Notas iniciais
Boa leitura.

Com passos largos e seguros de si, que escondiam seu enorme nervosismo, Bill caminhava ao lado de seu irmão, Tom, em direção ao consultório médico. Cantarolava em tom baixo alguma música de sua banda favorita, tentando se acalmar e afastar os maus pensamentos.

- Tom, estou com um mau pressentimento. – Bill comentou.

- Calma, tudo vai dar certo, os resultados dos exames serão bons. Agora fique calmo, assim você também me deixa mais nervoso. – o irmão tentava confortá-lo, mas também não acreditava nas próprias palavras.

Dizer para se acalmar era o mesmo que incentivar seu nervosismo. Os gêmeos sempre chamaram a atenção das pessoas quando andavam pelas ruas, e agora não era diferente. A maioria não entendia o estilo andrógino do mais novo, e o olhavam com maus olhares por causa de seu extravagante moicano. Mesmo sendo mais discreto, a mesma coisa acontecia com Tom, por causa das trancinhas pretas e das roupas largas. Muitos achavam que eram namorados, mas poucos realmente percebiam que eram gêmeos.

Quando pequenos, não sabiam de um segredo que sua mãe guardava, o qual ela só contou uma semana atrás. Antes de engravidar, ela contraiu AIDS. Foi um choque na época, toda sua vida mudou bruscamente. Ficou incrédula, pois sempre foi muito cuidadosa e responsável. Mas o que Simone não havia desconfiado, é que a culpa não era sua, e sim de uma enfermeira descuidada que trocou as seringas por engano e, ao fazer um exame de sangue rotineiro, usou uma agulha contaminada.

Ao descobrir tal acidente, revoltada e indignada, ela voltou ao hospital, exigindo a demissão da enfermeira, que fazia seu primeiro estágio. Como a doença foi descoberta ainda no começo, não houve danos graves. Ela investiu em tratamentos e manteve sua saúde estável, até que um imprevisto aconteceu. Já estava casada quando recebeu a notícia de que estava grávida de gêmeos. O pânico e o medo tornaram-se companheiros de seu dia-a-dia.

Diversas coisas passaram por sua cabeça, pensamentos obscuros e doentios. Ela entrou em depressão pouco tempo depois, chegou a ter a idéia de abortar, mas desconsiderou, não queria que os filhos pagassem por um erro dela e outro da enfermeira. Também pensou em por fim a própria vida, o que ficou bem próxima de fazer, mas, novamente, os gêmeos a impediram.

Não tinha mais forças para lutar, não queria mais viver. O que a trouxe um pouco mais de cautela eram as vidas que ela carregava no ventre. Seu marido sempre esteve ao seu lado, apoiava e sofria junto com Simone, mas as vezes ela parecia não notá-lo. Ficava imersa na própria ilusão, presa em seu próprio mundo, repleto de fantasmas, medos e incertezas.

Mas tudo aquilo já estava durando demais para o pai dos Kaulitz. Cansado de ver sua mulher naquele estado e também preocupado com a mesma, ele buscou ajuda. Investiu em apoio psicológico, mas não descuidou da gravidez. Demorou, mas ela deu a volta por cima e, depois de muito sofrimento, voltou a viver de verdade e finalmente pôde aproveitar a gravidez, ou melhor, o final dela. Foi tardia, mas sua alegria por poder gerar não só uma, mas duas crianças era incontestável.

Assim que os pequenos bebês nasceram, sua maior preocupação foi saber se também eram portadores da doença. Felizmente, o exame não detectou a AIDS, eles haviam tido um golpe de sorte. Foi então que, como a mãe protetora que sempre foi, Simone redobrou seus cuidados para não transmitir o vírus para seus filhos. Mas não foram esses cuidados que atrapalharam a infância dos garotos.

Ela tentava não privá-los de muitas coisas, queria que eles fossem felizes, já que não sabia o dia de amanhã. Estava ciente de que ela poderia morrer cedo, devido á doença, então queria que eles aprendessem a se virar sem ela. Com os gêmeos ainda crianças, o casamento conturbado chegou ao fim.

Não se comprometeu desde então, e, na semana anterior, resolveu contar aos gêmeos sobre a AIDS, já em seu leito de morte. Aos 21 anos, Bill e Tom perderam sua mãe. Descrever seus sentimentos em relação à enorme perda era impossível, eram intensos demais.

