Família Nara - MenmaNG

Ino... ShikaCho 2.0


— Shikadaaaaaaai! — Esse gritinho animado logo de amanhã era como música para os ouvidos preguiçosos do Nara. A academia seria tão maçante sem sua melhor amiga para metê-lo em confusão. — Tenho novidades invencíveis e dessa vez nem seus contatos privilegiados vão estragar a surpr...

— O Inomi vai estudar na nossa turma. — Apesar de nada contente com a novidade, o Nara tinha um sorrisinho de superioridade no rosto.

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— Aaaaaaah! Como você descobriu? Eu fiz o Deidara e a Ino prometerem que não iam contar antes de miiiiim. — Estufou as bochechas e fez seu famoso biquinho magoado. Era frustrante ser sempre derrotada pelo intelecto Nara.

— Se você não tivesse parado na cantina pra comprar batatinhas, saberia que ele está na sala faz quinze minutos. — Deixou a cabeça cair no ombro da amiga, procurando por carinho. — Por que acha que eu estou sentado no corredor?

— Pensei que tinha te dado preguiça e que desistiu no meio do caminho. — Chōchō sentou ao lado do amigo e lhe ofereceu parte do lanche que ele aceitou sem cerimônia. — Você não acha que está na hora de parar com isso? Vamos ser um time, é nosso destino. — Os olhinhos dela brilhavam ao imaginar o futuro dos três.

— Não se eu puder convencer o Hokage a me colocar em outra equipe. — Infelizmente o Nara não compartilhava desse sonho. — Eu só preciso mostrar como o meu talento será melhor aproveitado com o Menma.

— Aaaah! Lá vem você com essa história. Nós somos um time, Dai. Como nossos pais e nossos avós. — Ela fez sua melhor carinha pidona, pois sabia que Shikadai não ousaria ferir seus sentimentos. — O Inomi gosta tanto de você.

— Tudo bem. Isso nunca ia dar certo mesmo. O Menma é muito mais forte que eu. — Apesar do que dizia, se recusava a perder a esperança, apenas escondia bem.

— Quando foi que você pegou tanta implicância com o nosso loirinho? — Por ser o mais novo dos três, frequentemente falavam dele no diminutivo ou de modo infantil, mesmo que a diferença de idade fosse mínima. — Não entendo por que não tenta se dar bem com ele.

Flashback — Idades aproximadas: Shikadai 3 anos e Inomi 2 anos

O pequeno bolinho brincava no tapete, rabiscando os papeis que seu pai deixou cair, enquanto trabalhava na mesa de centro. Ambos esperavam por Deidara que, para variar, estava atrasado para o trabalho de babá. Shikamaru não contava isso à Temari, pois sabia que ela demitiria o loiro sem pensar duas vezes, mas Ino ainda precisava desse dinheiro e bem no fundo ele teria pena do Shikadai que gostava muito do outro.

A campainha só tocou uma hora mais tarde. Estava decidido a falar umas verdades, mas o filho foi mais rápido e grudou na perna do Yamanaka, todo animado, chamando-o para vê-lo trabalhando com o pai. Então acabou apenas suspirando e fechando a porta.

— Cara, tente não demorar tanto na próxima vez. Eu tenho que ir pro escritório e o Shikadai bagunçou todos os meus papeis. — Pensava em como seria cansativo contratar outra pessoa, explicar ao filho que Deidara não viria mais, ouvir as reclamações da Ino... Seria melhor deixar isso para lá. O que era uma hora de atraso afinal?

— A Ino teve uma missão hoje e tive que ficar com o Inomi. Também tinham três senhoras que queriam me bater, porque mandei coroas de flores para a decoração de casamento da sobrinha neta delas. — Deidara tirou o filho do embrulho que trazia nas costas e liberou o pequeno para explorar o chão. — Não entendi a raiva delas. Eram flores bem bonitas.

Shikadai estava sentadinho organizando os papei rabiscados da melhor forma que uma criança de três anos poderia fazer, quando viu um pequeno ser loiro engatinhar para perto de si. Orgulhoso de seu trabalho, o pequeno mostrou um dos documentos para Inomi, mas tentou recuperá-lo ao ver a boca na mão do novo amigo mastigar e engolir boa parte do mesmo. Como se não bastasse ainda vomitou um bocado de papel molhado no tapete.

