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Capítulo 1 Repostado


POV. Clary

Capitulo 1

Mais um dia de trabalho na lanchonete. Cheguei em casa correndo, colocando as gorjetas no pode de economias e indo tomar banho para o trabalho no turno da noite.

Meu nome é Clarissa Fray, ou só Clary, tenho 22 anos, fiquei gravida com 17 anos de um canalha que nunca mais vi na vida, achei que estava apaixonada na época e achei que ele me amava, quando disse que estava grávida, ele me abandonou e foi embora.

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Mas não me arrependo, tenho uma linda filha que eu amo. Não quis fazer faculdade, já que tinha que cuidar da minha filha, com a ajuda da minha mãe, mas está difícil, o dinheiro era pouco, uma parte vinha da venda dos quadros que minha mãe fazia, dando para pagar as contas da casa e o dinheiro que eu ganhava na lanchonete, era pouco para fazer uma boa compra.

Luke, namorado da minha mãe que nos ajudava bastante, mas o máximo que podia, ele tinha uma pequena livraria e ajudava alguns amigos em uma oficina, foi ele que me deu minha moto. Não era novinha em folha, mas dava para andar nela. O dinheiro que ele dava para a gente ajudava a pagar compras de super mercado.

Minha filha era outra historia, ela crescia rápido demais, então, la vai eu comprar roupas, a maioria das roupas, miinha melhor amiga Isabelle acabava comprando contra a minha vontade. Izzy era linda e rica, ela sempre dizia que queria me ajudar a pagar as contas, roupas para meu bebe e as coisas do mercado, mas eu não gostava.

Posso parecer boba, mas não queria que Izzy gastasse seu dinheiro comigo. As vezes o dinheiro ficava com sobra, ai dava para comprar uma roupa para mim e para minha filha. Mas eu vi que tinha que procurar um outro emprego, então, o meu chefe, alem de ser o dono da lanchonete, ele era dono de uma boate no centro de Manhattan.

Chamava Pandemonio, era extremamente chique, e eu ganhava bastante lá como Bartender. Eu tinha um uniforme que meu chefe me mandava, ele gastava dinheiro com eles.

Dei um beijo na minha filha que estava assistindo desenho e corri para o banho, pensar que amanha era sábado já era muito bom.

Minha mãe ficava cuidando da minha filha por mim enquanto trabalhava. Sai do banho e olhei aquela roupa, se não fosse para dar o melhor para a minha filha, nunca usaria aquelas roupas, era bonito, mas mostrava muito da minha pele e eu não gostava muito de usar aquele tipo de roupa.
Nunca deixava minha filha ver aquelas roupas, mas antes de sair eu colocava uma calça leg junto com o vestido e all star e minha jaqueta de couro, colocava o salto e as joias dentro da mochila. Peguei as chaves da moto e rumei para Manhattan.

Chegando na boate fui pela entrada secreta nos fundo, onde tinha um mini estacionamento para funcionários e a entrada para os vestiários.

Entrei no vestiário e Jordan, um dor garçons e Maia uma garçonete estavam terminando de se arrumar.

— Boa noite – falei colocando minha mochila no armário e abrindo ela.

— Boa noite Clary. Como está a Lilly? – Maia perguntou.

— Bem. Não sei quando vou colocar ela na creche – falei e entrei dentro do banheiro para tirar a calça leg e arrumar o vestido e colocar um shorts por baixo daquele projeto de roupa.

Sai do banheiro e fui para o espelho ajeitando minha maquiagem e os cabelos, Maia prendeu a corrente neles para mim e eu sorri em agradecimento. Pus os saltos e as joais e me preparei para mais uma noite.

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A boate sempre enchia rápido, as filas que ficavam do lado de fora eram gigantes, mas so gente rica. Ganhava boas gorjetas de vários clientes e fora as cantadas dos playboys chatos, me passando telefone, a sorte é que sempre tinha um segurança dentro da boate pronto para impedir que o engraçadinho faça alguma coisa.

Eram 2 da manha e a festa ainda bombava quando um playboy apareceu.

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— E ai gata? Topa ir para um lugar mais reservado? – ele perguntou bêbado.

— Não obrigado – falei e olhei para uma menina que pedia um Lagoa Azul.

— Serio, qual é, vem comigo – ele falou e tentou segurar meu braço.

— Não encosta – falei e entreguei para a minha o drink ganhando 5 dolares de gorjeta e marcando a comanda dela.

— Eu encosto se eu quiser, você é uma vadiazinha qualquer, se fosse tão recatada desse jeito não estaria vestida que nem uma puta – ele segurou meu braço se apoiando no balcão, o aperto dele estava machucando.

— Solta - falei entre dentes.

— Calada vadia – ele falou.

— Será que da para soltar ela? – Um cara apareceu e eu dei graças a deus quando ele surgiu.

— Você vi me obrigar? – O cara perguntou.

— Não, mas ele vai – o cara apontou para o segurança ao lado do cara bêbado e ele me soltou e foi guiado para fora da boate.

— Obrigada, nem sei como te agradecer – falei.

— Magina – ele disse e se sentou no banco a minha frente – Sou Jace.

— Clary – falei e apertei a mão dele.

— Eu sei, Izzy é minha prima, ela fala tudo sobre você – Ele disse e logo Izzy apareceu ao lado de Jace.

— Ainda bem que está tudo bem, assim que vi aquele cara chegar perto de você eu achei que fosse ter um treco. Então Jace foi te salvar por mim. – Izzy falou e deu um sorriso.

— Estou bem agora, mas já até me acostumei com esse tipo de coisa – falei e guardei o dinheiro no pote. – Isso é pela Lilly.

— Clary, eu já disse, pode largar essa lugar, eu ajudo, ela é minha afilhada – Izzy falou se sentando no banquinho.
Estava fazendo uns drinks para o Jordan passar entre as pessoas na pista.

— Izzy, eu não quero que gaste seu dinheiro comigo ou com a Lilly, eu preciso aprender a me virar – falei e Jordan chegou para pegar uma bandeja com drinks coloridos e ele deixou dinheiro em cima do balcão.

— Oi Jordan – Izzy o cumprimentou. – Como está a Maia?
Maia e Jordan namoram desde sempre, nós estudávamos na mesma escola a dois anos.

— Está bem, andando por ai – ele falou rindo e apontou para a menina de cabelos castanhos que estava na parte de cima da boate.

Ele se afastou da gente e guardei o dinheiro dos drinks no cofre, aqueles drinks que eu fazia tinham um preço fixo, então o que vinha a mais, era gorjeta que eu dividia depois com a Maia e com o Jordan.

— Não aguento mais ficar aqui – falei me apoiando no balcão.

Tinha mais um garçom que ficava lá comigo, mas ele ficava um pouco mais longe, por ser o garçom que servia agua, cerveja, vodka e essas coisas. Mas ele não sabia como fazer nenhum drink.

— Se demita. Clary, eu não gosto de ver você sendo humilhada. Eu já ouvi quando começam a te xingar, você merece coisa melhor – Izzy falou e eu olhei para ela.

— Eu sei, mas é o único emprego que eu ganho bem. – falei.

— Então, acho que você pode ter um emprego melhor e ainda ficar mais tempo com a Lilly – Izzy falou e olhou para o Jace. – Jace ainda está de pé a oferta de secretaria?

— Ainda – ele falou me olhando.

— Jace está assumindo a empresa do pai e ele precisa de uma secretaria – Izzy falou.

— Garanto que seu salario vai ser melhor do que trabalhar aqui e você vai ter horário e pode ficar com a sua filha – Ele falou e estendeu a mão para mim. – Aceita?