- Estranha Obsessão -

27 Da diversão ao pesadelo


Da diversão ao pesadelo


Nunca em sua vida sexo tinha sido tão bom pensou Victor se arrumando as pressas e olhando ao redor, procurando para ver se alguém tinha presenciado, só de pensar nisso ficava excitado mas ao mesmo tempo ele ficaria puto de alguém ver ela nua.



Ou essa mulher era feita para isso, ou ela tinha algum tipo de magia, porque seu corpo estava viciado nela, não se recordava de trepar tanto em sua vida, apesar de gostar muito, para ele sexo sempre foi algo básico, para satisfazer sua necessidade, mas agora era muito mais que isso, ele ainda não saberia explicar com todas as palavras, mas ele sentia que precisava sentir ela, a presença dela, o calor dela, o fogo dela, exclusivamente ela.



Notou que havia várias mulheres bonitas na excursão, e muitas tinha dado em cima dele, mas elas perto dessa mulher pareciam sem graça ou sem vida, isso tinha o irritado, mas não ao ponto de procura-las para provar que isso tudo era um erro ou bobagem. Ele sabia que a hora que quisesse alguém além de Aline, ele teria sem nenhum problema bastava a mulher ser bonita.



Já tinha deitado com muitas mulheres, já tinha perdido a conta se fosse analisar, loiras, morenas, ruivas, todas muito esbeltas e dentro do padrão que ele se excitava porém nunca desejou mais que uma transa ou mais de uma vez, no final sempre comprava algo para agrada-las e se despedia como se nada nunca tivesse ocorrido, ou dependendo da situação nem se dava ao trabalho.


Então por que bastava ambos estarem no mesmo ambiente que seu pau ficasse latejando de desejo e vontade de tê-la em seus braços?

Isso o incomodava mas sabia que iria se cansar dela com o tempo! Nada é eterno. Quando se cansasse ia poder voltar a sua vida controlada e feliz.

Pensando nisso ele não se recordava de rir tanto como andava fazendo, de por um momento ser um homem normal.

Tudo estava sendo para ele uma nova experiência, notava também que Aline estava mais linda, corada, sorridente e sua beleza era para ele como um farol, ele até pouco tempo estava perdido, com ela se sentia ter encontrado um significado em sua vida.

De alguma forma essa mulher pensou agora vendo ela tentando pegar sua calcinha que no auge da excitação ele rasgou.

Essa mulher era para ele um mistério, em uma hora era sexy, quente em outra parecia uma menina, tímida, sem graça, ele não iria deixar passar essa oportunidade, precisava antes de dar um ano descobrir todos seus segredos, sonhos, planos, desejos. Até que ele se cansaria e a deixaria ir embora, por que precisava se preocupar? Quantos relacionamentos nos tempos atuais aturavam? E ainda mais um entre uma mulher que se vendia?

Porque por mais que ele gostasse dela, desejasse ela, Aline era nada mais do que sua putinha.

Pensando nisso sentiu seu coração pesar, não gostava de pensar nela assim, fora do sexo.

Ela era mais que isso, estava mesmo que inconscientemente sempre preocupada com ele, ele notava suas ações e seu modo para tentar sempre agradar ele em tudo que fazia.

Apesar de seu gênio forte, se surpreendia em ver que ela se preocupava com ele e sempre estava tentando anima-lo, coisa que sempre achou difícil alguém conseguir.


Pensando em tudo isso sentiu ela se aproximar e tocar seu braço.

A segurando saíram como se ali nunca tivesse ocorrido nada, ainda a podia ver desarrumada e meia vermelha, seu pau se agitando com a visão, isso o fez ficar irritado, assim onde ia parar?

Ele estava em sérios problemas e a culpada era a mulher em seus braços.





Aline estava ansiosa ambos tomaram banho juntos e ficaram quase à tarde toda na cama, mesmo com tantas locais que pudessem ir, de alguma forma ambos só queria isso, ficar juntos.



Tinha perdido a conta de quanto se beijaram, riram e falaram, tinha se divertido muito quanto Victor tentava desajeitadamente fazer uma trança em seus cabelos.

Pareciam ambos crianças e ela estava amando isso, estava aproveitando cada momento, sabia que ele nem sempre seria assim, para ela era como conhecer outra pessoa.

