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Capitulo 18 Repostado


3 anos depois

POV. Clary

— Droga Sarah, como assim não vai poder sair na Diesel? – perguntei olhando o computador a minha frente enquanto falava com uma colega modelo.

— Meu pé está muito inchado, não tem como eu fazer essas fotos amanhã, então me pediram para indicar uma pessoa e essa pessoa é você, nós temos o mesmo corpo e o mesmo perfil, fora que você já modelou para a Diesel, e outra, você ainda estará em New York e será só amanhã de noite – ela falava e eu respirei fundo.

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— Tudo bem, amanhã estarei lá – falei e ela comemorou do outro lado da linha – Só tenho que resolver algumas coisas básicas em casa.

— Tudo bem, nos vemos amanhã e obrigada Clary – ela disse e nos despedimos e eu encerrei a ligação.

Droga, não estava nos meus planos tirar fotos amanhã, mas fazer o que, era meu trabalho. Queria ter o dia para ficar debaixo da coberta chorando enquanto como sorvete e vejo filmes tristes.

Fecho meu computador e olho pela janela do meu apartamento em Nova Iorque, olhando toda a cidade ao longe. Meu telefone começa a tocar e eu volto para o sofá pegando meu celular para atender.

O nome Jace brilha na tela de uma maneira gritante, fazia uns bons meses que nós não conversávamos, conversávamos não, brigávamos, era apenas o que fazíamos desde que nós separamos a 1 anos e meio atrás.

Sim, talvez tenha sido muito precipitado termos ido morar juntos sem nem nós conhecermos direito, termos ficado noivos muito cedo e o Sebastian ter aparecido em nossas vidas fez com que tudo ficasse estranho e confuso.

Minha única relação com ela se baseia em Lilly, não iria privar ela do pai que ela ama tanto, então nós combinamos que era 15 dias comigo e 15 dias com ele, triste eu sei, mas acontece.

Não que eu tenha conseguido esquecer ele, afinal, eu amo ele demais, mas o que Aline aprontou não teve cabimento e ele que não quis acreditar em mim, infelizmente, foram tempos muito ruins.

— Alô – falei atendendo e logo a voz que eu tanto amo ficou evidente.

— Lilly queria falar com você – ele disse e eu suspirei – Ela quer ir pra sua casa antes, tipo amanhã.

— Margareth foi dispensada essa semana e amanhã eu terei que ir em uma sessão de fotos, não tem como eu ficar com ela – falei e ele suspirou.

— Peça pra Isabelle então – ele falou e eu revirei os olhos.

— Ela irá comigo – falei – porque está querendo se livrar tanto assim da sua filha?

— Aline quer vir para cá – ele disse e meu coração se apertou.

— Não me interessa, é a sua semana, são duas semanas, não uma semana, na próxima semana ela vem pra cá – falei e logo desliguei.

Merda, merda, merda.

Tudo estava ótimo nas nossas vidas, iriamos nos casar, Lilly estava amando ter uma família completa, porem quanto tudo está bom demais, acaba ficando ruim, Aline e Sebastian estavam quietos demais por muito tempo.

Aline então conseguiu o que eu tanto desconfiava, ela realmente estava armando o plano, mas antes que eu conseguisse falar pro Jace, ele já tinha caído no que ela falava, depois passei a entender a aproximação de Sebastian em mim e na Lilly.

“- Você não pode estar acreditando nela – falei – Não é possível Jace.

— Faz tudo sentido, você passa horas junto com o Sebastian falando sobre a nossa filha, ele não tem direito sobre nada dela, e não atende quando eu ligo, chega tarde falando que estava com a Isabelle e sabe, hoje eu liguei para minha prima e adivinha, ela não estava com você, então pare de mentiras – ele falou e eu respirei fundo – eu quero acreditar em você.

— Então acredite, não está acontecendo nada – falei e ele me abraçou.

— Eu confio em você – ele disse”

Poderia ter parado ai, mas não, infelizmente eu cai em mais uma.

