À Sombra da Justiça

14 Home, Sweet Home


Notas iniciais
Vamos fazer essa história andar?? Hein?? VAMOS!!! Agora, Holmes irá encontrar um rosto do Hiato e descobrir um segredo cabeludo ao mesmo tempo. Não tá fácil pra ninguém. Boa leitura.

Em algum lugar do East End. Londres, Inglaterra. 20 de Junho de 1894.

Aproveitando-se de suas vestes de má qualidade obtidas em um brechó barato, Holmes finalmente embarcou no obscuro mundo de East End, naquela madrugada fria. Ignorando a fina camada de chuva que caía, ele caminhava pelas ruas sujas daquele lugar.

Ele estava com um violino à tiracolo, para dar veracidade. Infelizmente era seu Strativarius. Ele não se lembrara de comprar um mais vagabundo e agora, estava andando com uma verdadeira relíquia naquele lugar. No dia seguinte, ele pensou, compraria um violino qualquer para esta tarefa.

Virando um beco, ele encontrou Hans. O alemão, de cabelos loiros e ar safado e mau-educado, estava vigiando suas “protegidas”, que eram prostitutas que pagavam cerca de um quarto para ter sua proteção. Para seu espanto, ele estava cheio de protegidas.

Holmes sabia que Hans era um tipo de criminoso que só falava com criminosos, e que não lhe daria conversa. Só lhe deu á época por puro interesse nas lutas, e que o assunto entre os dois não passaria de ringues. Ele precisava se mostrar confiável para saber mais.

Encostado a um muro, tendo Hans e alguns homens mais à frente, Holmes viu passar por aquele local fétido, o Beco da Latrina (por ser um dos poucos locais com esgoto à céu aberto), o inspetor Reid, sozinho.

Minha chance.

De cabeça baixa, Holmes sentiu o Inspetor passar bem próximo de si. Já com um plano na mente, ele pôs de propósito o pé na frente, fazendo o Inspetor tropeçar.

Claro, a reação de Reid foi a mais esperada possível.

–Ei, porquê não olha para onde...?

O inspetor mal teve tempo de terminar a frase. Rapidamente, Holmes deu-lhe um soco no rosto, na altura do nariz, deixando o inspetor atordoado. A cena inesperada atraiu a atenção de Hans e dos demais, que conheciam o inspetor por ser um homem que dificilmente levava desaforo para casa, e também por ser um bom boxeador.

Cambaleando, Reid tentou revidar, mas Holmes impediu o seu golpe e lhe aplicou uma chave de braço, aproveitando e ficando de costas para a gangue para se explicar.

–Não se preocupe, Inspetor. Não foi nada pessoal. – disse Holmes, em um cochicho.

–Mr. H...?

–Não faça isso, inspetor. – advertiu Holmes. — Ou então o próximo golpe será realmente pessoal.

Holmes o lançou adiante, fazendo o inspetor quase cair no chão.

–Como se atreve? – gritava o inspetor, raivoso.

Ostentando muito deboche na cara, Holmes fez um gesto diante do inspetor, chamando-lhe para a briga. Possesso de raiva e ainda sem entender as motivações do Engomadinho da City, o Inspetor correu contra Holmes, tal qual um touro bravo. Sagaz, o detetive fez Reid desviar-se de si, aplicando a força dele mesmo, e o lançou contra uma via de esgoto.

Ainda descrente que estava repleto de fezes por um terço de seu corpo e até com respingos no rosto, o inspetor tentava se levantar, derrotado, enquanto Holmes caminhava assobiando, violino no ombro e tendo a mão, lançando a ar, sabe-se lá como, seu relógio de ouro.

–Você me paga... – bradava o inspetor, aturdido. Só agora, atirado ao esgoto, ele tivera tempo de raciocinar. Certamente, por suas vestes, este era um disfarce.

–Sigerson, é você? – perguntou Hans, ainda abismado com a cena de um inspetor respeitado atirado ao esgoto, enquanto o derrotado inspetor saía, antes que perdesse a cabeça com aqueles criminosos que riam de si. Isso não vai ficar assim.

