- A angel in my life -
5 Capítulo 5 - Mal caminho? "/ nem tanto!!
Ficamos lá bebendo enquanto pensávamos numa 'estratégia' de como atrair o então líder da seita. Sam estava sentado na mesa com o notebook pesquisando o local onde eles se reuniam.
– Nossa Dean, essa cerveja é boa mesmo né. — eu falava enrolado pra ele enquanto meio que dançava com a garrafa na mão.
– Calma aí garota, isso é muito forte pra você! — ele tirou a garrafa de mim.
– Ei, você não se parece muito com minha mãe! Ela não é tão gostosa assim! — eu abracei ele pelo pescoço.
– Olha só isso Sammy, tá completamente bêbada a menina! — ele tentava me tirar do pescoço dele quando derramou o resto da cerveja no meu vestido.
– Poxa Dean, olha só o que você fez! Agora vou precisar tirar isso aqui. — eu tirei o vestido e os dois olharam pra mim com surpresa.
– Minha nossa, você não devia fazer isso aqui! — Dean engolia a seco. Foi quando Castiel entrou no galpão.
– Acho que encontrei o lugar! — ele falou quando se deu conta da bagunça.
– O que vocês fizeram com ela? — ele perguntou com olhar de reprovação olhando para o Dean.
– Eu não fiz nada não! Ela tirou a roupa sozinha Cas. — dean me sentou na cadeira, eu mal ouvia o que eles falavam.
– Você só derrubou bebida encima dela né Dean. — Sam ria do irmão.
– Como vamos levar ela pra casa? Ela não vai dormir aqui com a gente, vai? — Sam perguntou.
– Eu nem sei onde ela mora. E ela não está em condição de dirigir assim. — nisso eu ja tinha voltado a dançar sozinha só de lingerie.
– Sei onde ela mora, não é muito longe daqui. — Castiel me olhava com o senho franzido.
– Ótimo, ela é toda sua! — Dean me segurou pelo braço, me levando para o Castiel.
– Oii meu anjinho delícia! Você voltou! — eu coloquei uma mão no ombro dele e a outra bagunçava seu cabelo.
– Acho que ela gosta de você 'anjinho delícia'! — Dean brincou com Cas.
– Isso não é hora de brincadeira Dean, é sério. — Castiel me segurava pela cintura e eu forçava ele a dançar comigo.
– Temos que resolver isso logo gente. Logo os pais dela vão ligar pra saber onde ela está. — Sam opinou.
– Isso Sam, vamos ligar para a amiga dela. Assim teremos mais tempo pra pensar. — Dean revirou minha bolsa procurando o celular.
– Alô. Posso falar com a Debby? — ouvia ele sério falando ao telefone.
– Oi Debby. Aqui é o Dean, precisamos da sua ajuda! Ligue para os pais da Sophie e diga que ela vai precisar passar a noite aí, e que não tem hora pra voltar amanhã ok. — ele explicou que estava tudo bem comigo e desligou.
– Bom, vamos para o hotel então. Ela toma um banho e coloca uma roupa.
Lembro de estar no banco de traz do carro, com a cabeça no colo desse anjo lindo (OMG, como é lindo, que olho, que boca.. ) ouvindo algum rock clássico que soava na minha cabeça, que por sinal estava doendo. Dean parou enfrente um desses hotéis de beira de estrada.
– De jeito nenhum eu entro num 'pulgueiro' desses. — me recusei sentada no carro com a porta aberta, todos olharam pra mim.
– Ah, você vai entrar sim! — Dean falou já me jogando por cima do ombro.
– Ei, o que o senhor pensa que está fazendo? — eu esperniava feito uma criança.
– Vê se fica quieta Sophie! — ele me colocou no chão quando entramos.
– Dois quartos por favor. — Sam pediu a uma recepcionista que não tirava os olhos dele.
– Não pense que vou dormir no mesmo quarto que vocês! — eu desequilibrei caindo nos braços do Dean.
– Claro, nem pensamos nessa possibilidade. — ele falou olhando o decote do meu vestido.
Eu subi as escadas me apoiando no Castiel, praticamente abraçada no pescoço dele.
– Você não vai me deixar sozinha com eles vai Cass? Eles são muito maus.. — falei no ouvido dele.
– Dean, ajude a Sophie subir pra o quarto. Preciso sair daqui. — Dean abriu um sorriso e já veio me buscar.
Entramos no quarto e ele me colocou na cama. Ah, até que não é das 'piores'. — pensei.
– Ai, minha cabeça ta girando, como faz pra parar? — tava muito enjoada.
– Vem, entra no chuveiro que o Sam vai trazer um café pra você, sempre me ajuda.
– O quê? Não vou pro chuveiro com você aí me olhando, sai daqui! — empurrei Dean porta afora.
– E fala pro Sam deixar me café na mesinha. — bati a porta na cara dele.
Entrei no banho, não tinha muita coisa, nada comparado ao meu banheiro cheio de produtos, sais de banho, enfim.. Molhei o cabelo pra ver se a dor passava, sentia a água passando pelo corpo, enquanto pensava no rumo das coisas.
– O que meus pais diriam se me visse num lugar desses. — pensei rindo comigo mesma. Saí de lá enrolada numa toalha, não tinha idéia do que vestir. Abri a porta do banheiro e Sam estava sentado na cama, o café na mesinha e uma camisa xadrêz do lado dele.
– Trouxe uma camisa emprestada, pra você passar a noite. Amanhã a gente sai e compra alguma coisa melhor. — ele falava envergonhado, olhando pra baixo (achei bonitinho).
– Não precisa ficar assim Sam, pode me olhar, não vou te morder não.. rsrsrs. — (a não ser que me peça) pensei 'o que colocaram naquela cerveja? não costumo ser assim'.
– Não, quer dizer, eu já estava saindo. Esperei você sair pra ver se está tudo bem. Tudo bem né? — ele falava meio sem jeito.
– Claro, tudo bem sim,boa noite Sam. — eu disse dando um beijo no rosto dele.
Ele disse boa noite e saiu.
Coloquei a camisa e me deitei. Tive alguns sonhos desconexos, pessoas me olhando na rua, apontavam pra minha barriga, eu olhei e ela se mexia como se um demônio estivesse empurrando-a pra sair. Acordei gritando.
– Calma, foi só um sonho. — Castiel me abraçou forte, eu não conseguia parar de pensar.
– Desculpa, eu não vou conseguir fazer isso! Preciso sair daqui. — eu me levantei quando dei conta que estava usando só uma camisa.
– Tá, acho melhor sair amanhã. — ele tinha se virado.
– Não sei o que táh acontecendo comigo, que loucura é essa? Preciso colocar as coisas em ordem na minha vida.
– Sim, vou deixar você dormir. Pode ficar tranquila, nada de mal vai acontecer com você.
– Não, não me deixa dormir aqui sozinha! — eu segurava o braço dele sentado na cama do meu lado.
– Tudo bem, tenta dormir, não vou sair daqui.
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