O homem que sempre foi frio, direto e distante estava pela primeira vez se abrindo aos poucos a ela, e também sabendo um pouco de sua vida, infância apesar que eram coisas que jamais o comprometeriam, mesmo assim não teve coragem de contar muito sobre si, ou sua família.


Nada poderia ser mais perfeito, isso era o paraíso, estar com ele.


– Victor falei meia sonolenta, está na hora de descermos, a competição começará em uns quarenta minutos, é tempo de nos arrumarmos e descer. Falei já tentando me levantar, mas antes de conseguisse Victor me segurou e falou.

– Deixa essa competição idiota, podemos ficar aqui e eu posso te mostrar no que eu sou realmente bom, disse apalpando meu seios e puxando a trança que ele fez e já estava desmanchando.

Gemendo de dor e brava, xinguei ele rindo e falando que promessa era promessa, ele tinha que cumprir.

Mal humorado, mas sorrindo Victor se levantou e começou a se vestir, o mesmo eu fazendo.


Ia ser uma noite especial, pelo que pode saber por outros empregados, essa competição tinha várias surpresas e já existia a muitos anos.

Peguei meu vestido vermelho, ele colava um pouco mais no corpo do que os outros, mas era lindo e ao dançar com ele moldaria perfeitamente, desmanchando as tranças penteei meus cabelos e resolvi que um rabo de cavalo seria melhor e mais prático, ainda me arrumando peguei os brincos para usar mas antes que pudesse por, Victor veio em minha direção e me entregou uma caixa de presente.

Surpresa e ao mesmo tempo feliz, abri e não tinha palavras para descrever a beleza que era aqueles brincos, como se Victor soubesse o que iria usar hoje, os brincos era na cor rubi e com leves pedrinhas pretas, possuía um brilho suave sem ser chamativo.

Ainda olhando os brincos pedi para ele colocar em mim, quando senti suas mãos, não resisti falar.

– Eu amo quando você coloca em mim, amo sentir suas mãos assim.

Victor sorrindo aproveitou massagear sua orelha e admirar sua beleza no espelho, sem que percebesse suas mãos foram ao redor de sua garganta e ali posou, sentiu sua pulsação e sua agitação ao seu toque.

Estava deslumbrante, não via a hora de poder dançar com ela e sentir seu corpo colado ao seu.

Se por um lado Aline estava de vermelho hoje, Victor estava de preto num estilo black tie, todos foram informados que deveria estar de traje social, ele já estava acostumado, mas até isso foi novidade quando sentiu as mãos da Aline arrumando e ajeitando tudo para ele, em vários momentos ambos paravam e ficavam se olhando, admirando cada detalhe.

Como se isso fosse algo novo e especial.


E foi assim que desceram, assim que entraram foram atendidos e muito bem recepcionados, deveria ter ali por volta de uns doze casais fora eles.

Tinha mais do que ele imaginou, viu também novas pessoas que não tinha visto no primeiro dia e não pode deixar de notar que alguns homens olharem para sua mulher, realmente ela estava linda e chamativa, notou em especial um homem a observando detalhadamente e não gostou do modo que a encarava.

Quando esse viu que Victor tinha percebido apenas levantou sua taça brindando e sorrindo.

Victor apenas o encarou, levantando sua sobrancelhas e levando Aline a parte feminina, agora tinha percebido que estavam separados os casais.

Antes de voltar ao seu lugar, foi até Oliver e falou que queria saber quem era o homem, mostrando discretamente a pessoa, sentiu que Oliver não gostou mas quando disse que ele era gentil com quem o servisse apenas balançou a cabeça falando que conseguiria os dados necessários, não pode pensar em mais nada pois estava começando a apresentação da abertura.


Hoje é uma noite muito especial disse o gerente do hotel que se chamava Carlos, estamos muito felizes de ver tantos casais lindo presentes, ver o quanto o amor está no ar disse sorridente.

E esse é nosso presente a vocês, mostrar o quanto o amor é belo e o quanto vocês podem ser felizes juntos.

Ouviu-se uns assobios e algumas pessoas rindo, inclusive Aline, que estava achando graça do modo que o gerente falava.



