À Primeira Vista
4 Lucy Heartfilia
Notas iniciais
Capítulo 4 – Lucy Heartfilia
Juvia estava tranquila. Com o passar dos anos, ela havia se tornado cada vez mais fria. Eram raras as vezes que a mulher-chuva se importava com alguma coisa. Ela havia desistido de achar um príncipe. Havia desistido de ser feliz.
Mas Juvia não podia reclamar de sua vida. Com apenas 17 anos, ela era uma classe-S, uma das mais fortes da guilda, ela tinha um time poderoso que Juvia jamais poderia acreditar que iria perder para alguém. Ela tinha amigos. Não eram muito verdadeiros, de fato, mas eram amigos. Não só eles, Gajeel, o outro classe-S, também era uma espécie de amigo para ela. Eles conversavam às vezes e Juvia ainda sentia muita pena dele.
Apesar de que ele parecia bem feliz quando o mestre deu-lhe aquela missão. A missão que o mestre Jose havia conseguido para a guilda de um homem rico e famoso. Esse senhor era um Heartfilia e era um dos homens mais ricos e poderosos de Fiore. Ele prometera dar muito dinheiro à guilda, caso o mestre conseguisse devolver a ele sua filha, que havia fugido.
Juvia se perguntou por que alguém fugiria de uma vida de mordomia com todos os seus desejos sendo satisfeitos o tempo todo. Ela provavelmente deveria ter ido embora por causa de um amor.
Pelo menos alguém no mundo poderia ser feliz.
Voltando a história, o mestre dera a Gajeel a missão de destruir a guilda que havia aceitado a tal garota. Para eles ficarem com raiva. E então, seria a vez de Juvia.
Ela revirou os olhos. Aquilo seria fácil. Era só prender uma garota metida e mimada que fugira de casa por causa de um namorado não aceito pelo pai. Caso não fosse a missão, Juvia provavelmente nem se meteria no assunto.
Era um dia calmo na Phantom, Juvia tomava um chá ao lado de seu time. Ária, Totumaru e Sol. Ela podia jurar que os três ficavam cada vez mais esquisitos, a cada diz que se passava. Bem, ela realmente não poderia falar nada.
Quando ela ouviu um barulho de algo sendo destruído do outro lado da guilda. Ela se virou e viu Gajeel batendo em outros membros de novos. Desse jeito, ele jamais teria amigos.
— O que houve? – perguntou Totumaru.
— Parece que Gajeel está bravo por que as fadas não vieram ainda para cá.
“Fadas?” pensou Juvia. Então, a guilda que aceitou a garota era a “Fairy Tail.”, Juvia finalmente aprendera o nome. Ela resolvera pesquisar sobre o assunto, já que aquela guilda estava começando a ficar famosa.
E estava quase empatando com a Phantom, o que irritava o mestre.
— Non, Non, Non. – disse Sol, que desde que aprendera sua magia de se misturar com o chão, quase sempre matava todo mundo de susto. – Parece que eles non virão tão cedo.
Eles viram, então, Gajeel sair pela porta da guilda, indo a algum lugar.
— Onde vocês acham que ele vai? – perguntou Totumaru.
— Que triste! Provavelmente irá dar um jeito de começar a guerra! Que triste!
Juvia não ficou muito tempo sem saber a resposta, no dia seguinte, Gajeel já voltava para a guilda e ele encontrou com Juvia enquanto ela saía para dar uma volta.
— O que Gajeel-Kun fez? – ela perguntou. Juvia sempre chamava de “kun” todos os seus amigos da Phantom. E mesmo que o homem-ferro fosse difícil de conversar, ela continuava o chamando desse jeito.
Ele riu.
— Se quiser, pode ficar aqui, esperando para ver. Mas te garanto que logo, logo, a guerra começará.
— Então Juvia vai embora. – disse ela. – Juvia detesta brigas.
— Você quem sabe. – ele disse e entrou na guilda.
Ária também havia ficado para a briga naquele dia. O mestre dissera que precisava dele lá. Totumaru disse que iria terminar um projeto que ele havia começado com o mestre para a guerra. Juvia não podia nem ao menos imaginar o que era. Já Sol se oferecera para ajudar a capturar a tal garota.
— Guerras non son élégant. – ele disse. – une mission seria une mieux opção.