Naquela manhã de sol, ainda estavam mal pelo ocorrido, mas um pouco menos abalados, tentavam focar no que aconteceria mais tarde. Após a descoberta da doença da mãe, por precaução, os irmãos resolveram fazer um teste, pra tirar a dúvida se eram ou não soropositivos. Ansiosos e apreensivos, andavam em direção ao consultório médico, próximos de saber o resultado dos exames.

O silêncio incomodo que pairava entre os dois deixava o clima cada vez mais pesado. A cada passada, se aproximando da verdade e do momento em que irão descobrir algo que mudará suas vidas para melhor, ou para pior.

Presos em seus próprios mundos, chegaram ao hospital. Tom abriu a porta para que seu irmão mais novo entrasse primeiro e passou em seguida. Caminharam pelo longo corredor e pararam antes de entrar no consultório.

- Preparado? – Tom questionou.

- Sinceramente? – Bill mordeu o lábio inferior. – Não, nem um pouco. Mas não temos escolha, e eu quero acabar logo com essa aflição. – respirou fundo e abriu a porta, sendo seguido pelo mais velho.

Distraído mexendo em uma papelada, o médico só percebeu suas presenças quando se sentaram nas cadeiras á sua frente. Tiveram uma breve conversa antes de tocarem no assunto pelo qual estavam ali.

- Bom, ansiosos pelos resultados? – o médico grisalho perguntou.

- Sim. – os gêmeos responderam ao mesmo tempo.

O de jaleco abriu dois envelopes e os examinou, a expressão indecifrável. Parecia ler cada pequeno detalhe, encarou a folha por alguns minutos. Ambos estavam extremamente nervosos, mas Bill tinha certo medo de ambientes hospitalares, o que não tinha um motivo concreto. O homem tirou os olhos do papel e encarou os Kaulitz, sério, e então ficaram ainda mais apreensivos.

- E então? – Bill quebrou o silêncio mortal que predominava no ambiente.

- Tenho duas notícias. Uma ruim e a outra também. – fez uma breve pausa baixando a cabeça, mas logo reergueu-a e continuou. – Vocês são portadores do vírus da AIDS.

Bill ficou sem reação, não sabia o que fazer ou dizer, não queria acreditar naquelas palavras, também não controlava suas lágrimas. Tom tentava manter a calma, sem muito sucesso.

- E qual a outra notícia, doutor? – o mais velho perguntou.

- é que vocês são pacientes terminais, não há tratamento para esse estágio da doença, só há uma opção, e não se pode fugir dela. – o médico concluiu, com uma certa dificuldade de se expressar.

Assim que a frase foi concluída, seus mundos pareciam ter sido destruídos. Diversas coisas passaram por suas cabeças, inúmeros sentimentos corrompiam suas almas. Estavam tristes, frustrados, decepcionados, irritados e abalados. As palavras tiveram efeito de tapas no rosto. Tom tinha o olhar vazio, a boca entreaberta e os pensamentos longe. Bill chorava, estava agitado e tremendo. Eram reações muito diferentes, mas repletas de coisas em comum.

Passaram algum tempo naquele consultório, conversando com o médico que tentava os ajudar e parecia sofrer junto. Desabafaram, choraram e até riram um pouco. Pareciam tentar esquecer o que havia acontecido e a péssima notícia que haviam recebido não muito tempo atrás. Foi um dia cansativo para os irmãos, também foi repleto de sentimentos diversos.

Foram para casa depois de não mais do que uma hora de conversa no consultório, passaram o caminho em silêncio. Foi Bill quem abriu a porta da casa e entrou primeiro, indo em direção ao seu próprio quarto sem olhar para trás, Tom também se isolou em seu próprio quarto.

O mais novo entrou em seu quarto quase correndo, trancou a porta rapidamente e virou de costas para a mesma, se apoiando. O rosto virado para o teto, manchado de preto pelas lágrimas constantes que borravam sua maquiagem. Dobrou os joelhos aos poucos, e foi escorregando devagar, até que estava sentado no chão, abraçando suas pernas.

Tudo que ele fazia era chorar, mas também não teria forças para fazer algo diferente. Explicar seus sentimentos era complicado, nem ele mesmo sabia o que estava sentindo. Parecia um turbilhão em sua mente, uma enxurrada de sensações atravessando sua alma, a única coisa que ele queria fazer era chorar. Para ele, as lágrimas colocavam pra fora o que, as vezes, as palavras não conseguiam expressar.

