em quem entra na casa.
Depois dizem que criança não exagera, pela mor, que imaginação é essa desse garoto, alguém fala para mãe dele que ele esta assistindo muito filme de terror.
– Ok, vou tomar cuidado. – Comentei soltando uma risada descontraída.
Vou andando em direção a casa enquanto observava as crianças correr para dentro, provavelmente assistir televisão, enquanto eu andava, cumprimentava algumas pessoas de longe que riam enquanto bebiam cerveja e comiam o churrasco que estavam fazendo, logo nenhum deles vão estar completamente sóbrio, até meus pais, que entram em uma onda de experimentar todas as bebidas que estão dando para eles. Depois de chegar onde ele tinha falado que era, começo a reparar na casa, era uma casa normal, típico de casa daquelas pessoas ricas e mimada, não parece morar nenhum psicopata.
“Mas hoje em dia qualquer um é psicopata” – Pensei enquanto soltava um suspiro e andava em direção a casa e olhava a procura do interfone, ao achar aperto e fico esperando alguém me atender, mas como eu sou azarada ninguém atende.
Merda, eu não vou ficar esperando até o doido chegar, vai que ele demora, olho para as luzes apagadas e acabo pensando “com certeza ele não esta em casa” tenho certeza que se eu entrar rapidinho ele não vai se importa, porque ele não vai saber.
– É rapidinho, a bola esta nos fundos. – Comentei comigo mesma, enquanto andava em direção ao portão e começava a subir nele para pular, agora agradeço todos os acampamentos que eu fui, com certeza se eu não ter futuro, eu posso pensar em roubar casas dos outros, ao reparar no que eu estava pensando, solto uma gargalhada baixa, sou uma idiota.
Depois de pular o portão vou para o fundo, andando rapidamente – correndo – em direção onde o pirralho falou que estava a bola, ao chegar lá pego a mesma e agradeço aos Deuses por não tem nenhum cachorro, amém, isso foi fácil, comentei enquanto andava de volta, estava distraída olhando meu tênis, acho que eu preciso lavar ele, ele esta bem sujo, enquanto andava acabo esbarrando em algo.
“Merda, merda, merda... Eu sabia que existia fantasma, não olha, não olha, não olha” – Pensei enquanto sentia meu coração bater forte e eu apertava a bola de futebol em minha mão, enquanto eu sentia uma presença e logo um perfume forte, pelo menos o fantasma passa perfume.
– Posso saber o que você esta fazendo aqui. – Falou uma voz rouca, aquelas vozes que faz seu corpo se arrepiar somente de ouvir.
Espera, fantasma não falam, viro meu rosto em direção a pessoa que estava em minha frente e abro a boca para falar algo, mas não sai nada, legal, agora eu perdi a voz? Será que esse é garoto que era psicopata? Pela mor, quem garoto é esse.
– Eu que devo perguntar, esta me perseguindo? – Perguntei enquanto eu gritava mentalmente como eu era burra, como ele estaria me perseguindo, eu que entrei na casa dele, mas que bosta, porque sempre quando eu estava nervosa eu falava coisas sem sentido.
– Sério mesmo que você esta me perguntando isso? Você esta invadido minha casa? – Ele falou me olhando nos olhos e fazendo eu observar seus belos olhos castanhos escuro, ele estava todo vestido de preto e parecia aqueles típicos garotos encrenqueiros, seu cabelo era castanho claro e ele tinha um piercing na sobrancelha deixando ele mais charmoso, mas espera, o que eu estou pensando, não lembra o que o garoto falou, não seja burra.
– Eu não estou invadindo sua casa, eu só entrei para pegar a bola. – Comentei enquanto reparava ele me analisar, igual eu tinha feito com ele. – Mas já estou de saída garoto psico... – Ao ouvir o que iria falar, faço uma careta e tento passar por ele, porem sinto o meu segurar meu braço, me fazendo esbouçar uma careta.
