Amor De Primavera

Covinha no sorriso, uma menina, uma mulher


- E então? - A amiga pediu.

- Foi perfeito, sério, na boa. - Ela riu.

- Foram a onde?

- Um restaurante chique, não sei o nome. E então ele me levou no observatório... - Se lembrou de Mateus e a vadia, quem quer que fosse e pediu - Sabe com quem Mateus saiu hoje?

- Bem, por isso te liguei, foi com a Elisa. - A vadia numero um da escola, pensou Alice.

- Bem, eu só vi o carro dele ali, e contei ao Mateus sobre o Mateus. Pera aí, isso é confuso, você entendeu não é?

Não quer ver anúncios?

Com uma contribuição de R$29,90 você deixa de ver anúncios no +Fiction e em seu antecessor, o Nyah, durante 1 ano!

Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!

- Sim. - Sophia riu. - Mas vocês... Você sabe, tiveram outra relação?

- Só nos beijamos Sophia, eu não sou uma vadia ok? Acho que posso estar gostando dele de verdade. Mais ou menos como...

- Amor a primeira vista? - Pediu Sophia rindo. Ela vivia dizendo a Alice que isso existia, mas ela não acreditava, é claro.

- É, bem, isso. - Ela soltou um gritinho ao telefone deixando Alice surda.

- Eu disse que existia, e eu super apoio vocês dois. - Alice riu e então desligou, colocando o pijama deitou na cama e adormeceu.

- O que está acontecendo com você, Mateus? - Ele havia chegando em casa e se deitado na cama. Isso lhe trouxe lembranças da tarde anterior. Alice deitada ali, eles dormindo juntos... O telefone tocou e ele não queria atender, mas precisava.

- Fala ai brou. - Disse Ricardo do outro lado da linha. Ricardo era seu melhor amigo e estava prestes a se casar.

- Oi Ricardo.

- Onde você estava? Te liguei umas três vezes.

- Estava com uma garota.

- Opa! Finalmente, quem é?

- Ricardo, eu acho que...

- Tão velha assim? - Mateus não pode deixar de rir da ironia.

- Não, ela não é mais velha que eu.

- Então, ela tem o que, quinze anos?

- Dezessete. - Disse Mateus, por fim.

- Uou, nem é tão ruim, são só seis anos de diferença.

- Ela é de menor.

- É só você esperar um ano meu amigo, ela é uma garota, duvido que queira dar o ouro antes disso. - Mateus não respondeu. - Não acredito, vocês já...?

- Ricardo, não é uma boa hora.

- Não acredito que vocês já transaram. - Ele disse, Mateus sorriu. Ricardo o conhecia muito bem.

- Ricardo, lembra quando você me disse que com Ana foi amor a primeira vista e eu achei... Achei que era bobagem, que isso não existia?

- Se lembro, lembro de nós dois discutindo isso, e lembro que antes de eu ir embora eu disse: “Vou pedi-la em casamento e queria que você fosse o padrinho.” E eu sai batendo a porta.

- Bem, acho que não é bobagem. - Ricardo sorriu do outro lado do telefone, feliz pelo amigo finalmente esquecer Monique, a mulher que Mateus amou a vida toda e que trocou ele por um ricaço de São Paulo.

- Cara, essa garota mexeu mesmo contigo.

- Você não tem noção. - Mateus respondeu e deixou um suspiro escapar. Escutou Ricardo rindo do outro lado da linha.

- Não a deixe escapar e caso vocês estejam juntos até o casamento, ela é super bem vinda. - Mateus imaginou a garota em um vestido e mordeu os lábios. - Até.

- Tchau Ricardo. - Quando ele desligou o telefone e o colocou no lugar de sempre, o criado mudo, pegou o celular que estava na calça e procurou o número de Alice. Quando o encontrou mandou uma mensagem dizendo: Boa noite, minha linda.

Na manhã seguinte, Alice acordou com Sophia pulando sobre ela. Era onze da manhã, a barriga dela já roncava e a amiga estava quase a derrubando da cama.