Claro, o desfecho não seria outro senão uma rodada de cerveja de graça para Sigerson bancada por Hans.

Agora, os dois pareciam amigos de infância.

–As vacas andam gordas por aqui, não é? – disse Holmes, com seu sotaque norueguês de volta, arrancando um sorriso de Hans, enquanto ele pedia o uísque mais caro do pub.

–Sim, verdade. Mas fazia muito tempo que eu não te via, companheiro! Pensei até que estava preso, dado o que andaram falando a seu respeito.

–Sou mais esguio que um gato de rua, Hans. Polícia nenhuma é capaz de me enjaular.

Ser um criminoso em East End nunca era um problema. Não em um bairro tão cheio deles. Era até mesmo algo que dava respeito e Holmes usava isso a seu favor como poucos.

–Foi um problema que tive em minha terra, nada grave. Mas pela que vejo, seu faturamento aumentou. Antes você protegia apenas cinco garotas, e agora vejo que tem dez aqui. – disse, olhando para as moças do lado de fora do pub, recostadas ao muro, algumas delas atendendo os clientes ali mesmo, em plena luz do dia. Holmes virou o rosto rapidamente, sentindo asco daquela situação tão vulgar e animalesca na qual se submetiam aquelas moças. Ele jamais se imaginaria fazendo o que fazia em quatro paredes com Esther em uma rua, ou com outra mulher além dela. Embora aquele “acidente” – como sempre se referia à noite que estivera alucinado e mal se lembrava do que tinha feito – tenha ocorrido e vez ou outra lhe assombrasse.

–Sim, elas estão em pânico com um sujeito que anda rondando por aí.

–Oh, é mesmo? Mais um desses que sentem prazer em bater em mulheres?

–Antes fosse tão simples. – disse Hans, enquanto fumava um cigarro barato. – Esse é ainda mais violento. Estava matando umas moças que frequentavam esse lugar aqui. Nenhuma delas era prostituta, mas agora que June foi quase atacada por ele, muitas delas estão recorrendo ao meu serviço. Ao menos até que este sujeito se meta com gente importante, porque a polícia não costuma se preocupar com o que acontece nesta sarjeta.

–Realmente.

–Mas vejo que o senhor está com seu violino, não é? Diga, está precisando de uma grana? Digo isso porque o seu terno está velho. O que me diz de tocar esta noite no Delírio de Noite? Sinto falta de quando o senhor tocava polcas e algumas cantigas alemãs com o seu violino...

Holmes gelou com a possibilidade. Delírio de Noite era o bordel onde Rose Willians trabalhava.

–Oh não. Eu tenho outra coisa em vista.

–Ah mas vamos lá. Jim Young e Great Peter estarão lá. Eu marquei uma cerveja com eles, enquanto meu outro ajudante assume o posto.

Aquilo era tentador demais. Jim Young era um reconhecido matador de aluguel, e Great Peter um homem do mesmo ofício que Hans. Ambos poderiam saber alguma coisa do assassino.

Holmes decidiu, então, acompanhar Hans.

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O Delírio de Noite estava lotado. Holmes costumava trabalhar ali como violinista, quando investigava Sebastian Moran. O local continuava a mesma coisa: quente e úmido ao mesmo tempo, como forte odor de fumo, bebida e perfume barato que impregnava na mais pesada das roupas. As mesmas músicas de letra de duplo sentido tocavam – muitas delas, envergonhava-se Holmes internamente, ele sabia tocar – embalando as moças que entretinham os cavalheiros. O jogo de cartas ainda era executado e a mesa estava lotada. Para alívio de Holmes, Rose Willians não estava ali. Menos mal.

Hans sentou-se ao balcão e pediu uma bebida. Holmes o acompanhou em um uísque barato. Logo, estava sentado ao lado de Young e Great Peter. Ambos pareceram satisfeitos com a presença de Sigerson, relembrando lutas memoráveis na Taverna e contando as últimas novidades, das quais Holmes não estava interessado em saber, mas fingia interesse.

–Ultimamente tem sido difícil encontrar um tempo para minha cerveja. Muitas meninas estão querendo proteção contra um sujeitinho. – disse Peter, enquanto enchia mais um copo. – Disse para minha esposa: de que adianta dinheiro se não tenho tempo para gastar?