E então, foram os dois, pelas ruas de Magnólia, a tal cidade da guilda, onde eles esperavam encontrar Lucy Heartfilia (que o mestre dizia ser o nome da garota).
Mas as ruas pareciam vazias, sem quase ninguém. Talvez fosse Juvia e sua chuva, mas a mulher-chuva não se importava mais com isso.
Quando ela viu uma garota loira andando pela chuva, vindo de outra direção. Juvia sorriu. Alguém que não tinha medo da chuva... Ou apenas alguém que tinha sido pego desprevenido.
— Constantemente e silenciosamente... – disse Juvia quando estava quase chegando perto da loira. A tal garota se virou para ela e a olhou como se a mulher-chuva fosse maluca. – Sim... Juvia traz a chuva. Constantemente e silenciosamente...
— Huh? – perguntou a garota colocando as mãos na cabeça para se tapar da chuva. Pelo visto, ela fora pega desprevenida.
— O que você traz? – perguntou Juvia curiosa.
— Erh... Quem é você? – ela perguntou.
— Eu me diverti Adeus. – disse Juvia rindo por dentro da tal garota. – Constantemente e silenciosamente...
A garota parecia confusa. Mas antes da mulher-chuva ir embora, sol surgiu da terra mais uma vez e parou ao lado de Juvia.
— Non, non, non. — Ele disse. – non, non, non, non, non, non, non, non, non, non. – E ele se virou para a loira. – Bonjuor com Non em um ritmo 3-3-7.
A garota ficou ainda mais surpresa. Mas não era só ela. Juvia também se perguntou o porquê se Sol ter cumprimentado ela. Sol, não era do tipo de pessoa que cumprimentava qualquer um na rua.
— Juvia-sama – ele disse. – Você non pode largar sua missão.
— Monsieur Sol. – disse ela.
— Meu monóculo está sussurrando para mim. – disse ele se referindo a sua lente antiga que ele comprava nos últimos dias, uma lente que ele não parava de usar. – Mademoiselle ali não é outra se não nossa preciosa sibile (alvo em francês).
Juvia se virou para a loira. Então... Era aquela a Lucy Heartfilia?
— Ó nossa... Então é ela?
A cara da tal Lucy era confusa. E Juvia ria por dentro com isso.
— Perdon minhas maneiras. – disse Sol a ela. – Eu sou Sol. Você pode me chamar de Monsieur Sol. Viemos da grande Phantom para lhe dar as boas vindas!
— Juvia é uma membra do Element four, que traz a chuva.
— Phantom?! – Heartfilia gritou furiosa. – Vocês são aqueles que atacaram Levy-chan!
Juvia teve vontade de rir. Aquele era o brilhante plano de Gajeel? Atacar garotas?
— Non, non, non. – disse Sol. – Gostaria de desfazer seu mal-entendido com três nons. Destroçar a guilda, atacar Levy-sama, todos foram feitos de Gajeel-sama. Mas é verdade que isso foi feito graças a um consenso da guilda.
Juvia ficou cheia de tudo aquilo. Quanto mais cedo completaria a missão, mais rápido voltaria para casa. Ela acenou com a mão e Heartfilia foi presa pela sua bola d’água.
— O que é isso?! – gritou ela.
— O Water Lock de Juvia não pode ser quebrado. – disse a mulher – chuva a ela. Demorou alguns segundos, mas logo depois, Heartfilia já estava desmaiada.
— Tres Bien! – comemorou Sol.
— Não se preocupe... – disse Juvia à garota. – Juvia não irá te matar. Por que é o dever de Juvia te levar de volta, Lucy Heartfilia-sama.
- Victorie! – comemorou Sol.
— Captura completa. – disse Juvia quando viu umas chaves caírem no chão. Ela não se importou em pega-las. Não deveria ser nada importante.
Aquilo fora fácil. Fácil demais.
— Vamos voltar a guilda. – disse Juvia à Sol. – E vamos rápido. O mestre deve estar precisando dela.
Mas antes de começar a andar, Juvia se perguntou quem seria o tal amor daquela garota. Talvez ela ainda pudesse vê-lo. E assim, talvez, ainda poderia conhecer um verdadeiro casal que talvez ainda pudesse dar certo no final. Ao contrário dela, que mesmo se quisesse, não poderia ter um amor.
Notas finais
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