Notas iniciais
desculpem a demora com os capitulos mas durante este tempo todo só tenho tido azares: 1º um acidente de carro depois um amigo que morreu e agora as aulas que ja estão a dar comigo em louca. Nem tenho tido tempo de escrever mas espero conseguir adientar mais alguma coisa em breve. bjs*

Já na estalagem eles apressavam-se a arrumar as coisas para partirem. Sansa não tinha dito mais nada desde que haviam saído de lá.

Sandor também queria o rei morto, ele tinha magoado o seu passarinho e ofendido os seus futuros filhos. Ele mal conseguia reconhecer Sansa mas preferiu não dizer nada.

Ao arrumar as coisas ele aproximou-se dela para lhe entregar a sua escova de cadelo. Sansa agarrou o polgar dele com força, ele podia sentir os seus dedos finos a tentarem envolver a mão dele sem sucesso devido ao seu pequeno tamanho. Ele pousou a mão sobre a barriga dela e outra sobre a parte de trás da cabeça dela que olhou diretamente para os seus olhos.

– Quero ir para casa.

– Vamos agora passarinho. – Disse enquanto passava a mão pelo cabelo dela. Sandor tinha sede de vingança, ele precisava de sangue e morte mas tinha de a levar a salvo para casa.

Depois de meterem as coisas sobre os cavalos Sandor agarrou Sansa pela cintura e levantou-a como se fosse uma boneca, pousou-a sobre o cavalo. Ambos cavalgaram lado a lado até saírem de Kingslanding.

A cabeça de Sansa vagueava cheia de pensamentos, ela já não tinha família, seus irmãos estavam mortos, sua mãe também e Arya estava desaparecida e nada garantia que ela chagasse até ela viva. Sansa só queria ir para casa.

Ela deu uma pancada ao cavalo e este começou a andar mais depressa, Sandor cavalgou para a apanhar mas ela deu outra pancada no cavalo, este já cavalgava a grande velocidade mas Sansa deu-lhe outra pancada, seguida de outra e mais uma. O cavalo não conseguia correr mais depressa mas ela continuava a insistir.

– Sansa PARE COM ISSO. – Gritou Sandor. – Você não cavalga assim tão bem. – Ela não ligou ao que ele disse e deu outra pancada ao cavalo que já ia em esforço. Sandor sabia que ela não ia aguentar aquele ritmo muito tempo então abrandou o dele para ver o que acontecia. Sansa continuou a cavalgar por mais uns metros até o cavalo parar por ele próprio. Ela olhou aflita para o cavalo e este começou a cair atirando-a para o chão.

Ela tinha demasiada adrenalina para sentir a dor da queda, tentou libertar o pé que tinha ficado preso debaixo do cavalo que esperneava em sofrimento. Sandor alcançou-a rapidamente, ajudou-a a libertar o pé e desembainhou a sua espada espetando-a no animal, acabando de o matar.

Sansa estava em já pé a observar toda a cena sem mostrar uma única emoção. Sandor voltou a embainhar a espada e deslocou se até ao seu cavalo para o atar numa árvore. Ele olhou para a sua mulher e reparou que ela respirava de forma ofegante e decidiu aproximar-se dela para agarra-la antes de cair mas Sansa afastou-lhe a mão.

Sansa começou a gritar, o mais alto que conseguia enquanto se enrolava nos seus próprios braços com os punhos bem fechados. Ela não tinha noção que o tava a fazer mas tinha tanta raiva a Joffrey que não conseguia conter. Sandor aproximou-se dela novamente e desta vez de forma mais brusca mas as mão dela pousaram bruscamente no seu peito sendo empurrado para trás apenas um passo, ela não tinha muita força mas continuava a gritar.

Então Sandor aproximou-se por trás dela, agarrou-a pelos pulsos e cruzou os braços dela em volta corpo, ela debateu-se mas acabou por parar. Ele levantou-a do chão e carregou-a arvore mais próxima que lhe serviu de encosto quando ele se sentou ainda agarrado a Sansa.

– A minha família está toda morta e eu acabei de matar o meu cavalo.

– Lamento passarinho. Daqui para a frente vai comigo de cavalo. – Disse soltando-lhe os pulsos e envolvendo-a com os seus braços, obrigando-a chegar-se mais perto dele e a encostar-se no seu peito.

– Quero ir para casa.

– É para onde estamos a ir. – Respondeu Sandor.

– Para winterfell. Lá sou mais forte. – Disse tentando libertar-se do abraço dele para se puder virar e olhar-lhe para a cara, Sandor permitiu que ela se mexesse e também olhou para baixo para puder ver a dela.

– Não pudemos. Os Lannister e o Rei viriam atrás de nós. Eu não a posso por em risco passarinho, e agora somos só os dois mas o que faremos quando tivermos filhos, vamos meter a cabeça deles a prémio também só porque quer ir para um lugar abandonado?! – Sandor falou também com uma voz desiludida. Ele olhou-a nos olhos e tapou-a melhor com a capa e logo tentou beija-la mas ela afastou a cara.

– O que foi? – Perguntou um bocado chateado. Sansa ficara assustada com toda a conversa dos filhos mas não se tinha afastado de propósito. Ela não o queria admitir mas sempre se sentira protegida com Sandor e não imaginava estar naquela situação com mais ninguém senão ele. Ele era a única pessoas que conhecera em Winterfell e que sempre havia sido prestável e protetor, e agora, ele era a única família que ela tinha.

– Desculpe pelo cavalo. – Disse envergonhada e como resposta ele apenas sorriu. Então ele tentou beija-la novamente e ela finalmente permitiu. Depois disso ficaram encostados na mesma posição até ela se acalmar o suficiente para continuarem viagem.

Partiram no cavalo de Sandor, ele gostava de toda aquela proximidade mas sentia-se cada dia mais tentado e já se tinha controlado demasiado tempo para não a violar mas agora enchia a sua cabeça com pensamentos de ódio a Joffrey para afastar todas as imagens e o sabor que ainda tinha dela. Se a noite de núpcias ainda não tinha acontecido por ele não a querer forçar, agora então seria ainda menos provável.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.