Amor De Primavera

Que ela não sabe a filha que tem


Alice suportou muito bem as ultimas aulas. Quando o sinal do fim da aula soou ela se levantou e arrumou o material. Por sorte o professor estava na turma ao lado e no exato momento em que ela saiu ele estava terminando de discutir o trabalho de Gabriel, um aluno da outra turma. Ele se chocou nela, que riu quando os livros caíram. Os dois se abaixaram para juntar e ele colocou de propósito a mão sobre a dela.

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- Desculpe Alice.

- Não foi nada não, professor. - Ela disse. Então ela foi junto com ele até a sala dos professores, fingindo discutir o trabalho. Ele fingiu pedir onde ela morava e falar que poderia dar uma carona se ela quisesse. Ela fingiu achar isso perfeito e agradeceu, educadamente. Minutos depois os dois gargalhavam dentro da BMW dele.

- Eu não acredito! - Alice disse. - Você fez isso mesmo? - Alice gargalhou do que Matt contava. A história era sobre uma viagem que ele fez no inicio do ano. Rodrigo havia tentando arranjar uma amiga para ele, mas Matt não tinha gostado da mulher. Ela era bosal e chata, só sabia falar de compras.

- Bem, eu não podia fingir que gostei dela a noite toda não é? - Matt sorriu para a loira do banco ao lado. Haviam estacionado em um restaurante beira mar lindo. Alice amava frutos do mar, ficou feliz em ver a parada. Os dois desceram e ele a conduziu a uma mesa perto da janela, onde ela poderia ver e ouvir o mar, coisa que ela mais gostava.

- Achei que ia gostar, você parece gostar de praia.

- Eu amo o mar. - Alice disse, confirmando. - Viveria na praia se pudesse.

- Eu vivo. - Matt passou a mão sobre os cabelos, os arrumando. - Quando quiser ficar por lá você é bem vinda.

- É claro que a freira vai deixar. Madre, eu vou passar uns dias na casa do meu professor ok? - Alice imitou ela mesmo pedindo permissão. - Mas eu posso dizer que os pais de Sophia viajaram...

- Você é maluca.

- Eu sei. - Ela sorriu e ele não pode deixar de pensar que a garota a sua frente era perfeita. Desenhada por Deus, com um sorriso do céu.

- Sabe surfar?

- Bem que eu queria, mas nunca consegui aprender já que as freiras acham isso muito perigoso. Eu já disse que eu odeio as regras daquele lugar?

- Já escutei isso alguma vez.

- É, eu odeio aquilo. Mas é só mais um ano e fim, vou sair de lá viver minha vida sem uma velha me mandando arrumar meu quarto ou estudar para uma prova.

- Acho que vou ter que ensinar alguém a surfar... - Ele disse rindo e tomando um gole do suco, nada de bebida alcoólica, nem para ele e nem para ela.

- Eu ia amar! - Ela disse, sorrindo. A garçonete veio e secou Matt, Alice ficou furiosa, mas respirou fundo, nunca fora uma garota ciumenta em publico.

- O que irão querer?

- Risoto de Camarão. - Os dois pediram ao mesmo tempo e riram.

- Dois risotos de camarão. - Matt pediu e Alice sorriu. A garçonete, percebendo o clima saiu um pouco brava, mas logo tinha um sorriso para um loiro que entrou sozinho. O almoço foi servido e os dois comiam um pouco em silêncio. Os dois terminaram e Matt pagou. Ao invés de irem para o carro, decidiram caminhar na praia deserta. De mãos dadas e pés descalços os dois caminham pela areia quente, as vezes sentiam o mar tocar os pés, que era um alivio já que a água estava gélida.

- Alice?

- Sim?

- Você vai ir no baile de máscaras?

- Bem... Eu não pretendia... - Ele a virou, fazendo os dois se encararem.

- É com máscaras, ninguém vai nos reconhecer. Ah, vamos, quero levá-la.

- Isso é um convite?

- É. Quer ir ao baile comigo? - Alice demorou apenas um segundo para pular sobre o pescoço do moreno e sorrir.

- É claro! - Ele riu e beijou a garota. O celular de Alice tocou, era o número do orfanato, não podia ser coisa boa.

- Alice falando.

- Alice, onde você está? Porque não veio almoçar?

- Decidi almoçar em um restaurante hoje, algo contra Madre?

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- Bem você sabe que tem que nos avisar. Precisamos de você hoje, temos que ir a uma igreja e a pequena Isadora está doente, você é a única que pode cuidar dela.

- Isa está doente? - Alice pareceu agitada. Isadora era a pequena protegida de Alice. Uma menina ruivinha de olhos verdes que lembrava um pouco Sophia.

- Sim, com febre e se recusa tomar o remédio a não ser que seja você que de a ela...

- Estou indo irmã. - Alice desligou e olhou para Matt.