Mesmo distraída percebeu que estava sendo observada constantemente por um homem, ele era bonito tinha que admitir, deveria ter seus quarenta anos de idade, parecia ser muito rico, pelas suas roupas e também por seu estilo, quando ele viu que ela o olhou, sorriu e piscou a deixando incomodada e ao mesmo tempo sem graça.



Ainda surpresa com o que ele fez olhou em direção ao Victor e viu que ele estava olhando tudo, ele tinha visto o que tinha ocorrido.



Merda, pensou.


Por que sempre algo tinha que ocorrer para atrapalhar a gente?

Foi quando notou que Carlos estava ainda falando.


Como dissemos hoje é uma noite muito especial, o objetivo dessa competição não é ter vencedores, mas fazer com que vocês se conheçam mais, se divirtam e percebam o quanto momentos assim são importante em nossas vidas.



A primeira prova de hoje será a dança disse e ao mesmo tempo fomos guiados ao salão que era gigantesco e belo.



Lembre-se o mais importante é divertirem-se por isso se soltem, disse e logo a música começou a tocar



Quando percebi estava nos braços de Victor, era uma música muito lenta e todos os casais lentamente dançavam colocados um ao outro, em nosso caso não foi diferente.


Senti Victor duro, estava ainda estressado pelo que presenciou, cansada da situação ainda dançando toquei seu rosto com uma mão e falei.


– Só você me importa, eu não quero saber de mais ninguém, eu preciso apenas de você.



Victor agora me olhando falou tenso.



– Você é tão linda que acaba sempre fazendo algum homem se encantar por você... Como vou conseguir não acabar com eles Aline?



– Eu tenho medo do que eu faria se algum tentasse algo com você.



Abraçando ele mais forte não pude deixar de tranquiliza-lo que nada ocorreu ou ocorreria, mas ainda assim abraçada com ele vi o mesmo homem olhando para mim, ele não tirava os olhos de mim, fiquei tensa e virei meus olhos de sua vista, não antes de perceber que ele sorria, parecendo feliz com a situação.



Não tivemos muito tempo para pensar em algo, pois a musica que antes era calma, se tornou agitada fazendo com que todos agora dançassem ao seu modo, tudo tinha virado uma bagunça eu não conseguia deixar de rir, em ver Victor todo arrumado tentando dançar um estilo mais solto e rápido.



Não resistindo e mais curiosa, olhei ao redor e comecei a rir, de fato não era uma competição mas apenas para fazer os casais se sentirem mais livres , brincalhões e entrarem no clima da viagem, antes todos estavam tensos para vencer, agora estavam atrapalhados e sem saber como reagir.



Victor a todo momento tentava seu melhor, ainda querendo vencer, apesar de estar chateado.



Ele não tinha jeito pensei olhando para ele e rindo, o pegando de surpresa toquei suas mãos e girei meu corpo dando uma volta e quase o fazendo cair, ele irritado e ao mesmo tempo entendendo agora que todo mundo estava apenas curtindo começou a brincar e a me guiar a seu modo como bem entendesse.


Agora todos riam e estavam se divertindo, quando terminamos aplaudimos e o ambiente antes serio agora era risonho e agradável.

Ainda nesse clima antes da nossa próxima prova tivemos um comediante contanto algumas piadas que não achei tão engraçadaça, mas Victor estava rindo agora me fazendo o olhar admirando-o, todas piadas eram sobre casais.

Já mais relaxados e todos mais calmos, antes de começar a próxima prova, decidi ir ao banheiro, Victor distraído e concentrado agora no comediante, começou a sair comigo, mas eu disse que voltaria rápido ele não precisava se preocupar.


Fui o mais rápido que pude, não queria chegar atrasada, mas antes de chegar ao banheiro, fui impedida sendo agarrada e empurrada para a parede.



Assustada mas achando que era Victor, ri e comecei a beija-lo de olhos fechados, quando senti seus lábios sobre os meus percebi na hora que não se tratava de Victor, paralisei e tentei empurrar a pessoa o mais longe possível, mas nada consegui, assustada abri meus olhos e dei de cara com o mesmo homem de antes.



– O que pensa que esta fazendo? Gritei alterada

– Esta louco?

– Me solte ou eu vou gritar e você vai se arrepender! Disse Alterada.



Para o meu desespero ele apenas riu e disse, Grite.



– Vamos, grite e faça escândalo e amanhã mesmo, eu colocarei o vídeo que tenho de vocês juntos fazendo sexo na mídia, o que vai ser da imagem dele em? Tão poderoso e tão exposto?