Estava ali, jogado no chão, apenas chorando, se entregando a escuridão que tentava consumi-lo e estrangulá-lo antes de sua real hora e partir. Passava as mãos na cabeça, os dedos trilhando caminhos por entre os fios de cabelo espetados do alto moicano. Olhou para os lados e só então percebeu que estava em sua suíte, sozinho. Ele viu a porta trancada e então algo veio à sua mente. Levantou apressadamente e quase correu em direção à porta de seu banheiro. Abriu o armário de espelho acima da pia e encarou o que procurava.

Um aparelho de barbear.

Não hesitou em pegá-lo e sentar-se no chão, ali mesmo. Enrolou a manga comprida da camisa que usava, revelando diversos cortes em seu braço. Posicionou a lâmina afiada e um lugar ainda intocado e respirou fundo antes de forçá-la. O corte que acabara de ser provocado não havia sido muito profundo, portanto, a quantidade de sangue que saía por ele não era muita.

Bill havia se acostumado a se mutilar pouco tempo atrás, quando sua mãe morreu. No começo doía, mas depois de pouco tempo ele já havia se acostumado com a dor, e gostava dela. Ela o fazia esquecer, momentaneamente, seus problemas e o motivo principal de suas lágrimas constantes. Havia se tornado uma espécie de droga que, com o tempo, se tornou até um pouco prazerosa.

Quando estava prestes a abrir outro corte, fortes batidas na porta e uma voz rouca chamando seu nome o despertaram.

- Bill! – Tom chamava. – Bill abra a porta, por favor!

O moreno largou a gilete em um canto qualquer e andou em direção a porta abaixando a manga da camisa. Abriu-a e deparou-se com a expressão um pouco confusa do irmão.

- O que houve? – o mais novo se preocupou.

- Posso entrar? Preciso conversar com você.

Bill saiu do caminho para o irmão passar, e fechou a porta logo em seguida. Tom sentou-se na beirada da cama e esperou até que o irmão também se acomodasse sobre a cama, esse então ficando na outra ponta, para começar a falar.

- Bill eu não sei o que fazer. Tudo isso me pegou de surpresa, estou tão confuso...

- Confuso em relação a que?

- Tudo! Em relação a tudo! São muitas coisas acontecendo de uma só vez, parece que foi ontem que a mamãe nos deixou, e agora a gente recebe essa notícia...

- Calma, Tom, não adianta se desesperar agora, não da mais pra fugir. – essas palavras foram suficientes para as lágrimas voltarem a escapar dos olhos de Bill – Esqueça tudo, não se preocupe com nada, só aproveite o tempo que lhe resta.

- Sim, farei isso, mas com uma condição. – o mais velho fez uma breve pausa, mas logo continuou. – Me prometa que também será feliz, que fará de seus últimos e incertos dias por aqui os melhores da sua vida, ok?

- Prometo. – um sorriso bobo se formou em seu rosto apenas por saber da preocupação do irmão. – Mas eu tenho medo, Tom. Tenho medo da morte. – voltou a ficar sério.

- Disso todos nós temos, é um dos meus maiores temores. Mas eu tenho outro grande medo, o maior deles. Bill, eu tenho medo de te perder.

- Oh, Tom. Também tenho medo de te perder, você é a única coisa que eu tenho, meu único apoio, o melhor irmão que eu poderia pedir.

Em todos esses anos, essa foi uma das poucas vezes em que Bill viu o irmão chorar. Tom fazia o tipo durão, forte e tentava não demonstrar seu sentimentalismo na frente das pessoas. A única vez que houve uma exceção à isso, foi na morte de Simone.

Comovido, Bill aproximou-se do irmão, abraçando-o. Ele tentava confortá-lo, e também a si mesmo.

- Não importa o que aconteça, eu estarei ao seu lado, em todas as circunstâncias, a qualquer hora. – Bill prometeu.

- Você sabe que também pode contar comigo pra tudo.

Desfizeram o abraço mas continuaram lado a lado. Tom parecia um pouco nervoso e ansioso, pensava em algo e parecia preparar-se para falar. Um breve momento depois ele resolveu expressar-se.

Mas não foi por meio de palavras que ele o fez. Sem dar espaço para reações, Tom virou-se para Bill e pôs a mão em sua cintura, evitando que ele fugisse, e a outra em seu pescoço, aproximando-o. Uma onda de sensações diferentes surgiu assim que suas bocas se tocaram. O mais velho passava a língua velozmente pelos lábios daquele que ele agarrava, pedindo passagem.