- Infelizmente tenho que voltar. Uma das pequenas está doente e ela é muito ligada em mim... Ela não quer tomar o remédio a não ser que eu de a ela. As freiras estão saindo e precisam de alguém que cuide dela, já que o resto está na escola.

- O orfanato vai ficar vazio?

- Sim, porque? - Alice encarou o professor que levava uma cara divertida no rosto. Ele não disse mais nada até chegarem no orfanato. A madre superior estava ali, estranhou a garota chegar de carro.

- Alice ai está você, Isadora está com quarenta graus, estamos pensando em levá-la ao hospital... - De dentro do orfanato alguém grita, tanto a irmã, quanto Alice e Matt correm ao quarto das pequenas e vêem Isadora desmaiada.

- Isa minha pequena! - Disse Alice correndo até a menina a pegando no colo. Lembrando-se do que aprendeu nos filmes pediu a alguém que pegasse água, álcool e um pano. Fez uma compressa e colocou na cabeça da garota. As irmãs tinham saído, só Matt e ela estavam ali. A garota não acordava e já estava deixando Alice preocupada.

- Ela não acorda, o que eu vou fazer? - Algumas lágrimas escaparam dos olhos da garota. Matt a abraçou tentando consolar a sua pequena, mas parecia que ela estava preocupada de mais com a ruivinha. Depois de poucos minutos a ruiva abriu os olhos e então Alice se acalmou e sorriu.

- Lice? - Disse a pequena ruiva.

- Sim Isa, sou eu. - Logo ela estava com um remédio nas mãos dando a menina. - Eu sei que é ruim, mas é melhor que ir pro hospital né Isa? - A garota concordou e tomou o remédio avermelhado.

- Quem é esse cara Lice? - Alice olhou para Matt e sorriu.

- Bem, ele é só...

- Sou o namorado da Lice. - Alice o olhou. Sentiu uma explosão de felicidade a invadir, mas segurou isso e disse:

- Mas isso é segredo ainda ok Isa? - Matt sorriu. Isa encarava o moreno de cima a baixo.

- Ele é muito mais bonito que seu outro namorado. Ele parece ser bem mais legal, ele é Lice?

- Sim Isa, ele é muito mais legal que o loiro. - Isa sorriu.

- Me chamo Isadora e você?

- Mateus, sabia que seu nome é muito bonito?

- Sério?! Obrigada. Mateus também é um nome legal.

- Obrigada Isa. Posso te chamar assim?

- Claro! - A pequena Isa se levantou e abraçou Matt. Alice estava no corredor ligando para madre superior e avisando que Isa estava bem.

- Lice! - Isa a chamou.

- Sim minha pequena sereia? - Isa adorava que ela a chamasse assim, sempre gostou da história da Ariel e ela também tinha os cabelos vermelhos.

- Vamos brincar?

- Mas Isa, você tem que descansar. Acabou de dar um susto e tanto sabia?

- Eu não quero ficar deitada o dia todo!

- Isadora, você tem que descansar!

- Lice, por favorzinho com caramelo e sorvete por cima! - Matt riu e decidiu ajudar a pequenina.

- É Lice, vamos brincar.

- Ah, não, você também. É injusto sabia? Tudo bem, podemos brincar de alguma coisa que você possa ficar deitada. Que tal um jogo?

- Clue? Eu sei que você gosta! - Disse Isa pegando Alice. Ela realmente gostava de jogar Clue com a pequena.

- Tudo bem, vou pegá-lo. - Alice saiu por dois segundos e então quando voltou Isa estava rindo.

- Lice?

- O que foi Isa?

- Você gosta do Mateus? Gosta muito, muito, muito? - Alice olhou para Matt que segurava o riso.

- É feio usar uma criança para fazer chantagem, sabia? - Então ela ficou na ponta dos pés e disse:

- Eu gosto dele muito, muito muito! - E deu um selinho no moreno que sorriu e sussurrou:

- Eu também gosto de você, mas acho que gosto mais... - Alice sorriu em escutar isso e decidiu parar por ai e ir jogar. Os três se divertiram como se fossem uma família. Perto das cinco horas, Matt se despediu de Alice com um beijo e saiu, deixando Alice e Isa sozinhas.

- Lice? - Pedia a pequena.

- O que foi agora Isa?

- Você ama aquele cara? Porque bem que vocês podiam se casar né? - Alice ficou vermelha, mesmo que Matt já não estivesse mais ali.

- Isa, é complicado, eu o conheci há pouco tempo. Mas eu acho que sim, acho que amo ele. - Isa pulou no colo dela e sorriu:

- Se vocês se casar vocês me adotam?

- Isa isso é complicado...

- Eu sei, mas pode tentar, não é?

- Minha pequena, se eu puder, quando eu sair daqui eu levo você junto! - Isa abraçou Alice com força, ela sempre foi uma mãe para a pequena ruiva.