Eu tremia, não sabia o que fazer.



Seja quem ele fosse sabia, quem era Victor e estava usando isso como isca.


– O que você quer? Perguntei já sentindo enjoo.

Ele mais uma vez me beijou e me apalpando disse.

– Só quero uma transa baby, e você pode ficar com o vídeo para você e ninguém precisa se machucar.

– Eu te enviarei o local e a hora para nos encontrar, conte a ele e eu juro que farei você pagar.


Saiu me deixando a tremer e sem perceber corri para o banheiro e vomitei, não sabia o que fazer, minhas pernas estavam bambas, já tinha me deitado com homens que não me agradavam, não seria a primeira vez, mas por que dessa vez isso me fazia me sentir suja?



Eu não tinha medo por mim, mas sabia que a imagem dele era muito importante, se isso fosse a mídia a situação ficaria complicada, mesmo não querendo talvez a melhor alternativa era deitar com aquele porco e ninguém nunca precisaria saber disso.



Eu não conseguiria voltar a festa, estava cansada, tinha vontade de chorar, e não sabia ao certo o que fazer.



Quando foi que tinha se tornado tão fraca?


Sim, estava fraca. Ela tinha medo dele descobrir, e nunca a perdoar por isso, tinha medo por causa desse acontecimento ele se afastar de vez, e não ter mais ele ao seu lado.

E ela se odiava por isso, estava se tornando fraca, ela não podia mais continuar assim!

Essa não era a menina que tinha jurado, nunca confiar alguém! Onde estava ela?

Tinha que se colocar em seu lugar e nunca mais se iludir, era um jogo.

A quem estava enganando? Se continuasse assim ia se apaixonar se já não o estivesse, triste se encostei na porta do banheiro e não saberia dizer por quanto tempo fiquei assim, até que ela viu ele entrar e a tirar dali.

Eu não resisti e perguntei agora mais calma.


– Por que tem que ser tão difícil? Por que viver tem que ser tão difícil?



Victor tentou me abraçar, mas eu não queria seu toque, eu pedi para ir ao nosso quarto e ao entrar no banheiro me lavei, não queria sentir o toque daquele homem, eu queria pela primeira vez esquecer tudo.



Esse acontecimento me fez entender que eu estava diferente, a Aline de antes teria aceitado na boa transar com o miserável e fingir que isso nunca ocorreu, a de agora queria ser fiel e isso era algo perigoso.



Victor não estava no quarto quando voltei do banho, mas assim que chegou novamente, ela viu ele guardar um papel em sua gaveta, logo após isso começou a olha-la e falar.



– O que aconteceu? Sei que algo não está bem, eu te conheço.



Irritada e com raiva dele dizer isso falou.

– Me conhece? Você não sabe nada de mim!

– Você não imagina o que já tive que passar em minha vida!

– Você é só uma transa, falei agora com raiva desse fato.



Victor alterado, pegou sua mão e a empurrou até ele, ele não gostava de vê-la assim, ele não gostava de ver ela tão alterada e machucada.



Então me conte Aline.

– Me mostre quem é a verdadeira Aline.



– Me conte o que te incomoda, o que te causa medo, seu passado, seu desejo.

– Eu quero saber de você, mais do que você imagina, disse olhando em seus olhos e a puxando para um abraço.


Mas pela primeira vez foi empurrado e isso causou-lhe dor, o que o surpreendeu.



– Eu não confio em você! Está me ouvindo?

– Você é como todos eles, quando cansar vai me mandar embora, vai simplesmente desfazer de mim, a quem quer enganar Victor? A mim ou a você?



– Pare de me tratar como especial! Gritei


– Para de me confundir!

– Você está me deixando louca seu miserável.


E foi a última coisa que pode lhe dizer pois Victor saiu a deixando ela chorando sozinha, e ao ele sair era o mesmo que ter confirmado tudo o que ela sabia, era apenas um jogo, ele jamais a viu alem de sexo.

Aline jurou a si mesma que não ia mais se entregar tanto, estava na hora dela agir conforme o planejado e não ficar se iludindo.



Notas finais
Meninas peço desculpa a demora em postar, hoje o dia foi muito puxado :
Mais do que esperava.