Bill resistiu por alguns segundos, mas acabou abrindo a boca e sentindo a sede que seu irmão tinha em beijá-lo. Suas línguas se entrelaçavam em movimentos rápidos e intensos, um desejando o outro cada vez mais. Era um beijo longo e agitado, alimentado pelo desejo. Quando Tom decidiu largá-lo, Bill o encarou, assustado.

- Tom, o que foi isso? Por que fez isso?

- Eu tive a oportunidade e não pude desperdiçá-la. Esperei toda minha vida por isso, eu te amo Bill. Um tempo atrás eu achava que estava louco, que era só coisa da minha cabeça. Mas agora não, é tudo muito claro. Eu não podia esperar até o dia de nossa morte pra dizer isso. Eu te amo.

Um pouco envergonhado, um sorriso sem graça se formou nos lábios de Bill.

- Eu esperei por longos anos você dizer essas palavras. Imaginei essa cena diversas vezes e agora, finalmente, ela é real.

- Então... Eu não vou apanhar? – Tom perguntou entre pequenos sorrisos.

- Não, idiota. – Bill respondeu manhoso.

- Então... Acho que... Não teria problema em fazer de novo... – o mais velho falava baixo e pausadamente. – Me deixe ser feliz com a única pessoa que eu amo de verdade. Me deixe ser feliz ao seu lado. – ele cochichava no ouvido do mais novo com a voz rouca e sedutora. – Eu quero amar você, vou fazer você se sentir como alguém nunca fez.

Ele não esperou uma resposta do irmão e o agarrou novamente. Dessa vez foi um beijo bem diferente, mais suave, delicado e envolvente. Bill já não resistia mais à tudo aquilo, apenas se deixava levar, afinal, ele também desejava Tom.

O gêmeo mais velho se debruçou sobre o irmão, fazendo-o deitar na cama. Tom o segurava com firmeza, mas sem ser bruto. Ele tirou a própria camisa e voltou a beijar Bill, mas foi interrompido pelo mesmo.

- Tom, não sei se devemos continuar...

- E porque não deveríamos? Nos amamos, estamos sozinhos... e vamos morrer mesmo, não custa nada aproveitar.

- Mas é que eu tenho medo de você não gostar... e eu sou virgem...

- Shhh. – Tom interrompeu-o, pondo o indicador na boca de Bill, fazendo-o ficar em silêncio. – Não se preocupe com isso, apenas se deixe levar pelo momento. – concluiu.

Dessa vez foi Bill quem beijou Tom. Ele segurava as trancinhas do irmão e alternava carícias na nuca. Com a mão que não se apoiava na cama para não cair sobre o irmão, Tom segurava a barra da camisa de Bill. Ao invés de tirá-la, atravessou-a, e agora seus dedos tocavam a pele fina e sensível do abdômen do mais novo. Em pouco tempo, Bill cansou daquela brincadeira, queria algo a mais.

Sem hesitar, fez com que Tom deitasse na cama e debruçou-se sobre ele. Bill já não ligava mais que estava cometendo incesto, só queria saber que amava seu irmão e queria ser feliz ao lado dele. Devagar, desabotoou a calça jeans de Tom e puxou-a para baixo até tirá-la por completo e ele ficar apenas com a cueca boxer. Jogou a calça em qualquer lugar e voltou a encarar o irmão com um olhar malicioso.

Ele deitou sobre Tom, os umbigos colados, e o beijou enquanto suas mãos exploravam o corpo do mais velho. Sempre teve um desejo especial pelo abdômen definido do irmão, mas era difícil admitir isso. Aos poucos, Bill foi recuando, até que seus olhos estavam na altura da barra da cueca dele.

Um leve sorriso se formou no rosto de ambos assim que Bill tocou o elástico, criando expectativa para tirar logo a última peça de roupa de Tom. Sentado na cama, Bill foi retirando a cueca devagar, até que o mais velho se encontrava nu. Observou a ereção que começava a se formar do irmão e a segurou com uma das mãos, começando movimentos de vai e vem.

Tom parecia interessado no que Bill queria, então apenas aproveitava. O mais novo então, pôs o pênis na boca, e sincronizava os movimentos com os das mãos. Concentrou os lábios apenas na glande e, com a mão, deu conta do resto. As vezes, Bill olhava para Tom, apenas para se certificar de que estava fazendo tudo certo. Apesar da inexperiência, Tom não negava gostar do que o irmão fazia.