Peter tinha três esposas, uma em cada canto de Londres, de modo que Holmes nunca sabia de qual delas ele estava falando.

–Tem razão. Mas ao menos, posso comprar brinquedos para os meus filhos. E há outra questão: minha esposa está grávida.

De novo, esse assunto. Gravidez. Merda.

Todos comemoraram a notícia de Hans com um brinde. Holmes fingia simpatia.

–Mas então, você tem que economizar na bebida. Bebês gastam muito. Eu tenho oito filhos e sei disso. – disse Peter, deixando Holmes entediado – e triste – com o assunto.

–Crianças só sabem cagar e chorar na hora errada. Eu tenho uma menina de seis meses e desde que ela nasceu não consigo mais trepar com minha mulher em paz ou mesmo ter uma noite completa de sono. – disse Young.

–Sim, mas ver um bebê dizer “Papai” pela primeira vez é a melhor coisa do mundo. E você, Sigerson? Tem um filho, ou está para ter um?

Holmes ficara sem graça. – Não.

–Dê graças a Deus por isso. Eles irão acabar com sua mulher, deixa-la gorda e mau-humorada. – observou Young.

–Eu não sou casado.

–Melhor ainda, companheiro! – todos riram, bebendo mais uísque.

O assunto seguiu para outros rumos, para alívio de Holmes. Um deles era sobre o excesso de trabalho que ambos estavam tendo. Quando Holmes sentiu que estava perto de ouvir mais sobre isso, uma mulher, gritando, entrou no Delírio de Noite. A música parou de tocar, enquanto todos se viraram para ela, que apenas pôde dizer:

–Há um homem atacando Rose na Praça!

Rose Willians!

Holmes levantou-se imediatamente, assim como os demais.

–Ela é minha protegida! – exclamou Great Peter, enquanto corria pela rua. – Onde estava Edgar?

–Você deixou Edgar cuidar das meninas? Ele é um boçal! – disse Hans.

–Não será mais. – prometeu.

Mesmo sendo um completo estranho naquela situação, Holmes acompanhou os três até a Praça. Poderia ser tarde demais, ele pensou. Até que chegassem lá, Rose poderia estar morta.

Quando chegaram lá, encontraram Rose caída sobre o chão, se levantando.

–Rose! – exclamou Great Peter. – Por Deus, que bom que você está bem!

Sem hesitar, Rose deu um tapa no rosto de Great Peter.

–Onde você estava, seu porco? Eu poderia ter morrido!

–Eu sei, mas...

–Não é para isso que lhe dou um quarto do que recebo? Para ser protegida? E agora, sou atacada! O que é pior, até mesmo o senhor, Mr. Hans, não protegeu as meninas!

–Do que está falando, Rose? – perguntou Hans, sem entender. – Eu pus um homem de confiança vigiando as garotas.

–Parece que não foi o suficiente, porque ele levou Flora!

–O quê?! – surpreendeu-se Hans, jogando seu cigarro fora.

–Vocês dois, são uns vermes malditos, que só sabem pegar o nosso dinheiro e gastar com bebida! Nem para espantar um maldito cretino servem!

Rose parou de resmungar, quando percebeu a presença de Holmes.

–Sigerson?

–Eu mesmo.

Ela sorriu. – Há quanto tempo! Este sim, meus senhores, é um homem de verdade! Fez por mim muito mais do que os senhores seriam capazes de fazer. – ela disse, com orgulho.

–Pois então, sua cadela, proteja-se com ele! – resmungou Great Peter, puxando Rose do chão pelos cabelos, arrancando um grito agudo da moça. Holmes interviu.

–Ela não falou por mal, senhor. Está só um tanto irritada.

–Espero que sim! – ele disse, soltando-a.

–Bem cavalheiros, se me permitem, tenho que procurar agora pela Flora. Sua ajuda seria bem-vinda, Young. Você fareja um sujeito desses muito bem. Pago dois soberanos se me trouxer a cabeça dele.

