À procura da Verdade
2 Capítulo 2
Assim que acordei fiz questão de me vestir e sair pra rua, na pensão ainda tinham mais pessoas morando, mas como sou um bom vizinho, nem fiz questão de cumprimenta-los nem nada. Apenas desci as escadas e saí pela livraria, ao abrir a porta eu trombo com a mesma garota de ontem:
–Então você veio para a pensão, não é?- ela me olhou com um olhar de superioridade que as crianças fazem pra tentarem ser adultas ou quando fazem algo que elas se orgulham.–Sim, eu vim, afinal que escolha eu tinha?- como ela era irritante.–Claro, afinal eu salvei sua vida pirralho!- ninguém te pediu pra me salvar!–Desculpe interromper, mas meu pai quer saber se você não quer tomar café conosco?- é o cabeça de gel.–E ai cabeça de gel!–Cala a boca! Meu nome é Paul! Vai aprender quando!?–Quando eu quiser, senhor Paul cabeça de gel!–Vai a merda!–Que meda de você!–Já chega dessa merda!- cansei dessa porra!–E o que você vai fazer pirralho? Você não tem uma arma pra me enfrentar!–Prefiro comer lixo a ter uma luta contra você!- ela esta me olhando incrédula.–Tudo bem então! Ia perguntar se você não quer conhecer a base militar e tal, mas você tá tão cuzão comigo hoje! Falou então!- ela acena com a mão e saí da porta em direção ao grande calçadão.–Bem, vamos tomar café, você já deve estar faminto- e se estou!Enquanto tomava café, Paul me diz que nunca entrou no exercito, pois seu pai não queria que ele entrasse com Rose, pois Rose é uma má influencia para o nome da família dele. A família dele era bem grande, assim como a casa, mas eles não viam necessidade de deixar inúmeros quartos na nulidade. A casa não é um palácio nem uma mansão, só é grande! Tem uma escada em espiral e é só isso que separa o primeiro do segundo andar.O exercito funciona de um jeito diferente do que me foi ensinado. Parece que aqui o pessoal tem a opção de ir para o exercito e assim, ganhar poderes especial conforme a sua aura. Ninguém sabe que tipo de poderes são esses, nem o que realmente são. mas dizem que somente um homem conseguiu confrontar os deuses e venceu, depois ele sumiu do mapa. Nesse mundo tem inúmeras classes, mas é muita coisa pra mim lembrar, então eu simplesmente deixei pra lá e fiz de conta que escutava enquanto ele falava.É uma lista meio grande que tive que decorar. Paul me convidou para fazer parte, mas eu não curti muito esse negocio de classe e esses outros paranauê aí. Mas talvez eu consiga voltar para o meu mundo utilizando esses poderes especiais.......Tá decidido! Eu vou me inscrever! Saio da minha cama, pois passei metade da tarde para pensar no assunto. Vou correndo até o quarto dele e bato na porta dele, como ninguém atende eu abro a porta e vejo ele saindo do banho sem toalha. Seu corpo nu tinha alguns músculos, mas nada que desse para perceber com uma camiseta:–O que diabos você está fazendo aqui?- ele disse envergonhado.–Vim dizer que queria entrar no exercito com você e...- isso é muito constrangedor!–Eu já tava indo atender! Dá o fora do meu quarto!- ele pegou uma toalha e cobriu suas partes intimas -Vamos que eu não tenho toda a tarde!- então ele me empurra pra fora do quarto dele.Apesar de estar com vergonha de ter visto o corpo nu de Paul, não posso negar que estou ansioso para descobrir mais sobre esse exercito maluco e o motivo de existir um castelo no meio da cidade.Espero Paul na porta do quarto dele e quando são três e meia da tarde, ele aparece com o cabelo sem quaisquer gel nele, o que me surpreende, pois o cabeça de gel ficou muito diferente! Seus cabelos negros cobrem todo o seu rosto, mas ainda consigo ver o seus olhos negros que aparentam ser sem fundo. Ele ergue o punho na minha direção:–Pronto pra tentar se tornar um Deus!?- eu não quero me tornar um Deus, mas se ele acredita que eu quero, não vou contesta-lo, pois só quero voltar para o meu mundo, não me importo com o que ele quer fazer da vida dele.–Mais do que pronto- tento parecer convincente e ergo o meu punho também.Agora começa a minha aventura e que eu consiga voltar para o meu mundo!
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