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Desesperado, o menino pediu pela atenção dos mais velhos que o ignoraram. Os homens estavam focados em uma acalorada conversa sobre como idosas irritadas poderiam ser problemáticas. Se vendo sem saída, Bolinho pegou o que pode salvar e correu tão longe quanto suas perninhas aguentavam, ou seja, até o outro sofá. Para seu sofrimento, seu rival era muito mais rápido e parecia ter energia inesgotável. Logo toda a sala estava coberta por bolinhas nojentas.

Ao ver que não teria mais o que mostrar ao tio Deidara, lágrimas brotaram de seus olhinhos verdes, encharcando o rosto do pequeno. Inomi sem entender o que acontecia, bateu palminhas animada para sua obra de arte, depois foi até o amiguinho, o abraçou e ajudou a limpar as lágrimas, infelizmente ele também usou uma das línguas de suas palmas para fazer isso.

Fim do Flashback

— Quando começou? Não faço ideia. Só sei que não quero ser amigo dele. O Inomi vive explodindo minhas coisas, sempre me provocando e aquele cabelo lindo é só pra eu lembrar que podia ter puxado a mamãe, mas saí a cara do meu pai. Como eu vou ter chances no amor desse jeito?

— Não sabia que me achava bonito — Inomi tinha pés de gato, sempre surgindo por trás e assustando todo mundo. Shikadai teve que conter um grito de susto e irritação. — Do que falavam? Com quem quer ter chances?

— Se esse assunto te dissesse respeito eu te chamaria pra conversa. — Irritado, o Nara saiu em direção a sala de aula, sendo seguido pelos dois amigos. — Já que vai estudar com a gente, tente não fazer nada embaraçoso e não exploda nada.

— Vamos sentar os três juntinhos. Eu vou ficar no meio. — A menina tinha esperança de que com a convivência em turma eles se dariam melhor.

Tem dias em que a sorte não parece estar ao nosso lado, no caso de Shikadai isso era mais frequente do que o normal. Ao entrar na sala de aula seus olhos foram direcionados para a última carteira da fileira do canto, esperava que ver o Uchiha alegrasse um pouquinho o seu dia, mas ao invés disso viu Usagi Hatake que esticava as pernas por cima da mesa.

— O que ele está fazendo no lugar do Menma? — Perguntou a Chōchō que também tinha uma expressão assustada. Ambos sabiam que os garotos não se davam bem e que aquela afronta poderia resultar em briga.

— Ele viajou com os pais e só volta semana que vem. — Foi Inomi quem respondeu, deixando o Nara ainda mais confuso.

— Como você sabe disso? Acabou de entrar na sala e já está por dentro das fofocas? — A preocupação de Chōchō foi em perder seu posto.

— O pai dele pediu a minha mãe para dar uma olhada na casa, por causa dos vândalos que não gostam dos Uchihas. Ela disse que amanhã vai dar uma ida lá pra arrumar umas coisas e eu vou poder brincar com o Nico, quer ir?

Tudo em Shikadai gritava para que ele aceitasse, a oportunidade era boa demais para deixar escapar. Poderia estudar os segredos do Uchiha, mas além de errado dependeria da ajuda do Inomi e isso era impensável.

— Vamos para a mesa, porque o professor já está chegando.

— Shikadai, você não acha que o Usagi fica muito legal na mesa do fundão? — O sorriso bobo no rosto da amiga fez com que Inomi risse da pergunta dela.

— O que? — Confuso, Dai olhou novamente para o Hatake, para ver se tinha perdido algo, mas não entendeu a pergunta da amiga. — Não. Ele só está ali para provocar o Menma. Certeza que vai pichar algo pra irritar.

— Eu também prefiro o Menma. — Não se importava realmente. Inomi só queria entrar na conversa, mas foi ignorado novamente.

Quando Shino anunciou o termino da aula mais chata que já havia dado, Shikadai levantou, se espreguiçando, enquanto tomava coragem de voltar pra casa. Se ao menos pudesse dormir a tarde inteira não ficaria tão emburrado, mas tinha lição para fazer.

— Eu voto em irmos todos pra casa do Dai. Quero ver a minha rainha, que faz tempo que não para na vila. — Chōchō era fã da Temari desde que se conhecia por gente. — Quero ver se ela me ensina a usar esse leque que a mamãe comprou pra mim.