–O senhor não é o primeiro a me pedir isso, Hans. Square e Madame Tiffoly pediram o mesmo. Se quiser, trago o sujeito cortado em pedaços iguais para cada um. – disse o sanguinário assassino de aluguel.

–Que seja. Só o quero morto. Maldito bastardo, assustando as nossas meninas... Agora, vamos, antes que minha reputação fique trincada entre as garotas.

Todos saíram pela madrugada escura adentro, deixando Holmes sozinho com Rose naquela praça, já deserta.

–Você está bem? – perguntou.

–Melhor agora. – ela disse, com a mesma sensualidade de sempre. – Agradeceria se pudesse me levar para casa.

Holmes tremeu com a possibilidade, mas se viu tentado. Rose poderia fornecer-lhe muitas pistas.

–Sim, é claro. Vamos. – disse, entendendo um braço, para acompanha-la pelas ruas.

–Você ainda mora no mesmo lugar? – ele perguntou.

–Sim. Só não sei por quanto tempo. Consegui um cliente bom que vem me ver com certa frequência. Ele está preocupado com essa violência aqui e quer me tirar de Whitechapel. Acho que vou me tornar exclusiva. – disse a moça, com alívio e orgulhoso.

–Hum. – disse Holmes.

–E você, Sigerson? O que andou fazendo?

–Eu? Nada demais.

–A polícia estava atrás de você naquela época.

–Sim, mas o processo contra mim foi arquivado. Consegui provar minha inocência.

–Eu... Fiquei com suas coisas, espero que não fique chateado. Passou-se um tempo e você não apareceu lá para busca-las...

–Não, eu não me importo. Tive de sair fugido, com a roupa do corpo. Espero que meus pertences tenham lhe feito bom proveito.

–Eu vendi boa parte. Uma ou outra coisa ficou para mim. Deu uma grana interessante.

Sigerson e Rose estavam já no pequeno cortiço. Com claras segundas intenções, Rose colocou sua mão sobre o ombro de Sigerson e fez-lhe um convite para entrar.

–Não sei se seria adequado, Miss Willians. — disse Holmes, sem jeito.

A moça riu. – Você, sempre tão educado... Porquê não me chama de Rose?

–Rose... Eu tenho outros assuntos a tratar.

–Então trate-os, mas primeiro, uma xícara de chá.

Holmes queria arrancar mais detalhes a respeito do provável assassino, de modo que não encontrou outra alternativa senão a de se subir com Rose Willians até seu apartamento. Afinal, ela fora testemunha.

O local era quente e apertado, quase do tamanho da sala de Baker Street. Havia pouca mobília: um sofá esfarrapado, uma cadeira e escrivaninha, e no canto da parede uma cama de casal.

–Essa cama testemunhou bem menos do que você deve imaginar. – ela disse, rindo, ao perceber que o olhar de Holmes se direcionou àquela mobília. – Eu não levo meus clientes à minha casa. Quero dizer, apenas um.

Deus, como posso ter me deitado com essa moça?

–Posso imaginar que seja este cliente especial que está prestes a transformá-la em amante, não? Mas então, você me prometeu chá. – disse Holmes, deixando seu Stradivarius sobre a poltrona.

–Espero que goste de chá de erva-cidreira.

Holmes não se importou. Sempre bebia chá de erva-cidreira na casa de Watson, e por muito tempo erva-cidreira foi o chá mais consumido, quando dividia seus aposentos com Watson em Baker Street. Ele recebeu uma xícara do chá frio e bebeu, acompanhado de Rose.

–Você não me parece muito abalada.

–Você é que pense. Eu tremo por dentro, só de pensar que... Que eu poderia estar no lugar de Flora. Ainda bem que eu nasci com meus cabelos vermelhos como fogo.

Holmes não entendeu. – Como assim?

–Eu não sei se você está sabendo dos crimes que andam acontecendo aqui em East End. Parece que não, não é? Claro, os jornais jamais falarão de nada do que ocorre nesta parte da cidade.

–Eu soube que foram três mulheres assassinadas, dizem que pelo Jack. – disse Holmes.

