Paixonites

Sakura e Obito


Obito acordou olhando as pilhas de roupas para lavar, levantou se espreguiçando calmamente depois foi para a cozinha. Preguiçoso colocou cereal na tigela derrubando boa parte fora. Jogou um pouco de leite e comeu despreocupado, virou-se para a geladeira onde haviam alguns bilhetes colados.

''Às dez iremos aí, então pelo amor de Rikudou arruma essa casa!''

Nesse instante o homem lembrou que os pais de Sakura viriam visitá-lo. Rapidamente correu para seu quarto, começou a pegar as coisas do chão despejando tudo dentro do guarda-roupa. Posteriormente, lavou as várias louças na pia.

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Tinham iniciado o relacionamento quando se conheceram por alguns amigos em comum. Os dois conseguiam ser muito diferentes, ele todo descuidado e a rosada possuía o perfeccionismo como característica marcante. Mesmo assim prosseguiam firme no namoro, Sakura até teve ideia de se apresentarem às famílias.

Olhou no relógio faltavam somente quinze minutos para chegarem, desesperado vestiu roupas mais sociais e escondeu alguns lixos debaixo da cama. Quando ouviu a campainha, foi atender quase tropeçando nos móveis.

— Oi querido - disse ela beijando sua bochecha.

Os Haruno entraram observando a casa, como médicos influentes desejavam alguém igualmente bem encaminhado para chamarem de genro. Sentaram no sofá esperando Obito trazer uma torta.

— Soube que também foi aceito na faculdade - expressou Mebuki.

— S-sim.

— Qual área pretende atuar? - questionou Kizashi.

— B-bom eu…..

Engoliu em seco, entrou nessa graduação porque os pais dela o veria com bons olhos. Tinha 25 anos e não havia feito nada na vida, já sofria pressões da avó por não ter um emprego fixo.

— Neurologia, né querido?

— S-sim….. - mentiu - Vou buscar o vinho.

Pegou a garrafa colocando na bandeja, viu sua imagem depressa através do celular. Reparou nas embalagens espalhadas num canto, disfarçadamente chutou para longe de vista. Suspirou tentando sorrir e retornou a sala.

— Onde está Mebuki?

— Foi no banheiro.

A mulher voltou alguns minutos depois com uma cara de nojo, fazendo ele pensar no que esta tinha visto. Recordou então das cuecas penduradas na pia, envergonhado saiu para guardá-las. Enfiou tudo no cesto de roupas sujas imaginando as impressões que a outra teria agora.

— Não fez como combinamos - proferiu segurando uma calça que encontrou no sofá.

— Acabei dormindo até tarde então……

— Nunca vai aprender? Tenho sempre que te dizer tudo? Como vou elogiar o cara no qual tenho interesse se este não sabe nem arrumar a própria casa?!

— Também não consigo ser esse homem perfeito, tento vestir essas roupas elegantes, assistir coisas mais eruditas, frequentar lugares sofisticados mas nunca vou gostar dessas coisas.

— Você tem que se esforçar um pouco, eu só quero te ajudar - afirmou abraçando o namorado.

— Meu jeito faz quem eu sou, mesmo você querendo me transformar em outra pessoa. Obito o sujeito que se emociona vendo filmes e ri enquanto assiste vídeos fofinhos.

— Esses comportamentos me conquistaram, desculpe te pressionar, entretanto seja mais arrumado.

— Ah sim, admito ser péssimo nisso.

Os dois se beijam então voltam para onde estavam os pais dela.