- Amiga, vamos almoçar no shopping? - Alice pensou e por fim concordou. Se levantou e viu que havia uma mensagem no celular. Pegou e viu que era de Mateus, não o ex, mas o que lhe tirava do chão: Boa noite, minha linda. Ela não pode deixar de sorrir com aquilo, ficando até como uma boba apaixonada relendo aquilo. Decidiu responde-la: Obrigada meu amor, só vi agora. Com saudades suas. A enviou e dois minutos depois já tinha um resposta: Bom dia princesa, também estou com saudades, quer sair? Ela olhou para Sophia, mas ela foi irredundante.

Não quer ver anúncios?

Com uma contribuição de R$29,90 você deixa de ver anúncios no +Fiction e em seu antecessor, o Nyah, durante 1 ano!

Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!

- Você vai sair comigo. É a tarde das garotas, peça desculpa, marque outro dia, mas hoje não. - Alice pegou o celular e mandou: Não posso, estou presa com Sophia, algo sobre a tarde das garotas. Ela enviou a mensagem e ele a respondeu: Tudo bem. Marcamos outra hora, aliás, não é como se não fossemos nos ver. Beijos minha linda. E então, ela desligou o celular e correu para se vestir.

Estavam no Shopping a pelo menos duas horas, haviam almoçado um Subway cada uma e estavam de bobeira olhando as lojas. Algumas vezes Alice via uma roupa ou outra que a agradava e instantaneamente pensava se Mateus a aprovaria. No momento que pensou isso, também lhe veio a cabeça que deveria achar outro apelido para o professor, já que toda vez que pensava nele a imagem do ex aparecia na cabeça junto, como um chiclete. Sophia falava alguma coisa ao seu lado, mas ela ignorava, era ridículo tudo isso, ela poderia estar com Matt. Esse foi o apelido mais criativo que ela teve na hora e pareceu funcionar, quando pensava em Matt só aparecia o rosto do professor, sem Mateus para atormentar.

- E então Alice, o que acha? - Sophia estava com um vestido rosa Pink, tomara que caia que era bem justinho na parte de cima e era de tule rosa na parte de baixo, a pele dela ficava linda com o vestido, parecia uma modelo de época.

- Sophia, você está linda. - A amiga disse, verdadeiramente.

- Bem, então eu achei meu vestido, e você?

- As freiras não vão me dar dinheiro para um vestido, você sabe a política do orfanato. - Ela odiava isso, mas tinha que guardar o dinheiro que ganhava para pagar muita coisa, incluído a bolsa da escola, se não fosse esse dinheiro ela nem estudaria com Sophia.

- Mande essas freiras pra puta que pariu. Você precisa estar perfeita para o baile de máscaras.

- Aliás eu nem tenho par Sophia. Não acho que eu vá querer ir.

- Você sabia que o corpo docente é obrigado a ir, não sabia? - Alice se remexeu na cadeira, sonhando com Matt e ela no baile, mas se lembrando da política da escola que a impediria de realizar o sonho. Ela não havia percebido que Sophia estava sumida, mas ela logo voltou com um vestido de alça verde água de um tipo de tecido que parecia seda. Alice jurou que parecia uma princesinha de três anos de idade naquele vestido depois que Sophia a fez vestir. Logo, apareceu mais três vestidos, um vermelho todo justo que fazia Alice parecer uma vadia, um verde no qual ela parecia uma velha e por fim um preto. Quando ela o colocou, não pode negar, ficará maravilhosa. Ele era totalmente preto, a parte de cima era justo, parecia um espartilho e tinha um contorno branco. A parte de baixo era solta, parecida com a de Sophia, mas menor, menos princesa e mais recatado. Ela se imaginou com uma mascara e o cabelo preso em um coque frouxo dançando com seu príncipe encantado. Alice balançou a cabeça, apagando o sonho impossível da mente.

- Você está linda, sabia? - Sophia lhe disse.

- Devo estar, mas não tenho dinheiro e nem vou a esse baile, então não adianta nada. - Alice tirou o vestido e recolocou suas roupas. Ela tinha que se contentar em ter encontrado um cara tão maravilhoso como Matt e desistir de algumas coisas.

Alice chegou ao orfanato exausta. A freira chefe havia lhe tido que tinha visita. Subiu tentando adivinhar quem era que estava ali e quase desmaiou quando vi quem era.