–Uma besteira! Eu conhecia duas delas, Judy era mais espevitada do que muitas prostitutas dessas áreas, e havia aquela outra, a beata, que só faltava me atirar uma pedra quando passava perto de mim. Esqueci o nome dela... Ah, Catherine. Ela sempre virava o rosto para mim.

–E a outra mulher?

–Não, dessa eu nunca ouvi falar. Tme gente que diz que é comuna, mas eu não sei dela não. Mas dessas duas... O que eu ouço falando por aí é que as duas foram pegas aqui em Whitechapel, cortadas que nem um porco da mesma maneira que Jack. E as duas eram loiras. Inclusive, Flora também é loira. E June também é. Oh meu Deus! – exclamou Rose, assustada. – Eu tenho muitas amigas loiras, não quero que elas morram nas mãos deste calhorda!

–Mas me diga, Miss Willians, como ele era.

–Branco, usava um chapéu largo. A Praça estava escura, você sabe como é, mas deu para ver que ele usava boas roupas. Não era um sujeito qualquer.

–Como ele atacou Flora?

–Ela estava quase do meu lado, esperando um cliente. Então, ele apareceu. Sequer olhou para mim – e olha que chamo atenção com meu cabelo cor de fogo! – e foi direto para Flora. Ele cochichou alguma coisa no ouvido dela e ela concordou com a cabeça. Os dois seguiram para um beco, lugar onde costumamos... Você sabe. Então, eu vi Flora escorregar e se segurar no braço dele, como se estivesse tonta. Ele acabou deixando cair uma faca! Logo eu percebi que ele iria mata-la. Eu tentei gritar para Flora que ele deveria ser um assassino, mas era tarde. Ele a pegou pelo braço e tentou arrastá-la. Ela gritava, implorando por ajuda, mas na rua só havia prostitutas, com tanto medo quanto ela. Então eu corri e tentei resgatá-la e ele me empurrou contra o chão. Ele deu um soco na cabeça dela, que a fez desmaiar, e a carregou dali tranquilamente.

–Então, ele não foi muito longe. Ao menos que tivesse um cabriolé.

–É bem provável que tenha. Há muitos cabriolés circulando por aqui.

–E a faca?

Para consternação de Holmes, Rose retirou do meio dos seios, bem ao fundo, uma faca e o entregou. Imediatamente, Holmes reparou que tinha os mesmos detalhes que a faca que June lhe entregou.

–O que vai fazer com isso? – ela perguntou. – Porque eu iria vender.

–Então, eu vou comprar de você. Quanto quer por ele?

–Duas libras. – disse ela. – Custou-me, pelo menos, uns dois clientes e um pouco de trauma.

–Tudo bem. – ele disse, retirando do bolso o dinheiro. – Obrigado pelo chá Miss Willians. – Holmes colocou sua mão sobre os bolsos do terno. Tinha esquecido seu maço de cigarro sobre o balcão do bar.

–Esqueceu o seu cigarro, não é? – ela sorriu, com o mesmo olhar travesso de sempre. – Aposto que foi por minha causa. Tudo bem, Mr. Sigerson. Deixe-me recompensá-lo.

Rose caminhou até um gaveteiro e retirou dali um maço de cigarros.

–Aproveite, porque esse é bem melhor do que estes vagabundos que você fuma. Mas é um só, hein! Não quero que ele dê pela falta.

Ele, certamente, era o tal cliente.

Quando a moça ofereceu-lhe o maço, Holmes percebeu mais uma familiaridade. Era cigarro de tabaco indiano.

O único homem em toda Londres que ele sabia que fumava aquele tipo de cigarro, tão exótico, era o Doutor John Hamish Watson.

Notas finais
Hmmmmmm... Será que Watson é esse cliente misterioso? E Holmes, que menino travesso que você é! Sacanagem que fez com o Reid, ele é um merda, sim, mas não precisa jogar ele no esgoto!! HAHAHHA E para quem está sentindo falta da Esther, mais um cap!! Pessoal, prometo que o negócio vai ficar interessante. Só estou amarrando a coisa toda. Continuem acompanhando, e obrigada pela paciência!!! Bjs e até a próxima.