Sebastian tinha me encontrado na rua naquele dia, eu tinha acabo de sair de um ensaio fotográfico e ele me chamou para comer alguma coisa com ele e eu fui, e justamente nesse dia foi o dia que eu disse que era para ele se afastar porque Lilly estava ficando confusa e Jace não estava gostando e então eu desmaiei e não lembrei de mais nada.

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Quando acordei lembro de ter Jace parado na minha frente me olhando magoado e Aline do seu lado o “confortando” enquanto tinha um sorriso vitorioso nos lábios, Izzy olhava chocada para mim.

Conclusão, Jace não me escutou e acha que eu o trai, Izzy demorou um tempo para falar comigo até eu conseguir provar que tinha sido drogada e nunca mais olhei na cara do Sebastian, Aline e Jace voltaram para o meu desgosto e Lilly vivia nessas de cada 15 dias morar em uma casa.

Na mesma manhã que eu acordei apenas de lingerie ao lado do Sebastian, consegui tirar todas as merdas dele e ele não se arrependeu nem um pouco, fui para o hospital porque a droga poderia afetar o bebê.

Sim, eu tinha descoberto que estava gravida, no dia que nós tínhamos discutido eu tinha acabado de sair do consultório medico que tinha confirmado a mais nova gravidez, mas depois de todo esse episódio, acabei ficando muito mal, quase não comia e dormia direito, Izzy me ajudou muito mas nada resolvia, então quando o ultrassom de oito semanas chegou, minha medica o visualizou na tela, parecia um grão de feijão, mas o grão de feijão que eu amei desde que descobri estar dentro de mim, mas infelizmente isso durou alguns minutos, até a medica tentar ouvir os batimentos e nada, então foi que ela disse que infelizmente havia acontecido um aborto espontâneo.

Então eu sofri ainda mais, perdi o bebe do homem que eu amava e ainda amo, logo depois da perda comecei a me entregar com paixão aos desfiles e tudo, minha mãe ficou do meu lado todo o tempo, curtindo sua vida de casada sempre muito feliz.

Me sentei no chão e comecei a chorar, não iria adiantar nada, mas era o que eu conseguia fazer agora.

Olhei a revista de fofoca que mais cedo eu tinha tacado no chão e respirei fundo olhando a matéria.

“Herdeiro do império Tiffany se casará com sua ex-namorada Aline Penhallow, depois de superar o namoro com a então modelo Clary Fray”

Comecei a rasgar a matéria com raiva, merda de revista.

Merda

Merda

Porque tudo tinha que acabar?

Porque eu não tomei cuidado o suficiente, porque?

Limpei meu rosto e me levantei, não poderia ficar com uma marca se quer no meu rosto, tinha que ficar impecável para amanhã até que a campainha toca.

Me levanto com presa e vou até a porta perguntando porque o porteiro não anunciou quem era, assim que abri Magnus entrou que nem um furacão no apartamento.

— Eu vi a revista, vim saber como você está – Ele falou logo me abraçando

— Eu estou bem – falei e ele revirou os olhos.

— Estou vendo pelas marcas de lagrimas no seu rosto – e meus olhos se encheram de lagrimas novamente – Shiu querida não fique assim.

— É horrível sabe? Tudo o que aconteceu. – Solucei alto e Magnus me abraçou mais uma vez.

— Vá tomar um banho, eu faço alguma coisa para gente comer, vulgo ligo na pizzaria, coloco um filme e ligo para Izzy e ela vem para cá, então assistiremos alguns filmes dramáticos e comeremos sorvete – Ele falou e eu assenti, limpando meu rosto com a manga da blusa.

Me virei para o corredor indo em direção ao meu quarto e passando direito para o banheiro da suíte, ele era grande e todo em branco, logo comecei a encher a banheira com a agua quente e coloquei diversos sais na água, reduzi todas as luzes do banheiro e tirei minha roupa, e logo me olhei no espelho.

