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Capitulo 19 Repostado


POV. Jace

— Ande Isabelle, comece a explicar agora o que foi que eu ouvi – falei e ela engoliu seco e me olhou com uma expressão triste.

— É uma história complicada Jace – ela falou e eu fiz uma cara que ela deveria continuar – Bem, lembra uma vez que você me ligou perguntando se a Clary estava comigo e eu disse que não e vocês dois acabaram se desentendo? Então, naquele dia ela estava indo fazer uma consulta na medica dela, mas ela não avisou ninguém. Mas isso não vem ao caso agora, o que aconteceu é que naquela consulta ela descobriu que estava gravida, de pouquíssimas semanas mas estava gravida.

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O choque tomou conta do meu corpo. O que? Era isso mesmo que eu estava ouvindo?

— Então ela iria te contar quando chegasse em casa mas infelizmente teve aquele desentendimento e ela não contou, e quando ela queria contar pra você, bom, aconteceu todo aquele lance com o Sebastian. Mas o pior veio depois, já que você não deixou ela se explicar de nenhuma maneira que na realidade ela havia sido drogada pelo Sebastian, sei que você não iria acreditar assim tão fácil e você evitava ela de todas as maneiras e ela foi se afundando, começou a não comer e não levantava da cama, não fazia nada, e ai nós duas voltamos a nos falar, eu vi o estado que ela estava e era horrível, então eu a fiz ficar um pouco melhor, então quando ela completou 8 semanas de gestação fomos na consulta e na hora que a médica foi medir os batimentos do bebe, não tinha, ela sofreu um aborto espontâneo e então isso foi mais um incentivo para entrar de cabeça no mundo das modelos.

— Isso não pode ser verdade, é você acreditou em tudo isso? – perguntei ainda incrédulo, eu não queria acreditar, mas era real.

— Eu vi tudo okay? Eu estava la no ultrassom, eu estava lá quando ela teve que fazer a raspagem do útero, eu vi ela passar a mal diversas vezes pela barriga e tocar a pequena cicatriz que ela tem ali. E outra, eu vi o exame que comprova que ela estava drogada. Clary não é mais a mesma depois de tudo, continua trabalhando em prol da Lilly como sempre foi, mas algo mudou nela nesse um ano e meio que passou, ficou mais focada, não mostra quando está abalada, ela aprendeu a atuar muito bem na frente das câmeras, é difícil vê-la chorar, hoje foi um dos poucos momentos que eu vi isso.

— Uou, é muita coisa – falei e me sentei no sofá, olhando a janela.

As luzes da cidade estavam bem vibrantes como sempre, a cidade estava viva, mas as coisas naquele apartamento não estavam igual a cidade.

— O que você veio fazer aqui? – ela perguntou.

— Vim trazer Lilly, não quero que ela e Aline briguem de novo, foi péssimo da outra vez, Lilly não saiu do quarto a noite toda e eu não sabia o que fazer. Eu disse para Aline que esse ainda é o meu final de semana, mas ela não quis escutar e ligou falando que seus pais vão fazer um jantar conosco em casa, ela já deve estar lá falando nisso. – Disse e Izzy se sentou do meu lado.

— E onde esta a Lilly?

— Está no parquinho brincando com alguma amiguinha do prédio – falei e ela assentiu, Magnus entrou em casa no momento com duas caixas de pizza na mão.

— Se você puder nos dar licença Jace, a noite das garotas vai começar e não quero você aqui – ele falou e eu me levantei do sofá. – isso mesmo, pode ir embora, ninguém te quer aqui, nem a Clary e nem eu, Izzy não fala porque é sua prima.

— Ta bom Magnus, já estava de saída mesmo – falei indo em direção a porta – Izzy, você acha que eu devo ir falar com ela?

— Eu acho que sim, mas não agora, não é um bom momento – ela responde e eu assenti, saindo do apartamento. – Avisa a Lilly para subir, eu imagino que ela não deve ter jantado ainda.

— E avisa a Clary que é só essa noite, eu esqueci de dizer no telefone, amanhã eu venho buscar a Lilly de novo.

Ela assentiu e eu sai do apartamento, encontrando o elevador ainda parado no andar já que Magnus havia acabado de subir, entrei no mesmo e encostei a cabeça no grande espelho. Era muita coisa em pouco tempo. Um ano e meio resumido em apenas alguns minutos.

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As portas se abriram e eu sai do elevador apressado, parecia que estava mais quente lá dentro e logo eu estava me sentido sufocado. Lilly estava no playground com uma amiga e as duas estavam animadas, porem, estava ficando tarde e com isso, escurecendo.

— Filha, a tia Izzy pediu pra você subir e descansar – chamei e ela me olhou e assentiu, se despedindo da amiga e da mãe da menina que também estava ali. Ela correu ate mim e pulou em meus braços – Te amo meu amor.

— Também te amo papai, queria ter ficado mais tempo com você – ela falou meio triste.

— Eu também meu amor, mas vai se só essa noite, amanhã venho te buscar de novo e vamos aproveitar bastante – falei e ela abriu um sorriso.

— A gente não vai no desfile da mamãe? – ela perguntou

— E quando é o desfile da mamãe? – perguntei e ela fez uma cara pensativa.

— É depois de amanhã – falou e eu assenti.

