- Encontros e Desencontros
10 Garota Perfeita
Notas iniciais
Ainda na festa...
- Narração Guii –
Eu acabei de sair da festa, logo após ficar sem quem dançar, mas não por falta de opção. Eu andava em direção á praça, quando vejo uma garota sentada no balanço, de costas pra mim. tinha cabelos cacheados, estava com um vestido azul água, bem claro. Sentei-me no balanço ao lado dela, ela estava bem triste e aqueles olhos verdes lindos. Ah...
_Porque uma garota tão linda está tão triste? – Perguntei com carinho, ela corou com o elogio.
_Obrigada, foi porque meu namorado terminou comigo quando entramos no baile. – Ela levantou, deixando sua linda franja cair sobre seu lindo rosto. Mostrava o lindo corpo, com uma silhueta perfeita, aparentava ter 16 anos, garotas da minha idade não tem o corpo tão definido. Agora chegara a minha vez de impressiona-la, sendo gentil, cavalheiro e com um belo sorriso no rosto.
_Diga-me, diga-me o nome que eu mando mata-lo por ter feito uma garota tão linda chorar. – Tinha vários tipos de cantadas, mas essa era a perfeita para o momento, á faria rir e a deixaria mais confortável comigo demonstrando que gosto dela. Toda garota gosta de um sorriso e palavras confortadoras. Ela corou novamente, deu um sorriso meigo.
_Oh, não precisa. Estamos no tempo em que existe livre arbítrio. – Tudo bem, essa seria mais difícil de conquistar e talvez por isso esteja me apaixonando por ela.
_Qual o seu nome?
_Júlia.
_Eu sou Anthony Guiilherme, mas me chame de Guii.
_Desculpe, mas vou chama-lo de Anthony.
_Tudo bem. – É a primeira vez que deixo que me chamem de Anthony. – Mas quem era seu namorado?
_Marco Antônio Huller Júnior, conhece?
_Sim, talvez ele tenha o mesmo sobrenome que eu.
_Sabia que conhecia seu nome. – Ela virou e começou a andar.
_Não sou igual á ele. – Gritei num ato de desespero, normalmente não faria isso, a deixaria voltar, mas com ela era diferente, não sei por quê.
_Então me prova.
_Com todo prazer, voltemos á festa?
_Claro. – Peguei na mão dela para irmos, mas quando peguei meu coração disparou, comecei a suar, minha respiração acelerou, minhas mãos tremeram. Levei-a para dentro do ginásio.
_Felipe! – Gritei, logo ele apareceu – Nos traga dois copos de ponche. – Ele assentiu com a cabeça e saiu.
_Diferente do Júnior né?! Vocês dois são iguaizinhos. Ambos tem algum idiota que faça tudo por vocês!
_Calma Júlia, esse “idiota” foi contratado pra isso.
_É, mas quantos anos você tem? Dois? Precisa de babá?!
_Não, tenho 14.
_Então, qual o problema?! – Iria ter que apelar e torcer pra dar certo.
_Seu vestido é lindo. – Tomara que funcione.
_Ah, obrigada, eu mesma que desenhei.
_Sério? Você é uma ótima estilista. – Sorri, dera certo. Estou torcendo para que o Felipe não chegue agora. Droga! Ele chegou.
_Toma. – Disse ele me entregando os dois copos. Júlia viu e saiu andando. Enquanto o Alexander deve tá na maior pegação com a Souza, eu to aqui lutando por uma garota, fato que nunca tinha acontecido.
_Júlia espera! Vou te provar que não sou igual a ele. Felipe, não preciso mais da sua ajuda, obrigada por tudo que você fez.
_Começou bem. – Ela me disse sorrindo.
_Tá, agora eu vou te contar um segredo. E se você rir, você tem que me dar um beijo tá?
_Tá. – Ela ficou séria, eu dei um sorriso malicioso, cheguei perto do ouvido dela e sussurrei:
_Eu sou o Power Ranger Vermelho. – Ela não conseguiu o segurar o sorriso. Riu muito, até quase gargalhar. Ela chegou perto de mim e me deu um beijo na bochecha.
_Você não disse onde tinha que ser o beijo. — Fiquei com cara de pateta, recusou um beijo meu?! Essa garota é... Perfeita!
Depois da Festa, no quarto do Alex...
- Narração Amanda –
Acordei umas 6 horas, tinha que acordar cedo pra ir pro meu quarto. Peguei minhas roupas, dei um selinho no Alex e sai. Acho que agora ele vai achar que eu não quero mais jogar, mas ai é que mora o perigo. Vou continuar jogando, só que agora mais intensamente. Voltei pro meu dormitório, as garotas estavam dormindo, Ale tinha acordado.
_Eu vi você se agarrando com o An lá na festa. – Sorri e pisquei, ela corou na hora.
_Eu vi você voltando para o dormitório às 6 da manhã. – Agora ela sorriu e eu corei. – Então, como foi?
_Foi o que? – Me fiz de desentendida. – Ah, desculpa, agora eu vou dormir, to bem cansada.
_Claro, tu não deve ter dormido essa noite. – Senti meu rosto queimar, ela começou a rir.
_Ah! Agora tu me paga. – Peguei um travesseiro e bati nela com ele. Ela pegou o dela e fez o mesmo, tinha acabado de começar uma guerra de travesseiros! Logo Kim acordou com o barulho e começou a brincar também. Logo depois paramos pra descansar.
_Vamos ir tomar café? – Disse a Kim.
_Claro – Disse a Ale com um sorriso no rosto.
_Eu sei que suas intenções são um pão Ale, mas é o pão do An. – Ela me deu uma ultima travesseirada, e corou. – Eu não vou, vou ficar dormindo.
_É, então você realmente não dormiu. – Eu dei a travesseirada nela agora, elas deram uma risadinha e saíram. Eu deitei na cama e voltei a dormir.
- Narração Alex –
Eu tinha acabado de acordar, tinha combinado com os garotos que eles podiam voltar pro quarto ás 7 horas. Eu acordei e fui abraçar a Amanda, e ela não estava mais lá, devia ter saído um pouco antes de eu acordar. Fontes e Guii acabaram de abrir a porta.
_E ai, como foi a noite “Garanhão”? – Disse o Fontes fazendo aspas com a mão.
_Simplesmente perfeita. – Sorri e eles sorriram de volta. – E aonde vocês dormiram?
_Eu fiquei conversando com a Júlia uma boa parte da noite á levei ao dormitório e depois voltei pra festa que durou até uma hora atrás.
_É, eu fiquei na festa com a Vic até pouco tempo. Ai quando acabou eu e o Guii ficamos aqui na frente conversando.
_Tá, mas quem é Júlia? – Perguntei por curiosidade.
_Ah, a ex do Júnior, a gente se conheceu e achei-a bem legal.
_Ah, então, vamos tomar café? To precisando acordar pra saber se a noite de ontem não foi um sonho.
_Ah o Alex tá apaixonadinho. – Disse o Fontes cantarolando.
_Mas não sou só eu. – Ele corou e em seguida descemos e tomamos café.
Fale com o autor