Eu tinha emagrecido muito, antes eu tinha um corpo magro, mas agora era um tanto esquelético, no final do meu abdômen ainda possuía a cicatriz de quando eu tive que tirar o pequeno feto de dentro de mim, a medica disse que por ter sofrido um aborto espontâneo, o feto poderia sair sozinho, mas não aconteceu então tive que passar por uma cirurgia para fazer a raspagem do útero.

Dias difíceis.

Passei a mão em minha barriga lisa e soltei uma lagrima, lembrando de quando fui a ginecologista semanas depois da cirurgia.

“- Então Clary, eu sinto muito em dizer que talvez você não tenha mais tanta facilidade assim para engravidar, você ainda terá chances, mas são muito pequenas. Sinto muito – ela afagou minha mão por cima da mesa e eu apenas tentei digerir as palavras que ela havia dito”

Entrei dentro da banheira e fechei os olhos, mas foi impossível controlar os sentimentos com tudo que se passava, a dificuldade de engravidar, Jace se casando com Aline, eu perdendo o amor da minha vida e ficar nessa banheira me fazia lembrar de vários momentos que tive com Jace.

Acho que eu estava na TPM, fazia dias que eu não caia no choro pelas lembranças dolorosas. Mas as vezes eu simplesmente não aguentava.

Sai da banheira quando vi que meus dedos estavam enrugados e meu rosto já estava marcado demais por lagrimas, peguei meu roupão branco e macio e o vesti, caminhando até me quarto e encontrando minha melhor amiga em minha cama, com uma roupa que ela deve ter separado para mim, o tipo de roupa que ela abomina. Um shorts de tecido fino e um moletom gigante e cinza e uma regata branca.

Coloquei a roupa em silencio e sentia o olhar de Izzy em mim, assim que terminei de colocar a roupa e pendurar o meu roupão, Izzy me fez sentar ao seu lado na cama e vi uma escova em suas mãos, fiquei de costas para ela e senti seus dedos e os dentes da escova deslizarem pelo meu cabelo molhado.

— Brigado por estar aqui – falei baixinho.

— Sempre que precisar, afinal, você é minha melhor amiga – ela respondeu e me abraçou pelas costas – Como você está?

Escutamos a campainha tocar e logo deduzi ser a pizza que Magnus havia pedido.

— Péssima – falei direto – Sabe, tudo estava tão perfeito, o jeito que tudo estava acontecendo sabe? E agora parece que veio uma avalanche de uma vez, o casamento de Jace com Aline, o que o Sebastian fez, Lilly ter que ficar indo pra lá e pra cá de quinze em quinze dias e o pior de tudo, a perda do bebê, tudo isso em um ano e meio, não tem como eu ficar bem, eu posso fingir, mas nunca estarei totalmente bem – falei e abaixei a cabeça voltando a chorar – Merda, porque tudo tinha que sair errado? Porque Sebastian e Aline tinham que ter aprontado? Porque o Jace não acreditou em mim? Porque eu perdi meu filho? Porque?

As lagrimas caíram sem parar e escuto a porta do meu quarto ser aberta com tudo, mas não levanto a cabeça.

— O que? – escutei uma voz que eu jamais conseguiria confundir, e logo levantei meu rosto, vendo Jace Morgenstern parado na porta do quarto me olhando com uma cara de surpresa – O que você disse? – ele perguntou.

Eu fiquei sem reação, não sabia o que falar, não sabia o que fazer. O que ele estava fazendo ali, parado em frente à minha cama, me olhando de uma maneira que eu não sei explicar.

— Que história é essa de perder um bebê? Hein? – ele pergunta novamente e eu começo a soluçar mais forte, Izzy me puxa para perto dela e me deita a cama.

— Vamos conversar lá na sala – escuto minha amiga dizer e se levantar da cama, logo depois escuto a porta do meu quarto fechar e me vejo mais uma vez sozinha, com milhares de pensamentos se passando pela minha cabeça.

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