- Encontros e Desencontros
14 Amor novo, encrencas novas.
Notas iniciais
Até ;*
LF
- Narração Andrews -
Quero falar com a Alessandra, mas não sei como. Espera, a minha irmã é colega de quarto dela, dãr, vou falar com ela. Peguei o celular e mandei uma mensagem dizendo pra ela vir no meu dormitório, queria muito falar com ela. Ela respondeu dizendo que vinha. Quando ela chegou lhe perguntei como chegar na Ale.
_Sabia que tinha rolado algo entre vocês dois. – Disse ela com certeza. – Seja rápido e direto, mas não deixe de ser apaixonado e romântico, mas não ao ponto de ser melancólico. A Ale é direta sem ser frustrante, e ela gosta de você. Se você demorar demais ela vai dizer que tá com pressa e que é pra ti fala logo, se você for melancólico demais é capaz dela te dispensa.
_E depois dizem que não são complicadas. – Murmurei com a boca quase totalmente fechada.
_O que? – Ela às vezes parece ter ouvido sônico (¬¬).
_Nada não. – Disse olhando fixamente em seus olhos. – Obrigado pelas dicas anjo. – E olhei profundamente em seus olhos, estavam tristes. – O que houve mana? – Ela sabe que quando á chamo de mana é porque quero que ela me responda sinceramente.
_Nada não...
_Fale.
_Ah, é que... – O celular dela tocou e ela saiu do quarto, tampou a boca do celular. – Depois continuamos. – E saiu, sabia que essa conversa não terminaria tão cedo. Eu fui ao corredor, e acidentalmente (leia-se propositalmente) trombei com a Ale e derrubei os livros dela, ajudei-a a juntar os livros e acidentalmente nossas mãos se tocavam enquanto pegávamos o livro e senti meu rosto queimar, largamos o livro rapidamente, percebi que o rosto dela também estava corado. Desculpei-me, juntei os livros e sai a passos largos. Nunca havia passado nada parecido com uma garota. Sempre estava no controle, nunca havia ficado vermelho por esse motivo, mas dessa vez era diferente, não era diversão, não era proposital e sim acidental. Meu cérebro não estava no controle, não dessa vez, era meu coração, sei que sinto algo a mais por essa garota que em tão pouco tempo se tornou tão especial pra mim. Agora vi a besteira que acabei de fazer, sair quase correndo de perto da garota que eu mais quero estar junto.
_Ale! – Gritei, ela mesmo longe pareceu ter ouvido seu singelo apelido, virou-se e eu acenei pra que esperasse. Corri e logo a alcancei. Ela pareceu ter ficado feliz em ver que voltei, pra pelo menos acompanha-la até a sala, mas esse não era o destino que eu a levaria e nem o motivo pelo que eu á chamara. – Desculpe a inconveniência de um lugar como esse... – Estávamos no meio do corredor. – Mas, quer namorar comigo? – Senti meu coração palpitar, minhas pernas tremerem, minha cabeça girar.
_Claro! – Respondeu ela, me abraçando fortemente. A sensação de euforia, felicidade, fez com que eu a levantasse no ar á beijando. Logo passou um tempo desde aquele momento mágico e estávamos com um mês de namoro sendo completado exatamente hoje. Eu estava feliz e apreensivo, também pelo fato de não saber o que dar, ou fazer á ela. Acho que estou um pouco (leia-se completamente) bêbado. Sinto o mundo a minha volta girar. Sinto como se estivesse correndo e as pessoas a minha volta totalmente paradas, e o pior, correndo em câmera lenta. No outro dia acordei na minha cama, sorte que Thomas me levou pro nosso quarto. Estava com os olhos inchados, literamente, estava de ressaca. Sai do quarto e vi uma garota perto do muro. Não sei por que, mas achei que fosse a Ale e a beijei, colocando-a contra a parede.
- Narração Ale –
Estava indo em direção ao quarto do Andrews, quando tenho a impressão que o vejo no muro. Meu coração acelera, sigo em frente, bato na porta do quarto dele e não tem ninguém. Sinto meu coração querendo sair pela boca, então volto e aquele garoto que estava no muro, acabara de levar um tapa na cara da garota que ele beijava. De imediato reconheci aquele lindo rosto do meu namorado. Ele estava me traindo. E isso é uma coisa que não tem desculpa, só peço duas coisas em um relacionamento: Fidelidade e lealdade. E ele tinha me faltado com pelo menos uma, senti meus olhos ardendo, o choro já os invadia. Sentia a raiva emergir num milésimo de segundo e de uma forma que nunca havia sentido antes. Anda a passos largos em direção ao canalha que eu agora chamaria de ex-namorado. Porque justo hoje ainda? Um dia depois de termos comemorado nosso aniversário de namoro em um restaurante, com vinho. Cheguei, olhei bem nos olhos dele, percebi que ele tinha bebido de mais ontem e não se lembrava da metade do que acontecera, seus olhos estavam inchados e ele estava de ressaca. Concentrei toda a minha força na mão direita e o chamei.
_Andrews Souza, como ousa?!
_Amor, é você! Mas espera você... – Soltei toda a raiva que estava radiando em mim, num tapa que chegou a estralar todos os dedos da minha mão.
_E você, sua vaca, como ousa se agarrar com o meu namorado? – Disse, ainda exalando raiva.
_Pera ai, vamos com calma. Primeiro ele me agarrou, segundo não admito que me chame de vaca por um erro que foi do canalha do seu namorado, e terceiro eu não sabia que ele era seu namorado. – Na verdade, sabia que era verdade. Cai em prantos, essa garota havia me segurado.
_Ale, me perdoe, eu... Eu não sei o que aconteceu comigo, você sabe... Sabe que eu não estou no meu estado normal. – Disse ele, tropeçando nas palavras.
_Você já fez de mais por hoje não acha, garoto?! E se não acha, saia daqui, que tenho certeza que a ultima pessoa que ela quer ver agora é você. – Disse a ainda misteriosa garota o enxotando. Fez exatamente o que eu faria. – Me desculpe pelo acidente, não sabia... Na verdade, nem sei o seu nome.
_Alessandra Breny, prazer.
_Alice Carter.
_Alice, muito obrigada pelo que me fez, mas por favor, agora só quero ir até meu dormitório e descansar um pouco.
_Claro, te entendo. Quer ajuda?
_Não, estou bem. – E sai andando, mesmo sem me despedir. Não estava chorando, mas queria parar, pensar, refletir e ver se Andrews Souza merecia uma nova chance.
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