- Encontros e Desencontros
6 Provocações
Notas iniciais
- Narração Alex –
Meu Deus, essa garota me matar estava me provocando até o ultimo. Eu não agüento, passara dos limites, agora quem iria provocá-la sou eu. Eu a faria ir pra detenção, faria duas coisas boas, detenção não é uma coisa boa, mas mamãe e papai ficariam orgulhosos, e eu ficaria com a Amanda, sozinhos numa sala *-*. Simplesmente, ótimo. Estávamos na aula do professor mais chato, Mrs. Rawn, ele era impiedoso, e qualquer ato, por menor que seja, poderia lhe render uma detenção. Júnior que já tinha pegado várias, disse que o professor da detenção fica alguns minutos ali, e vai assistir o canal de Geografia. Eu peguei uma folha e escrevi bem grande: “Mrs. Rawn Come as calças! Ass.: Amanda Souza ;*”. Fiz uma bolinha de papel, e joguei bem na cabeça dele. Ele olhou bravo, leu e chamou a Amanda lá, logo em seguida mandei outra folha amassada pra a Amanda: “Te vejo na detenção ;*”. Ela olhou para trás, eu sorri e ela sorriu-me de volta. Acho que ela tinha gostado. Eu já tinha pego a minha detenção, e era tripla. Escrevi com tinta permanente na janela do diretor: “Eu odeio o diretor Raink.” E como bom aluno de detenção, esperei até ele chegar na sala pra terminar de pichar, ele me viu e me deu detenção na hora. Depois da aula fomos direto pra detenção, mas no dia que era pro Mrs. Sell (professor bonzinho da detenção) tinha faltado e a Sra. Briggs ficaria conosco na detenção. Uma hora e maia depois ela resolveu nos liberar, num ato de “caridade”. Viu que estávamos quietos, e vi que ela também queria sair, olhava constantemente para o relógio, parecia ter algum compromisso. Quando ela disse que poderíamos ir, olhei no relógio do meu celular, eram 4 horas e 30 min. Cheguei bem perto da Amanda e sussurrei no ouvido dela:
_Floresta, perto da arvore grande, 7 horas. – Ela assentiu com a cabeça. E saiu.
- Narração Amanda –
Ele gostava de jogar comigo, então vou jogar com ele. Não iria com nenhuma roupa provocante, mas sim com a minha camiseta do frajola que era maior que o short que eu tava. E iria com ele mesmo.
_Tem certeza? – Perguntou Ale, com cara de quem diz: Ah, por favor, provoca ele mais *-*
_É, deveria ir com uma micro-saia e um top. – Disse Kim com cara de safada.
_Mas ai o meu joguinho não teria graça.
_Que joguinho?
_Ah, ele quer jogar, então vou entrar no joguinho dele e ganhar. – Coloquei um conjunto de lingerie bem sensual, apesar da minha roupa não ser nada. – Não vou falar mais nada. – E tampei a boca com as mãos. Elas começaram “conta, conta.” – Ele quer brincar. Da ultima vez eu brinquei com ele. Agora ele deve estar querendo revanche. – E fiz uma cara de safada, elas riram. Quando deu 7 horas, fui indo até a arvore que há na floresta do lado da escola. Ele já estava lá, como era de se imaginar. Estava com uma camiseta simples e preta, uma calça jeans e um all star. Ele me secava com os olhos, principalmente minhas coxas.
_Atrasada não, Amadinha?
_Uma garota nunca se atrasa, os outros é que chegam cedo de mais.
_Boa resposta. – Ele parou pra pensar um pouco. – Como aqui tá quente né? – Falou tirando a camiseta, e deixando a mostra aquele tanquinho, aqueles músculos. Qualquer garota no meu lugar se daria por vencida, mas aquele era o jogo dele, eu sabia os macetes e iria ganhar.
- Narração Alex –
Eu senti que ela estava caindo no meu papo, senti que estava ganhando o nosso joguinho de sedução. Mas sabia que ela iria vir preparada, que tinha uma carta na manga. Mesmo vendo que aquela não era uma roupa sensual, sabia que ela iria fazer algo pra não me deixar ganhar. Ela me olhou com cara de safada.
_Se você pensa que vou te deixar ganhar o jogo assim fácil, está é bem enganado. – Ela virou de costas pra mim, só meio que mexia os braços, não fazia a mínima idéia do que ela estava planejando, e isso me deixava pensativo. De repente, ela vira pra mim, coloca as mãos pra trás, como se segurasse algo. – Presentinho pra você, Alex. – E me jogou algo. Só reconheci quando chegou nas minhas mãos, era o sutiã dela. Era vermelho e tinha rendinhas, fiquei imóvel, ela mandou um beijo, fez cara de safada de novo, virou e saiu andando. Eu queria ir atrás dela e beijar aquela boca, aquele pescoço, mas não conseguia me mover. Ela havia me hipnotizado, ou era amor.
- Narração Amanda –
Depois que eu joguei meu sutiã pra ele, ele ficou imóvel, não se mexia ficou com a boca aberta. Sabia que eu tinha ganhado dele novamente, e eu sabia que aquele não era o poder máximo de sedução dele, nem o meu. Eu fui em direção ao meu dormitório, sorrindo de felicidade, dizem que não é por que se ganha uma batalha que vai se ganhar a guerra, mas eu já tinha ganhado duas batalhas. Tinha deixado ele no limite, na guerra e no amor vale tudo.
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