Índigo
1 Capítulo 1
Você já se perguntou por que o céu é azul?
Azul é uma cor especial, na minha opinião. Ela revela um aspecto mágico nas coisas.
Bom, talvez você ache isso uma tolice, mas eu não sou a única que pensa assim. Existem estudos sobre isso... Se bem que existem estudos sobre todo tipo de coisa no mundo, não é mesmo? Tem gente que estuda a influência dos sabores e cores, a percepção dos sentidos sobre coisas exóticas e até as preferências do público geral para questões de marketing. A maioria dos estudos tem utilidade, mas nem todos tem necessidade. Alguns terminam com grandes descobertas científicas, chamadas de grandes avanços para o homem... Mas será que algum dia acabarão as descobertas? Será que chegará um dia em que os homens tenham todos os aspectos da ciência registrados? Eu acho bem difĩcil. Porque as “descobertas”, como eles chamam, influenciam em muita coisa. Alguns até mesmo influenciam na vida cotidiana. Tudo o que cerca você não surgiu do nada. Tudo aquilo que não é natureza foi inventado ou descoberto por um ser humano, um cara como você. E as pessoas ainda subestimam suas capacidades... Dizem poder fazer bem menos do que realmente podem. Você já parou para pensar que um dia pode ser o responsável pela descoberta de uma coisa maravilhosa, como a cura ainda inexistente para uma doença grave?
Bom, ultimamente as crianças estão nascendo mais revolucionárias. Na verdade, as gerações sempre são substituidas por outras mais desenvolvidas. A Revolução Francesa, por exemplo, foi influenciada pelas ideias do Iluminismo que dizem que o homem é dono da razão, e é quem faz sua própria história. E isso é uma das descobertas mais incríveis, na minha opinião. É você quem faz a sua história. Você pode sim, mudar o mundo. Cada pequeno ato faz com que o mundo seja diferente. Se você plantar uma árvore em frente à sua casa, dali a algum tempo ela estará grande e forte, fornecendo ar puro, sombra, e quem sabe alguma fruta saborosa, se você plantar a certa. E claro, ela mudará completamente o aspecto visual da sua rua. Será uma mudança, que não influenciará apenas na sua família, mas em todos os seus vizinhos, que a cada dia serão impactados com a imponente figura da árvore. Se você parar para pensar, vai perceber que o mundo, com uma árvore a mais, está diferente do que era antes. O mundo muda constantemente, e essa mudança depende das ações individuais. Mas enquanto você planta uma, várias são derrubadas pelo mundo. E aí você pensa que uma não faz diferença. Mas se você, o seu amigo, o seu primo e a sua avó plantarem, serão quatro árvores a mais. Essa diferença pode não ser impactante para o mundo, mas é impactante para você e todos aqueles que o cercam. Você consegue ver isso? Se sim, você é uma pessoa especial! E eu sou uma grande admiradora das pessoas de mente aberta, principalmente se forem crianças e adolescentes. Porque elas são responsáveis por ajudar a construir o mundo que será visto pelas prṍximas gerações, exatamente como o mundo que você vê hoje, e que foi construído por adultos que um dia foram crianças.
Voltando aos estudos, eles comprovam que as crianças das novas gerações estão nascendo com a mente mais aberta... Cada vez mais aberta. A parapsicóloga Nancy Ann Tape, a qual eu admiro muito, enxergou nessas crianças detectadas como “revolucionárias” uma aura de tom índigo. Caso você não saiba, índigo é um tom de azul. Essa cor maravilhosa! E se eu, apaixonada por azul e por crianças revolucionárias, ouço uma teoria que as relaciona... Bom, sim, eu acredito que essas tais índigo possam ser reais. É difícil que a ciência comprove algo relacionado ao espírito. Não concordo que a ciência, metódica e experimental, seja usada para comprovar algo que não é fĩsico. Dizem que não há evidências científicas que comprovem a existência das índigo... Mas é claro que não há! Querem comprovar com ciência algo que deve ser percebido e sentido a olho nu. Para mim, isso é fora de questão. Se bem que... Se não vamos comprovar com ciência, como vamos comprovar?
Acho que foi mais ou menos por isso que eu abandonei minha tese sobre elas... Eu as abandonei cientificamente, mas não desisti delas. Eu acredito nas índigo, mas elas não são algo que eu possa apontar como reais com base na ciência. Por isso, as deixei um pouco de lado, e passei a me dedicar mais à minha profissão como psicóloga (embora tenha sido escalada para uma palestra sobre as índigo recentemente). Tenho me dedicado a outros estudos, mais científicos. Então você me pergunta por que eu não escolhi uma área que fugisse da ciência, se me interesso por assuntos que fogem da ciência. E a resposta é simples: por influência dos meus pais. Eu nunca escondi deles meus interesses, mas eles diziam que isso de acreditar em criança de alma azul é coisa de gente doida. Então eu fiquei com medo de me chamarem de doida caso eu me dedicasse à parapsicologia. Então escolhi uma profissão um pouco mais comum, mas sem ser completamente científica. Na faculdade, eu passei a entender mais sobre a mente, o que ajudou bastante nos meus estudos NCC (não completamente científicos), que são os estudos relacionados a coisas que eu acredito, que não tem um fundo de ciência, mas há pequenas partes que a ciência aponta. Hoje atendo apenas crianças, mas executo meu trabalho muito bem. Eu procuro sempre me colocar no lugar delas, e entender o que elas estão sentindo. É uma tarefa difĩcil, mas meus pacientes sempre saem melhores. Acho que no fundo eu nunca deixei de ser criança. Já pensei em fazer a faculdade dos meus sonhos, mas hoje isso parece ter ficado no passado. Mesmo assim, ainda escrevo artigos e faço palestras falando sobre meus estudos NCC sem apontar a ciência como método de comprovação, apenas expressando minha opinião e informando às pessoas de que há um estudo que indica a aparição de crianças índigo, e de que elas podem estar entre nós.
Meu nome é Angel Spark. Tenho 26 anos. Sou psicóloga, escritora e palestrante. Moro em San Francisco, Califórnia. E eu acredito nas índigo.
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