— Então até amanha – falei e dei um beijo em sua testa saindo de perto dela e passando pela portaria.

Assim que fechei a porta do carro dei um muro no volante, merda, o que estava acontecendo? O que tinha acontecido na verdade? A raiva parecia ter tomado conta de mim, assim como no dia em que eu vi Clary na cama junto com Sebastian, a vontade de socar tudo que eu via na frente, minha raiva agora era pela história, era muito real, se for mesmo real, eu me sinto um monstro por não ter escutado Clary assim que ela acordou, poderia ter confiado nela em vez de ter escutado o que Aline queria colocar na minha cabeça.

Dirigi ate minha casa com a cabeça a mil, quando parei na garagem, havia alguns carros na frente, merda, o jantar que ela tinha planejado, eu não estava com cabeça para aquilo no momento.

Tranquei o carro e fui andando devagar até a porta, Aline tinha planejado um jantar para anunciar definitivamente o noivado, a família dela inteira estava ai, e meu pai, que não está nem um pouco feliz com isso e nem eu, não sei porque decidi ficar com Aline depois que me separei de Clary, não sei o que passou pela minha cabeça no momento. Olhei minhas roupas e vi que estava bem vestido, afinal, ela sempre planeja jantarem luxuosos demais para o meu gosto.

Entrei e todos da família dela me olharam e sorriram e eu sorri de volta, bando de interesseiro, ninguém ali daquela família ta pouco se importanto para o casamento, sempre trataram Aline muito bem porque o pai dela é rico e tratando ela bem, deixariam o pai feliz, logo, talvez fossem inclusos no testamento, o pai de Aline é a pessoa mais tranquila que eu conheço, adoro conversar com ele sobre tudo, não gosta de gente interesseira ao seu redor e não sabe aonde que errou para Aline ser do jeito que é.

— Jace, meu amigo – o sr. Penhallow falou e veio me abraçar – Ainda da tempo de fugir dessa loucura – ele disse baixo em meu ouvido.

A família dela veio me cumprimentar com a maior falsidade e os olharem ambiciosos na minha casa e Aline grudou em mim como um carrapato, mas o estopim foi ver aquele sorriso convencido em minha casa.

— O que você está fazendo aqui? – perguntei alto e todos pararam de conversar para olhar o que estava acontecendo.

— Vim prestigiar minha adorável prima no noivado dela – falou e a raiva voltou a tomar conta de mim – Faz um bom tempo que não nó vemos.

— E esperava continuar com esse tempo – falei dando um passo em sua direção. – Você acha que pode entrar na minha casa como se nada tivesse acontecido? Acha que pode vir aqui depois de acabar com meu noivado com a Clary?

— Calma ai irmão, não acabei com nada, você acabou, não tenho culpa se ela foi uma vadia que...- não deixei ele terminar a frase e dei um soco na cara dele, com força e ele colocou a mão no rosto, e todos da sua família ficaram chocados.

— JACE – Aline gritou atras de mim e eu respirei fundo.

— Ela não é uma vadia, ela não teve culpa de nada, você e sua prima tiveram, COMO EU PUDE SER TÃO BURRO? – gritei no meio da sala e todos me olharam ainda mais assustados – Não vai ter mais noivado, não vai ter mais nada.

— Jace, o que está acontecendo com você? Porque esta agindo desse jeito? – Sr. Penhallow falou assustado e eu o olhei.

— O motivo do meu noivado com Clary foi porque eu não acreditei nela, Sebastian a drogou e ele e Aline armaram uma cena, e naquele momento eu acreditei na cena, e não nas palavras que ela disse pra mim, afinal, Aline tinha mexido com minha cabeça o suficiente para agir daquele jeito naquela manhã. – falei e ele olhou para a filha.

— Você fez isso mesmo? – o pai dela perguntou e ela começou a negar com uma cara espantada.

— Não papai, eu não fiz – ela começou a negar e me olhar, esperando eu desmentir, mas minha expressão continuava a mesma, com raiva e decepcionado – Jace, faça alguma coisa.

— Eu já fiz, acreditei em você e agora eu sei que era tudo mentira – falei e ela começou a ficar irritada.

— Eu fiz isso mesmo, não estava acreditando que você me trocou por aquela vaca, queria que você visse que ela só queria fama, virou uma super modelo e não queria mais saber de você, foi um ótimo plano no inicio e você caiu feito um idiota, mas você tinha que descobrir. – Aline falou e eu me segurei para não ir pra cima dela, deixarei isso para Izzy fazer no futuro.

— Aline Penhallow, me de agora seus cartões de credito, a chave do seu carro e seu celular, está de castigo, nunca imaginei que colocaria minha filha de 24 anos de castigo, mas isso foi o cumulo – o Sr. Penhallow falou e ela ficou indignada

— Não papai, por favor, não faça isso comigo por favor – ela começou a implorar e a ajoelhar.

— Agora – ele falou e ela pegou sua bolsa e começou a tirar tudo lá de dentro. – terá um bom tempo para pensar em tudo agora.

Depois de milhares de pedidos de desculpas dos pais de Aline e a família dela indo embora, fiquei sozinho com meu pai, primeira vez depois de muito tempo, nós conversamos bastante e ele me deu vários conselhos do que fazer a partir de agora.

Aquela foi uma das noites que eu consegui dormir mais tranquilo depois de tudo que aconteceu