Já bastante excitado, o gêmeo mais velho passava a língua pelo seu piercing, mudando-o de posição constantemente. Ele passava os dedos por entre os fios de cabelo de seu gêmeo, incentivando-o a continuar com aquilo. E Bill continuou, queria tornar aquela a melhor transa da vida dos dois, e não media esforços para isso (não que ele não estivesse gostando de toda aquela situação).

Não demorou muito para ele se segurar para não sujar a boca de Bill, então, percebendo isso, suavemente, o garoto mais novo foi parando de provocá-lo. Assim que suas mãos já não seguravam mais o membro do irmão, ele voltou a ser forçado a deitar novamente, assim como Tom se encontrava.

Agora era Tom que estava sentado na cama, entre as pernas de Bill, mas na altura dos joelhos. Ele desabotoou a calça de seu gêmeo velozmente e passava a ponta dos dedos pela cueca. Nem ameaçou tirá-la, mudou o foco de seu olhar rapidamente. Deitou-se lentamente sobre Bill, parando com o rosto em seu pescoço. A respiração quente em sua pele um pouco fria lhe causava arrepios.

Tom alternava fortes inspiradas e beijos no pé da orelha, fazendo Bill ansiar por mais. Foi descendo os lábios, beijando delicadamente, agora, a clavícula, depois logo acima de onde se encontrava o coração. Um pouco mais abaixo, passou pelo umbigo, até finalmente chegar a seu objetivo: a estrela, que tinha uma parte ocultada pelo elástico da cueca.

Por mais que já estivesse quente pelo fato de ter percorrido boa parte do corpo à frente, o piercing do lábio de Tom causava efeitos em Bill. Apenas o contato com sua pele o excitava.

Por cima da cueca, era mais do que visível a ereção formada de Bill. Mas Tom fingia não ver, queria um pouco mais de provocações. Passava a língua sobre a tatuagem, e também alternava com leves mordidas, fazendo o mais novo estremecer. Também puxava a pele, de leve, com os dentes. Bill se contorcia com aquelas carícias, aquilo o estava torturando.

- Tom... – ele gemia baixo, os olhos fechados.

Ele pareceu entender o que seu gêmeo quis dizer, e beijou a estela, dessa vez, parando definitivamente com os carinhos. Baixou e retirou a última peça de roupa de Bill sem enrolações, apenas a jogou do outro lado do quarto. Encarava o irmão com um sorriso mal intencionado, e afastou suas pernas, aproximando-se a ponto que suas mãos tocavam os quadris de Bill.

Foi então que se lembrou da virgindade do irmão. O encarou um tanto sério, pedindo permissão para ir além. Seu gêmeo a concedeu, e ele prosseguiu. Pôs se em uma posição confortável para ambos, e então, com uma das mãos, segurou o membro do irmão. Simultaneamente, começou a forçar a ponta de seu pênis em seu intocado irmão. A princípio, Bill sentia dor, mas tentava relaxar, e a masturbação o ajudava. Não demorou muito até Tom penetrá-lo completamente, quase toda sua dor já havia ido embora, e agora tudo que ele sentia era o prazer.

Tom sincronizava os movimentos de seu corpo com o das mãos. Estavam perdidos em êxtase, concentrados no momento, naquele ato proibido e imprudente. Não demorou muito para o clímax chegar, para os dois ao mesmo tempo. Leves gemidos escapavam por suas gargantas. Exausto, Tom jogou-se na cama, ao lado do irmão, que também ofegava. O sêmem do irmão mais velho agora escorria pelo ânus de Bill, e o seu esperma, nas mãos de Tom.

Bill deitou-se sobre o peito do irmão e adormeceu, o rosto aparentemente inocente escondia o que acabara de fazer. Tom beijou os cabelos do gêmeo, sussurrando um “eu te amo” que foi igualmente respondido.

Depois de anos de privações, finalmente fizeram o que sempre desejaram, sem medo de errar. Sabiam muito bem que incesto era crime, mas não ligavam, tudo que importava para eles era, não só o prazer envolvido e o sentimento, mas a realização de um antigo desejo de ambos. Dali pra frente viveriam seus momentos felizes, pois haviam realizado seu último desejo.

Notas finais
Como eu disse, é meu primeiro yaoi, então gostaria muito da opinião de vocês e podem criticar a vontade, isso ajuda a melhora do autor. E então, reviews? :3
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!