– Iria me chamar se psicopata? – Perguntou ele, seus transbordava raiva e os meus medo, porque ele poderia ser completamente sexy, mas vai que os boatos era verdade. – E como conseguiu entrar, essa casa é completamente segura.
– Não, eu iria te chamar de psicólogo. – Disse soltando um riso sem graça, enquanto ele abria um breve sorriso, provavelmente achando graça do que eu estava falando, merda, sou idiota. – Mas muitas pessoas te chamam de psicopata? E teria alguma verdade o que eles dizem?
– E se tivesse, você faria o que? – Perguntou ele se aproximando, enquanto eu dava um passo para trás, mas foi em vão, porque ele segurava meu braço ainda. – Não deveria acreditar em tudo o que dizem, gatinha.
– Eu não acredito mesmo é nas pessoas que me chamam de gatinha. – Dizia com uma careta, enquanto observava ele soltar uma gargalhada. – E eu não sou nenhum animal, gatinho. – Meu tom era sarcástico e isso fez ele abrir o mesmo sorriso de canto, um sorriso completamente sexy.
– Não deveria chamar os outros de psicopata, as vezes ele não pode gostar. – Seu tom era sério, enquanto ele olhava em meus olhos e isso fez eu reparar que o mesmo não tinha gostado e se sentido ofendido.
– Desculpa, eu não deveria ter te chamado assim. – Soltei um suspiro enquanto segurava a bola de futebol com somente uma mão. – Do mesmo modo que você já deveria ter me soltado, eu não sou uma ladra, somente vim pegar a bola para as crianças.
– Me desculpe. – O garoto de olhos castanho disse depois de ver o que estava fazendo e se afastou de mim, não precisava tanto, eu gosto de sentir o perfume dele, merda, o que eu estou pensando. – Mas me diz, como entrou aqui?
– Como acha que eu entrei? Pelo portão, isso é obviou. – Disse dando de ombro.
– Não é nada obviou garota. – Ele falou ficando com raiva e isso me fez querer soltar uma gargalhada, ele ficava mais bonito bravo. – O portão estava fechado.
– Isso somete mostra como sua casa não esta segura, eu construiria alguns muros ou colocaria uma câmera segurança, eu poderia ser uma ladra e não uma garota atrás de uma bola. – Disse piscando para ele, enquanto ia andando em direção ao portão. – Mas respondendo sua pergunta, eu pulei o portão.
– Eu não sei se fico surpreso por uma garota que tem cabelos loiros ser inteligente ou eu peço umas dicas para pular o portão dos outros para ir atrás de umas bolas de futebol também. – Falou ele rindo enquanto me seguia em direção ao portão. – Porque não me ensina uns truques? – Seu tom era malicioso e isso me fez esbouçar um breve sorriso.
– Epa, e aquele papo de não confiar em tudo que diz que você estava falando mesmo, hein? – Disse enquanto dava um soco de leve em seu ombro. – Eu não vou te ensinar nada, pela sua aparência você provavelmente vai querer é roubar a casa das pessoas. – Ao termina de falar solta uma gargalhada.
– Você é engraçada. – Falou ele distraído, enquanto fingia fazer carinho onde eu tinha batido. – E agressiva também, mas me diz, é agressiva na cama também? – Disse novamente com o mesmo tom, me fazendo revirar os olhos, idiota.
– Me diz, você é idiota assim todos os dias e minutos da sua vida? – Disse atacando a bola de futebol nele, enquanto eu suspirava. – Ok, eu não preciso ficar conversando com um estranho.
– Não precisamos ser estranho, gatinha. – Ele piscou para mim, enquanto se aproximava. – Podemos ser muito íntimos.
Como isso esta acontecendo mesmo? E porque eu dei tanta intimidade para esse garoto completamente sexy, quero dizer, babaca? Tudo bem que as pessoas estavam errada, ele parecia ser alguém completamente descontraído, ele era aquele típico agora que fingia que era malvado, mas quando conversava, se mostrava um palhaço de primeira, como dizem, as aparência enganam.