— Não dá pra lutar com essa coisinha. Posso fazer um grandão de argila pra você. — Inomi olhou suas reservas de material, mas percebeu que teria que passar em casa pedir mais para o pai.

— NEM PENSAR! VOCÊ VAI EXPLODIR A CHŌCHŌ! PARA DE INVENTAR OU VOU CONTAR PARA A SUA MÃE. — Poucas coisas faziam Shikadai gastar energia gritando. Inomi fazendo coisas perigosas era uma delas.

— Você quem sabe. Vou brincar com o Akita, então. Até amanhã. — Inomi se afastou sem esperar resposta.

— O Inomi é tão popular, você não acha? — Observaram o loirinho correr em direção ao Inuzuka e ao Hatake já modelando algo de argila para eles. — Queria ter essa coragem de puxar assunto com todo mundo da sala também.

— Eu também. — Teve que admitir. — Ei, ele está certo, não dá pra lutar com isso aí.

— Meninos! — Revirou os olhos entediada. — Não é pra lutar. É para ser uma diva.

Temari estava no sofá da sala quando um Nara preguiçoso se jogou ao seu lado, apoiando a cabeça em seu colo. Ela começou a fazer um cafuné no marido, enquanto ele se espreguiçava como um gato após o almoço.

— Vim mais cedo para casa, para ficar um pouquinho com você. — Shikamaru disse roubando um selinho.

— E o Naruto deixou? Que milagre.

— Ele não está na vila essa semana. O outro filho dele vai nascer. — Não escondia sua expressão de desgosto com aquilo, mas não se metia na vida do chefe.

— Já? Parece que foi ontem que você me contou que teriam mais um.

— Pra mim parece que faz uma vida que estou tendo que aguentar o Naruto só falando disso o dia inteiro. Você não era tão chata quando estava grávida. — Choramingou ao sentir seu rabo de cavalo ser puxado pela esposa, mas não saiu do colo.

— Você é tão insensível as vezes. Ele só está feliz que vai ter mais um filhinho. Sabe como as coisas são difíceis pra ele e o Sasuke, você poderia ser um amigo melhor.

— Ok, você venceu. Desculpa.

Ele sorriu para ela, e se ajeitou no sofá de modo que ficaram na mesma altura. Não foi necessário dizer nada mais para que soubesse o que ele queria. Ela fechou os olhos quando as bocas se encontram. Era um beijo calmo e apaixonado.

O casal não ouviu a porta da sala abrir e por ela entrar Chōchō e Shikadai. As crianças pararam ao ver a cena, pois não queriam atrapalha-los, pareciam tão felizes juntos. Para o garoto era algo comum e entediante, por mais que sua mãe fosse muito brava eles também tinham vários momentos de carinho pela casa. Já para a menina era um momento mágico, admirava tanto tudo que a Nara fazia e shippava muito ShikaTema.

— Vamos subir de fininho para o quarto, quando eles começam com isso ficam assim um tempão. — Shikadai sussurou para a amiga.

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— Nem pensar que eu vou perder isso. Olha que lindo eles assim juntinhos, apaixonados, se beijando com tanto amor. — Ela suspirou encantada. — Quando eu for grande, vou arrumar um namorado lindinho e ele vai ser meu primeiro e único amor, assim como a minha rainha fez.

— Achar alguém para gostar é fácil, ser correspondido é quase impossível. Não fica se iludindo. — Shikadai era o tipo de pessoa que possuía o lema: "Faça o que eu digo, não faça o que eu faço."

— Vou te lembra disso quando estiver ensopando nossa carteira na escola, babando por um certo Uchiha de olhos azuis.

A última fala da Chōchō foi mais alta do que desejava e acabou chamando a atenção do casal. Temari derrubou Shikamaru na hora do susto e depois riu da irritação do marido que resmungava no chão.

— Estão fazendo o que aí? Vão lavar as mãos para o almoço. — Shikamaru falou aos garotos que obedeceram na mesma hora. — Ainda temos 7 minutos antes deles voltarem.

— Nem pensar. Vou servir a comida das crianças, podemos ir para o quarto enquanto eles fazem a lição aqui na sala. — Ela piscou para o marido que pareceu satisfeito com a ideia.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.