– Que tal me devolver a bola, para eu ir embora. – Revirei os olhos, enquanto olhava para ele com um sorriso de tédio no rosto.
– Não vou te entregar a bola até você me dizer seu nome. – Ele falou firme, enquanto voltava a dar aquele sorrisinho idiota dele. – Mas se não quiser me falar seu nome, pode me dar um beijo, eu aceito também.
– A única que vou te dar é um tapa se você não me der essa bola, quer tentar? – Perguntei.
– Uau, só quero dizer que as garotas bravas são as minhas preferidas. – Ele ria mais, porem logo ficou sério e abrir um sorriso meigo, algo que não tinha visto desde nossa conversa de alguns minutos. – Vou parar agora... Meu nome é Bryan. – Falou ele me estendendo a mão.
– Prazer em conhecê-lo, Bryan. – Falei fingindo que iria apertar sua mão, porem pegava a bola que ele segurava com a outra. – E meu nome não te interessa. – Ao terminar de falar, vou andando para o portão que estava aberto.
– Não vai falar seu nome mesmo? – Bryan disse pegando em meu braço novamente e isso me fez soltar um suspiro.
– Não, eu posso fazer o que bem quiser, e eu não quero falar meu nome, agora me solta, serio, eu preciso ir. – Falei enquanto tentava desviar meus olhos dos belos olhos castanhos e do seu cheiro que estava me deixando confusa.
– Isso é sua culpa, não me venha depois falar ao contrario. – Ele disse me deixando confusa, enquanto ele se aproximava mais, fazendo seu corpo colocar ao meu e isso me fez ficar em alerta, mas meu corpo era traidor e não queria se mover. – Eu disse que sairia somente se me disse seu nome ou um beijo, já que você escolheu não me falar seu nome, então você quer um beijo. – Falou com uma voz sexy, rouca e completamente viciante.
Depois de falar, sinto seus lábios pressionando os mesmo, me fazendo soltar um suspiro surpreso, enquanto eu sentia um gosto de hortelã e cigarro, ele mordiscou de um modo lento e ansioso meus lábios, enquanto sua mão ia em direção a minha bochecha e fazia um carinho lento, me acordando do transe que eu me encontrava, eu queria não retribuir, mas nesse momento eu não tinha consciência de nada, somente que agora meu gosto preferido seria hortelã e cigarro, solto um suspiro e retribuiu o beijo, logo colocando minha mão em seu cabelo e puxo ele para mais perto, a bola que estava em minha agora estava no chão e somente sinto meu corpo se chocando contra o portão, a única coisa que penso nesse momento é que ele sabe o que esta fazendo e esse foi um dos melhores beijos que eu dei, era completamente voraz e estava me deixando nas alturas.
– Uau, isso foi... – Comentei com uma voz rouca, enquanto olhava para ele que estava com um sorriso bobo.
– Foi incrível. – Ele comentou enquanto me dava um selinho e isso me fez soltar uma gargalhada. – Porque esta rindo?
– Dessa sua cara de idiota Bryan. – Falei dando de ombros, enquanto minha mão passava por sua bochecha, com um carinho leve. – Meu nome é Jane – Ao dizer isso, pego a bola e vou em direção a casa para dar para as crianças brincarem, enquanto eu ouvia o grito dele no fundo.
– Me encontra aqui as oito, vamos dar uma volta. – Falou ele enquanto eu saia.
A única coisa que eu sei é que estou completamente fodida e não pensei que meu pai estaria certo, no final das contas eu gostei de vir para cá e acho que esses dias vão ser divertidos e finalmente eu posso dizer que esse ano pelo menos algo diferente aconteceu, mas também me fez me perguntar em quando eu comecei a deixar um estranho me beijarem.
“Um estranho completamente bonito e sexy” – Pensei esbouçando um sorriso malicioso, acho que preciso falar com minhas amigas.
Fale com o autor